Atingidos pelos Reflexos...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Injustiças...

Hoje pela manhã no trajeto que faço de casa para o trabalho, ouvia como de costume, o noticiário pelo rádio. Uma das manchetes chamou minha atenção: O locutor dizia que um morador de rua que pedia esmolas, havia sido agredido por um homem a quem pedia alguns trocados. Segundo o relato de testemunhas, esse homem desceu do veículo que conduzia e na companhia de mais dois colegas desferiu vários golpes de socos e pontapés contra o mendicante deixando-o caído no chão sem chance de reagir, fugindo do local logo em seguida. Testemunhas anotaram a placa do carro e comunicaram a polícia sobre o ocorrido, o que possibilitou a prisão dos agressores. No depoimento do dono do veículo, que assumiu sozinho a responsabilidade pelo ato de selvageria, ouviu-se a seguinte justificativa:

“Ele não traria qualquer benefício à sociedade”


Durante o restante do trajeto até o trabalho, e até esse momento, fiquei pensando na atitude covarde daquele homem, fiquei tentando entender o que ele carrega dentro de si como base de princípios éticos e morais.


Chego à conlusão de que, guardadas as devidas proporções, vivemos em uma sociedade que tem feito dessa frase usada pelo homem para justificar seu ato de selvageria, um lema no sentido de que se alguém não pode trazer algum benefício (ou vantagem, ou lucro...) é alguém que não deve ser considerado. Se seu “custo-benefício” não é satisfatório, será como um maquina de escrever nos dias de hoje, que deve ser descartada e encostada no canto de alguma sala.


As pessoas têm sido avaliadas como se fossem operações financeiras. Se for boa e dar retorno, serve. Se não for, e der prejuízo, devem ser evitadas. Alguns anos atrás, tive a oportunidade de ter uma experiência pessoal nesse sentido. Estava pretendendo fazer umas reformas em casa e para isso, iria precisar conseguir um empréstimo junto ao banco. Em um primeiro contato na agência bancária indicada para isso, me apresentei ao setor de empréstimos para obter informações sobre as exigências. Confesso que esperava um melhor atendimento... fiquei esperando alguns minutos para que alguém me desse atenção, e quando isso aconteceu, o atendente mal olhava em minha direção, limitava-se a responder o que eu perguntava de forma evasiva, sempre preocupado em executar outra tarefa. Fui embora aquele dia com a impressão de que, talvez minha aparência simples, minhas roupas comuns, meu sapato meio surrado, e talvez meu cabelo mau penteado, não tenha contribuído para um melhor atendimento. Resolvi que no dia seguinte voltaria com a documentação exigida para quem sabe ser atendido por uma pessoa mais atenciosa e obter sucesso em conseguir o tal empréstimo. Separei então, minha melhor calça, minha melhor camisa, meu melhor sapato e uma gravata. Ao chegar ao banco conferi na porta de vidro se o cabelo estava bem assentado... Dentro da agência não precisei procurar o atendente... ele me procurou. Ofereceu uma cadeira, e acreditem... a puxou para que eu sentasse. Lembro que faltava um comprovante de endereço, nos documentos exigidos, mas ele disse que eu poderia levar depois. Ah... um café bem fresquinho também foi servido... Além é claro da aprovação do empréstimo, que minutos depois estava em minha conta.


Refleti com aquela experiência. Serviu para que eu prestasse mais atenção nas pessoas e menos nas “embalagens” que elas tem. Fez-me observar com mais cuidado o fato de que assim como eu gostaria de ser tratado sempre da mesma forma gentil e cordial... com gravata ou não, todos que me cercam também esperam e merecem independente de sua aparência física ou condição social a mesma atenção e consideração.


Pensei comigo, que aquele atendente do banco, talvez possuísse os mesmo princípios éticos e morais, daquele homem que agrediu o pedinte. A diferença nesse caso é só a de que o primeiro não me agrediu fisicamente.


Nessas horas ( e em todas as outras), é bom lembrar que Deus não faz acepção de pessoas. É muito bom saber que Ele, não está interessado se usamos sapatos engraxados, gravatas que combinam com o terno ou se temos um belo sorriso. Deus não está preocupado com nosso grau de conhecimento, em quantos cursos fizemos, em quantas faculdades nos formamos, quantos livros já lemos, quantos versículos bíblicos memorizamos, em quantos idiomas podemos falar, apesar de tudo isso ser muito bom, não é isso que faz com que Ele se interesse por nós. Deus nos ama como somos, e está interessadíssimo em nosso relacionamento com Ele... Deus se importa mesmo, é na nossa disposição em obedecê-lo e em nosso interesse em sua Palavra que é caminho certo para seguirmos princípios éticos e morais saudáveis, e também para que alcancemos vida plena, abundante e eterna.


Deus ama aquele homem que foi agredido, apesar de sua posição social. Deus ama ao agressor daquele homem apesar de sua atitude condenável. Deus ama á você e à mim. Ama a todos da mesma forma. O que Ele espera e nos ensina é que nos consideremos todos iguais e busquemos saber qual é a vontade dele para nossas vidas.

“Nunca deixará de haver pobres na terra; é por isso que eu te ordeno: abre a mão em favor do teu irmão, do teu humilde e do teu pobre em tua terra” Dt 15.11

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Lidando com crianças...

Estive lendo sobre um assunto que tem chamado minha atenção há algum tempo: O desenvolvimento da criança no contexto familiar. O tema, antes de ajudar-me na área de ensino no âmbito eclesiástico, acrescentou, e muito, à minha vida pessoal.

É fácil de perceber que de uma maneira geral, adotamos padrões de comportamentos familiares que não servem como modelo social e muito menos cristão no que se refere à educação de nossas crianças. Um dos graves problemas nesse contexto, é que a maioria das pessoas, não tem acesso (ou não querem ter), aos padrões de comportamento e estruturas familiares estudados pela psicologia como ideais. Penso caber aos psicólogos, pastores, professores, líderes religiosos, profissionais da área de assistência social e ensino, fazer com que esses padrões sejam ensinados, disseminados e adotados pela sociedade.


O psicólogo Urie Brofenbrenner faz a sua parte através de estudos e teorias apresentadas na área de desenvolvimento da criança. O estudo em questão consiste em analisar o sistema ecológico em que a criança se desenvolve, os vários ambientes (macros e microssistemas) , nos quais a criança está inserida e nos quais sofre influências, que são apresentados e estudados com o objetivo de avaliar a maneira correta pela qual a estrutura familiar pode contribuir da melhor forma ao desenvolvimento da criança.


Segundo Brofenbrenner, a grande parte do que conhecemos sobre as influências familiar e cultural sobre crianças é fragmentado, em vez de sistêmico. Sistematizar então as influências do sistema familiar sobre a criança se faz necessário à medida que esse processo proporciona aos educadores um atalho à descoberta de relacionamentos mais efetivos e saudáveis com a criança, fazendo com que esta se sinta apoiada e tenha a participação de suas relações significativas no que se refere ao estabelecimento e perpetuação de sentimentos positivos.


Outro elemento importante que indica para um satisfatório desenvolvimento da criança dentro do sistema familiar aborda o que podemos chamar de: “relativo carinho versus hostilidade do lar”. Ressalta-se como “muito importante” para a criança o carinho de seu progenitor. Sabe-se através de vários estudos na área de psicologia que crianças tornam-se amorosas e carinhosas quando tem um apego maior com famílias amorosas e carinhosas, elas tem também um QI mais elevado, e provavelmente não apresentarão comportamentos delinqüentes na adolescência. As crianças mais seguramente apegadas afetivamente são mais hábeis, mais exploradoras e mais seguras de si mesmas. A afeição e o carinho dos pais aumentam a força daquilo que eles dizem para a criança.


Ao acabar de escrever o parágrafo acima, questionei-me do porque disso não ser ensinado e exposto de forma massiva pela mídia a todos os casais que ainda vão ter filhos? Por que nossas igrejas não tem investido e ensinado continuamente e sistematicamente sobre essa questão? Chego a conclusão de que são tantos os benefícios que simples atos de afeição e carinho dentro da família produzem que não podemos privar dessa preciosa informação, responsáveis pela educação infantil.


Por outro lado também devemos considerar as conseqüências que atos de hostilidade e abuso trazem para a criança dentro do ambiente familiar e sobre o despreparo dos pais, em estabelecer regras e modelos consistentes na disciplina dos filhos. Pais altamente restritivos provavelmente terão filhos obedientes, pouco agressivos, porém, essas crianças provavelmente também serão tímidas, e podem ter dificuldade em estabelecer relacionamentos. É fato que a punição tem uma função na educação, estudiosos do assunto dizem que funciona sim, porém devemos saber aplicá-la adequadamente. É clara a idéia de que tanto o carinho e afeição, quanto a punição e disciplina tem seu papel na formação da criança, mas devem ser usadas de maneira adequada.


Só a título de comentário; interessante pensarmos e refletirmos sobre a questão do “bater ou não bater”. A opinião de alguns profissionais na área de educação e psicologia é clara em afirmar que NÃO é correto o uso de qualquer tipo de castigo físico á criança, seja uma pequena palmada ou um severo espancamento. Creio que seria interessante lançar a questão neste espaço para possíveis comentários... Você leitor desse texto, acredita que devemos ou não castigar a criança fisicamente? É bom lembrar que temos uma recomendação bíblica sobre o assunto (ou será que não?), do uso da vara para correção dos filhos.


A comunicação é outro assunto relevante tratado na leitura de Brofenbrenner. O que vemos no mundo pós-moderno e globalizado, de uma maneira geral são famílias que não tem se comunicado de maneira ajustada. A família tem criado núcleos individuais dentro dos lares, o que, de alguma maneira explica os desvios de comportamento dos dias atuais. Onde principalmente adolescentes dão mais importância aos grupos formados fora do lar, em detrimento à relação com a família.


A questão do comportamento dos pais é outro fator importante no desenvolvimento da criança. Pais que passam por processos de perda de emprego, crises de depressão, ou problemas similares, influenciam no modo de vida e comportamento dos filhos e da família, assim como o divórcio (que é apresentado em forma de estatística assustadora na sociedade moderna), provoca variações significativas no comportamento familiar.


Devemos estar então atentos como pais e líderes, a buscar entender e aplicar os princípios da psicologia abordados nesse texto e também aos princípios bíblicos de educação e desenvolvimento da criança, tratados e analisados em postagens anteriores.


Que Deus, nos ajude a cuidar do desenvolvimento saudável de nossas crianças...


"Ensina ao menino o caminho que deve seguir, e assim, mesmo quando for velho não se afastará dele."
Provérbios 22:6

José B.Silva Junior

sábado, 27 de junho de 2009

Ratinho bíblico...



Ratinho...com sua maneira toda peculiar de se expressar, explicando pra nós Provérbios 22:6 e o shemá do livro de Deuteronômio .

"Ensina ao menino o caminho que deve seguir, e assim, mesmo quando for velho não se afastará dele."

"Ouça ó meu povo: O Senhor , o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas essas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos, converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços, e prenda-as na testa. Escreva nos batentes das portas de sua casa e em seus portões." (Deuteronômio 6:4-9)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Muçulmanos crescendo...



Interessante o documentário... para pensarmos no porque dos muçulmanos crescerem tanto nos últimos tempos.

O que os cristãos tem feito por isso ? "Esta é uma chamada à AÇÃO !"

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Não desperdice a vida discutindo...




Um domingo desses, conversando com os jovens e adolescentes da igreja, discutíamos sobre o que vimos nesse vídeo, de como é comum colocarmos nossas questiúnculas sobre a bíblia acima do evangelho prático. É como diz a letra de uma das músicas do João Alexandre...

“Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado
E em Nome de Deus se deixar os feridos de lado
Enquanto o pecado ainda for tão somente um pecado
Vivido, sentido, embutido, espremido e pensado
Enquanto se canta e se dança de olhos fechados
Tem gente morrendo de fome por todos os lados
O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive,
não ...Pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive...”

Enquanto fazemos do domingo “nosso dia sagrado”, e não decidirmos viver dia-a-dia a essência do evangelho, corremos o grande risco de não professarmos uma fé verdadeira...

Quando assisti ao vídeo, lembrei também dos debates nas aulas de teologia sistemática, exegese, hermenêutica, filosofia e psicologia da faculdade onde estudo.. Não que os considere sem valor, pelo contrário, tem me ajudado muito a compreender melhor a Palavra de Deus e a relação do ser humano com ela. Mas percebo que quando começo a dar muita importância para essas discussões teológicas, sinto-me afastado da essência do evangelho.

Mas afinal, o que é a essência do evangelho ? Quando nós cristãos falamos do evangelho de Jesus Cristo, do quê estamos falando? Crer em Jesus e pertencer à uma igreja ? Frequentá-la domingo após domingo (e ás vezes às quartas-feiras)...? Falamos de nos sentir confortáveis e seguros pela salvação que nos é garantida quando reconhecemos que somos pecadores, nos arrependemos e cremos que Jesus morreu na cruz em nosso lugar ? Essa é a essência do evangelho ?

Penso existir nisso tudo uma perigosa tendência em minimizar o poder do Evangelho, fazendo com que as pessoas não conheçam a essência dele... É o perigo de transformar o evangelho e não ser transformado por ele...

Quando vejo pessoas que deixam seus afazeres em um dia da semana para visitar moradores de rua, levando uma refeição, um agasalho, abraços, apertos de mãos, palavras amigas ou simplesmente o ouvido para escutar ... aí eu pareço ver a essência do evangelho de Jesus que expressa o amor de Deus pelo próximo... (veja mais em ( seara urbana )

Quando vejo um trabalho de missionários com crianças carentes no interior do Peru , um projeto social e evangelístico que precisa de parceiros para continuar existindo. Que tem como tarefa alfabetizar e alimentar a 28 crianças de 4 e 5 anos. Em uma escolinha que funciona em um galpão feito de compensado, que luta e depende de ajuda financeira, para poder construir salas com tijolo e cimento, um salão para as aulas, uma pequena cozinha e dois banheiros. Quando vejo também duas professoras trabalhando como voluntárias , cuidando dessas crianças com muito carinho, mas que também têm suas necessidades, como ir ao mercado e ao médico e nem sempre tem certeza se terão recursos para isso... Isso parece chegar perto da essência do evangelho. (veja mais em ( Projeto Piura )

Creio que a essência do evangelho vá além ... é muito mais, e tudo isso também. Muitos cristãos nos dias de hoje simplesmente "apóiam Jesus". Sua atitude é, "Eu votei em Cristo. Isso faz com que eu seja um membro do partido dEle". Mas assim que votam, se afastam e esquecem tudo que é relacionado ao Seu senhorio sobre suas vidas.

Jesus diz que pertencer à sua igreja é muito mais do que isso. Quer dizer compromisso de segui-Lo. E isso envolve viver uma vida de autonegação e tomar a cruz. “Quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim” (Mateus 10:38).

Eu pergunto: Como Jesus reagiria pelo que vê em nossa igreja hoje? Ele iria encontrar o seu povo se angustiando pelas almas perdidas, disposto a ajudá-las? Ou encontraria pessoas lucrando com coisas que são santas aos olhos de Deus? Cristo iria encontrar o Seu povo orando? Ou os veria ocupados em negociações e programas,preocupados com os próprios interesses? Uma vez concluído o olhar de Jesus sobre nossas igrejas, será que Ele iria elogiar o Seu povo? Ou iria trazer essa advertência: “Vocês estão cegos aos tempos. O juízo está às portas, mas vocês mais do que nunca se assemelham aos que estão distantes de mim. Por que não estão orando, e preocupando-se verdadeiramente com o próximo... Me buscando para terem força e sabedoria para remir o tempo?”

Que Deus me ajude a não desperdiçar a minha vida discutindo, e me dê sabedoria para entender e praticar a essência do evangelho...

 
José Junior

terça-feira, 23 de junho de 2009

Mercantilismo evangélico... (evangélico) ?

O mercado de produtos evangélicos ganha novos espaços em Dourados com a abertura de novas livrarias, lojas de roupas, disco e outros produtos voltadas para este segmento do cristianismo.

O escritor e missionário evangélico Alcides Pereira destacou o crescimento deste mercado como natural, pois a cada dia que passa aumenta o número de templos evangélicos das mais variadas denominações. Pereira explica que em Dourados existem atualmente cerca de quarenta mil evangélicos e este número só tende a crescer.O missionário disse que além das empresas que exploram este mercado em Dourados inúmeros evangélicos voltados para o publico evangélico como conferências, seminários e retiros tem atraído um grande número de pessoas não só da cidade como dos demais municípios da região.

Depois da literatura, a música é o segmento que mais oferece eventos em Dourados e, segundo Alcides, isso tem contribuído para a economia local e para o turismo. Além da grande quantidade de evangélicos, Alcides explica que o poder aquisitivo dos evangélicos tem crescido nos últimos anos e tornou-se um consumidor visado por vários comerciantes do setor.

Na literatura, o próprio Alcides lançou recentemente o livro "Em Nome de Deus" que em menos de um mês já vendeu mais de trezentos exemplares. Neste segmento está previsto para acontecer neste sábado o lançamento de mais um livro evangélico.

Com o título “Fazei prova de Mim”, o livro escrito por Rubens Corim, vice-presidente do Ministério Manancial de Bênçãos, faz uma apologia ao Dízimo, umas das doutrinas Cristãs mais pregadas pelas igrejas Evangélicas.

O pastor batista e teólogo, Valdenir Duarte, disse que os livros de Alcides e Rubens reforçam a posição dos evangélicos na comunidade douradense e demonstram o crescimento das igrejas pentecostais. Valdenir lembra que Dourados ganhou no ano passado a TV Gênesis um canal de televisão com sinal aberto e que atende todas as igrejas tem horários definidos para apresentarem seus programas.

Fonte: Midiamax/padom.com

sexta-feira, 19 de junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Estou Cansado !

Cansei! Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço. Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos. Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor. Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados. Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista. Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto.Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação. Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso.

Minha fadiga nasce de outras fontes.Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa.

Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis.

Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.

Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.

Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.

Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas.

Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade.

Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes.

Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil.

Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.

Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.

Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais.

Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.

Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.

Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.

Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.

Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.

Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Código da Vinci

Entre minhas leituras, me deparei com esse estudo sobre o livro “O Código da Vinci” de Dan Brown, preparado pelo Pr. Isaltino e ministrado aos jovens da I.B. Cambuí em Campinas – SP. Postarei somente a introdução; aos interessados na sequencia do estudo basta clicar no link do final da postagem. Boa leitura...


A FANTASIA DO CÓDIGO DA VINCI: UMA AVALIAÇÃO NÃO FANTASIOSA

Apresentado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para os jovens da IB do Cambuí, em 29 de abril de 2006.


INTRODUÇÃO

O segundo livro de Dan Brown, Fortaleza Digital, dá uma idéia da mente do autor de O Código da Vinci. O livro é confuso, cheio de reviravoltas. Prende o leitor, mas o enredo é um caos de eventos sucedendo-se um após o outro, em tom dramático, de modo absolutamente inverossímil. Sei que ficção é imaginação. Mas mesmo nos maiores arroubos criativos, a ficção guarda certa probabilidade. Ninguém pensaria que a aventura alucinada de Fortaleza tivesse qualquer verossimilhança. Mas O Código, de enredo mais confuso e absurdo, trouxe um frenesi, como se fosse real. Compreende-se: é uma obra que ataca a Igreja Católica, mostrando-a como se fosse um bando de velhos mafiosos, põe em xeque os fundamentos do cristianismo e super-humaniza a pessoa de Jesus. Este último é um processo de dessacralização de sua pessoa, o que já se faz com a tentativa de humanizar a Igreja, dessacralizando-a e nivelando-a a qualquer outra instituição. Alguns têm gostado muito de um Jesus mais humano e de uma igreja mais humana, como se os pregadores os apresentassem como desumanos, e não notam que é uma tentativa de minimizar a divindade de Jesus e a origem divina da igreja. É bom abrir os olhos.

A popularidade da obra de Brown se explica por tratar de dois temas caros ao ocultismo: a enigmática figura de Da Vinci e a busca do cálice da ceia, chamado de Santo Graal. Este Santo Graal tem recebido as mais absurdas interpretações. A ala festiva da maçonaria, que prima por um esoterês ridículo e primevo, chega a ponto de dizer que Melquisedeque usou este cálice para trazer vinho para Abrão (Gn 14). Isto basta para mostrar que este pessoal não pode ser levado a sério. No livro, à página 257 (na edição em inglês, da Doubleday), descobre-se que busca do Santo Graal é uma alegoria “para ajoelhar-se diante dos ossos de Madalena” [1]. Procuram-se os ossos de Maria Madalena, mas eles já foram encontrados e fazem parte de festival de relíquias macabras, da Igreja Católica, sendo levados anualmente em procissão [2]. Ela representa a Mãe Terra, no culto pagão da reprodução. Este culto foi abordado nas obras de Marion Bradley, As Brumas de Avalon, o que mostra que Brown não age isolado de um contexto ou de uma ação.

Muita gente pegou carona com Brown, principalmente grupos ocultistas. A mencionada ala festiva da maçonaria se assanhou, principalmente por alegar que Da Vinci teria sido um de seus confrades, e o livro trataria de um de seus segredos. O ocultismo do movimento nova era gostou e promoveu o livro porque a nova era tenta restabelecer o paganismo do culto à terra, e Brown lhe dá subsídio. É o paganismo do culto à Deusa Mãe, oficiado por sacerdotisas prostitutas que voltou à cena. É o culto do qual a mulher de Oséias era sacerdotisa. Não sei quantos desses ocultistas entusiasmados ofereceriam suas esposas e filhas para atos sexuais com estranhos, em forma de culto à Mãe Terra. Oséias, pelo menos, ficou arrasado por sua esposa proceder assim. Mas Oséias era um hebreu e reagia de acordo com sua fé. Talvez os ocultistas de hoje reajam de acordo com sua fé e não vejam mal algum em suas esposas e filhas se tornarem prostitutas cultuais. Mas as pessoas fazem opções religiosas sem pensar nos desdobramentos. São muito superficiais.

O livro não é uma ficção ingênua. É um instrumento perigoso, que afeta alguns aspectos centrais de nossa fé, como a historicidade e integridade da Bíblia, a pessoa de Jesus, a essência do cristianismo e a doutrina da salvação. Como vivemos num mundo de cultura superficial, em que as pessoas não avaliam o que recebem, ele precisa ser dissecado e exposto para evitar problemas. Além de inculto, o mundo é regido por um poder maligno (1João 5.19). É inculto e desonesto nas avaliações. Tudo que seja anticristão, mesmo apresentado com argumentos frágeis e medíocres, é aceito. Há uma mentalidade cristofóbica no mundo de hoje. Por isso a tentativa de depreciar ou reduzir a pessoa de Jesus. O Código da Vinci serve bem a este propósito. Comentarei o livro brevemente, nesta palestra. Não posso abordá-lo in totum nem refutar todas as suas muitas deturpações da verdade, da fé cristã e da história. Mas focarei nos pontos centrais, que são as pilastras de nossa fé. É uma palestra para um grupo, e não um trabalho acadêmico.

Continua em : www.ibcambui.org.br/artigos/art90.pdf

terça-feira, 16 de junho de 2009

Orgulho. Bom ou Ruim ?

Nesta época em que a ciência avança e se desenvolve de forma nunca antes observada, haja vista a pesquisa com células tronco, a clonagem de animais e o avanço da tecnologia e dos processos de informação, não é difícil percebermos dias de arrogância e obstinação do homem que compete por evidência e notoriedade entre os de sua própria espécie. De uma maneira geral, o orgulho intelectual parece permear a mente daqueles que formam as opiniões. Isso tem acontecido até mesmo no meio das igrejas que se apresentam como cristãs. O homem na busca de sua auto-afirmação carrega-se de vaidades e imponderadamente, menospreza a Deus. De certa maneira parecem que até querem ser como o próprio. A criatura desejando ser como o criador. Penso que o orgulho, que não raramente vem acompanhado de soberba, prepotência e arrogância, não se coaduna com a soberania de Deus e com a humildade, tão ensinada e demonstrada por Cristo nos evangelhos.

A bem da verdade é prudente reconhecermos que todos nós temos aquela ponta de orgulho dentro de nós. Quem por exemplo nunca se satisfez em seu ego ao receber como nota aquele 10 numa prova tão difícil na escola, ou por ter conseguido aquela vaga tão difícil entre os candidatos à um emprego ? Ou para aquele que têm filhos, recebendo de alguém um elogio que exaltava uma qualidade de caráter em seu rebento, não sentiu aquela satisfação e sentimento de orgulho pelo mérito pessoal de ser um bom pai ou mãe. Mas não é desse inocente orgulho que estamos tratando aqui, e sim daquele que pode ser definido como um amor-próprio que excede a normalidade, algo exagerado, um sentimento danoso que ao entrar no coração humano traz conseqüências tristes ao indivíduo. Quando o homem permite que esse tipo de orgulho entre em seu coração, o primeiro sentimento será o de achar-se sempre superior aos outros. A causa pode ser um título recebido, uma posição social de certo destaque, uma formação cultural superior, uma condição financeira privilegiada ou ainda até mesmo, dependendo da pessoa, por coisas menos importantes, ou nenhuma destas.

Na esfera familiar, esse tipo de orgulho provoca um abalo nos relacionamentos. Homens (ou mulheres) começam a reivindicar uma posição de domínio sobre o outro e chamam para si uma superioridade sobre os demais membros da família. Começa muitas vezes com o domínio do controle remoto da TV, onde o indivíduo começa a achar que assim como controla toda a programação do aparelho eletrônico, terá também o controle sobre a ação da esposa (ou marido) e filhos. Passa a tratar todos como se não tivessem suas preferências pessoais, os trata como seres inferiores, que não possuem vontade própria, e nem opiniões a serem consideradas sobre esse ou aquele assunto. Alimenta em sua mente a idéia de que tudo em seu lar foi comprado , adquirido e é controlado por ele... O carro, os eletrodomésticos, a energia elétrica, a água, a internet, o material escolar, o pãozinho... Tudo existe por causa dele. O orgulho o faz pensar que por sua posição dentro do lar ele tem mais direitos que os outros membros da família sobre aquilo que todos ajudaram de alguma maneira a construir.

Outra situação comum em que o orgulho nos prejudica, é quando achamos que o que pensamos é sempre a palavra final sobre determinado assunto. Não consideramos e nem ponderamos as opiniões de terceiros. Somos detentores da verdade absoluta e os outros sempre estão errados. Tentamos disfarçar esse sentimento ás vezes, escutando e até aceitando (de maneira superficial) a idéia de outros quando estamos em grupo. Mas dentro de nós, a luz do orgulho se acende e pensamos que aquelas pessoas não sabem o que falam. Existe nesse caso a dificuldade em aprendermos com novas opiniões e pontos de vista, pois como nos julgamos superiores aos outros, alimentamos a idéia de que não podemos admitir aprender algo com alguém que não tenha o conhecimento que temos (ou que pensamos ter). Esquecemos de que ninguém é tão sábio que não possa aprender algo, nem tão ignorante que não tenha algo para ensinar.

Sabemos também que somos dominados pelo orgulho, quando temos dificuldade em aceitar a ajuda de outros, quando não nos sentimos a vontade para falar a frase “preciso de um favor seu...”. E ainda, quando alguém nos presta uma ajuda sem que tivéssemos pedido e nos sentimos ofendidos com essa atitude. Isso denota que não conseguimos admitir a idéia de que precisamos das pessoas à nossa volta. É o orgulho tomando conta de nosso coração e nos impedindo de estabelecer relacionamentos saudáveis com bases cristãs de ajuda mútua e preocupação com o próximo
Escrevendo sobre isso, percebo que há algumas atitudes em mim que indicam certo orgulho. O que escrevo faz-me pensar que dependo da soberania de Deus em minha vida, e de um quebrantamento que me leve a ser mais humilde a cada dia, para que o orgulho não tenha espaço em meu dia-a-dia. Pois ele pode a qualquer momento fazer com que eu caia.

Afinal, foi o próprio Deus que disse : “...a soberba precede à ruína, e o orgulho à queda...” (Prov.16:18). E também que “...Ele RESISTE ao soberbo, mas dá GRAÇA ao humilde...” (Tg. 4:6) .O próprio Jesus deu-nos o maior e melhor exemplo de humildade ao abrir mão de sua posição conforme escrito na carta aos Filipenses: “Não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros.Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”. (grifo meu) Jesus esvaziou-se da forma de Deus para tornar-se um servo obediente. Ele não considerou aquilo que o colocava acima de tudo e de todos. O conselho do apóstolo Paulo é para que tenhamos em nós esse mesmo sentimento. E se Jesus que é Deus teve essa atitude, porque nós, miseráveis seres humanos pecadores e carentes da misericórdia de Deus , teimamos em alimentar em nós esse tão nocivo sentimento chamado orgulho ?

Para que deixemos o orgulho de lado nesses tempos é necessário reconhecermos que não sabemos de maneira completa o que julgamos saber, para aí sim sabermos, ou seja, precisamos adotar uma posição de humildade para aprender aquilo que pensamos que já aprendemos...
Afinal, bom senso e humildade não fazem mal a ninguém...
Que Deus nos ajude a abandonar todo o orgulho!

José B. Silva Junior

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Selvageria no futebol e o papel das igrejas

Por Isaltino Gomes Coelho Filho

Outra manifestação de selvageria no futebol: torcedores do Corinthians atacaram torcedores do Vasco da Gama, o que causou a morte de um e ferimentos em outros. A notícia começa assim, em site da Internet: “As investigações da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) podem fazer com que até 22 corintianos respondam, presos, por terem participado da briga com os vascaínos. Nesta quinta-feira, pelo menos cinco haviam sido indiciados” (5.6.9). A coisa foi feia: “Segundo a delegada Margarette Barreto, no confronto de ontem foi possível encontrar barras de ferro, facas e veículos manchados com sangue em poder de torcedores que serviram de indícios para justificar suas prisões em flagrante”.


Como sempre, dão-se justificativas, fala-se de paz no futebol, e talvez alguma campanha com atraentes slogans seja lançada, e seus autores sejam elogiados pela iniciativa. Há anos que isto acontece: briga de torcidas, mortes, violência mortal. Há anos que surgem “campanhas de conscientização” (devemos ser o país mais conscientizado do mundo, tantas são as campanhas) porque tomar providências é repressão, e isto não é correto. Quando é que ações serão tomadas, no lugar do blábláblá conscientizador? As campanhas falham porque partem de um pressuposto: o homem é bom, e lhe falta educação. Informado, educado, conscientizado, ele se redime por si mesmo. Como se quem construiu as câmaras de gás nazistas não fossem engenheiros… Como se doutos pastores não tivessem saudado o nazismo, como outros saudaram o comunismo como redentores da humanidade. O problema humano não é mais ou menos educação, embora ela seja necessária. É pecado. Mas a cultura positivista da intelectualidade brasileira nos moldou com a idéia de que o progresso vem pela ciência, pelo estudo, pela educação. Religião é coisa ultrapassada. E muitas igrejas e pastores têm sido moldados pela cultura secular, e não pelo evangelho.


É a ausência de Deus na vida de pessoas pecadoras, dominadas pelo pecado, que as leva para a violência. Até mesmo a violência religiosa é falta de Deus. Porque entre Deus e religião pode haver um hiato. Não é falta de estudo que produz violência. Impressiona-me a linguagem usada pelos comentaristas e escritores esportivos, que são pessoas estudadas. A terminologia por eles usada podia ser abrandada. Tentei argumentar isto com um deles, mas ele sequer entendeu o que eu dizia e, como muita gente da mídia, colocou-se acima da crítica. É difícil ouvir dela um mea culpa. Critiquei a linguagem, dizendo que ela expressa um estado de espírito e cria um estado de espírito em resposta. “A palavra dura suscita a ira…”, diz O Livro.


Critiquei a linguagem bélica que eles usam: “matador”, “guerreiro”, “inimigos”, “a nação” (criando uma mística de intocabilidade do time, como se fosse uma questão de brio nacional), etc. Antes de um jogo, juízes são dados como suspeitos ou incompetentes. Recordo-me de um jogo que assisti pela televisão em que o narrador, em toda a partida, insuflava a torcida contra o árbitro. Há um clima de belicosidade criado na semana anterior ao jogo, em várias esferas de envolvimento com a partida. Torcedores, vestidos de comentaristas, escrevem e falam levando suspeição sobre os demais, com uma passionalidade incompatível com a objetividade que se presume vir de um profissional da informação. Ex-jogadores fazem comentários irritadiços sobre árbitros. En pasant, um pedido: Tevê Globo: pague aulas de comunicação verbal para aquele ex-jogador, agora comentarista, que só conhece um pronome: “você”. Ai, que coisa terrível de ouvir: “Quando você treina um time assim, você tem que…” ou “Quando a bola vem assim, você tem que calcular o que você vai fazer”. Eu não treino time nenhum, e não tenho que calcular nada. Aprenda a usar os pronomes, rapaz! Aprenda a conjugar verbos! Faz-me lembrar uma ginecologista dizendo a um repórter: “Quando você sente a dor do parto”. Nem que quisesse o repórter poderia sentir a dor de parto. O certo é “Quando se sente a dor de parto”.


Voltemos aos brucutus e sua linguagem. Há uns trinta anos, lembro-me disto, houve uma marcação que prejudicou um time. O juiz errou, porque não tinha como avaliar. Analisando o “replay”, um comentarista virou o som na direção da torcida e disse que o juiz prejudicara o time. Foi um caos.


Não sou jornalista esportivo. Apenas comento o belicismo de narradores, a tentativa de criar um clima agitado (coisas pacíficas não dão ibope e só servem para momentos especiais, na televisão), e o vazio das pessoas. Elas buscam no futebol um sentido que suas vidas vazias não têm. Viktor Frankl falou da “neurose noógena”, que não surge de conflito entre impulso e instinto, mas de problemas existenciais. As pessoas estão vazias, buscando uma causa, uma razão de viver. Basta ver as figuras nos bares, às sextas-feiras, dominadas pela ditadura da felicidade. Elas têm que ser felizes. E felicidade é cerveja, falar alto e cantoria desafinada. Gente vazia. Pobre de conteúdo.


Deixemos os psicanalistas de lado. A questão é muito bem enfocada pela Bíblia. Há muita gente sem sentido na vida. Gente vazia, com vida medíocre, sem significado, buscando razão para viver porque se afastou de Deus e perdeu o propósito da existência. Agostinho, no início das “Confissões”, escreveu a famosa frase: “Tu nos criaste para ti, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em ti”. Enquanto não encontrar Deus o homem está vazio. Certa vez, o jornal “London Times” pediu a alguns escritores que respondessem à pergunta “O que há de errado com o mundo?”. Chesterton, de forma sucinta, definiu a questão: “Eu”. Não que fosse ele, G. K. Chesterton, pessoalmente, mas o homem. O problema do homem e do mundo é o homem. Ele está sem rumo porque está sem Deus. E tenta preencher o vazio de Deus com drogas, vida “borderline”, futebol, novelas, etc. Ele precisa de algo pelo qual se apaixonar, com o qual se envolver emocionalmente.


Conversei muito com pessoas de bom nível cultural e acadêmico, e sem Cristo. Impressionava-me ver que elas sofrem de ausência de significado. Amam coisas, lutam por coisas, vivem em função de coisas e mais tarde descobrem que coisas não dão significado à vida nem satisfazem as necessidades mais profundas da alma. Muitas se voltam para a religião, e até para o evangelho, mas vêem-nos (a religião e o evangelho) direcionados para coisas. Em certos segmentos evangélicos, a pregação e todo o ensino são direcionados para a obtenção de coisas. Em outros segmentos, tanto evangélicos como católicos, os possuidores de coisas são demonizados. Batizei, certa vez, uma família de posses acima do comum. Ela começou a procurar uma igreja evangélica (e parou onde eu pastoreava) porque se cansou de ouvir mensagens durante a missa condenando os ricos e mostrando-os como causadores de todos os males do mundo. A família construiu uma boa situação financeira com luta e tenacidade. Era liberal na contribuição. Mas era demonizada nas mensagens. Assim como a posse de bens é sacralizada em segmentos evangélicos. Disse-me a família quando a visitei: “Nós queríamos ouvir sobre Deus. Como isto era difícil! Só ouvíamos discursos de esquerda! Se quiséssemos isto, iríamos a uma reunião de um partido político! Quem vai à igreja quer ouvir de Deus!”.


Ajunto isto à questão da violência. O que as igrejas têm ensinado ao povo? Um corinho antigo, daqueles com sentido nas letras e bom português, dizia: “Andam procurando a razão de viver, Neste mundo mau querem paz receber, Mas só Jesus pode dar a razão de viver, Gozo, paz e amor só Jesus pode dar”. Muitas igrejas deixaram de pregar que Jesus é a resposta aos problemas do homem. O que tenho lido de tentativas da igreja em se alinhar ao discurso do mundo a seu próprio respeito me impressiona. Não se fala com mais com ênfase do pecado, da queda, da necessidade de arrependimento, de chamada à conversão. Há um discurso secularizante em muitos segmentos evangélicos. A fraseologia é espiritual, mas não é bíblica, e sim da espiritualidade do mundo: ter fé, ser bom, ser amigo, praticar o bem, viver em harmonia com o ambiente (meio ambiente é pleonasmo), etc. Parece que ao invés de um grito “Salvemos os pecadores!”, muita gente grita “Salvemos as baleias!”. Qualquer um pode pregar para salvar as baleias, mas para salvar pecadores só a igreja pode pregar.


Alguns trocaram o discurso bíblico pelo discurso político. Estranho os pregadores que atacam a igreja com virulência e defendem ideologias contra as quais o evangelho se posiciona claramente. São humanistas e progressistas cristãos. Deveriam ser cristãos, apenas. Cristão autêntico não carece de adjetivação para completá-lo. Insistem em promover conceitos falidos. E volto a Chesterton, aplicando-lhes uma observação deste sobre Renan: “Lança descrédito sobre histórias sobrenaturais que têm algum fundamento, simplesmente contando histórias naturais que não têm fundamento algum” (“Ortodoxia”, p. 78). Combatem a igreja que sobrevive há 2.000 anos, apesar do mau testemunho de tantos cristãos, e se encantam com ideologias humanas que não conseguiram contemplar um século.


O evangelho não deve ser reinterpretado pela cultura deste século. Ele é juiz e não servo. É ele quem deve analisar a cultura deste século. Nenhum pregador pode olhar pelo lado invertido do binóculo e enxergar direito. É o evangelho de Jesus que interpreta as ideologias humanas e não o contrário. Há cristãos submetendo Jesus a Marx, a Nietzsche, a Kierkegaard, por lerem-no pela ótica destes pensadores. São os fundamentalistas liberais, cáusticos nas críticas à igreja e aos que a amam e a defendem. Querem aculturar a igreja a este mundo. E cito Petersen: “Não sobrevivemos como comunidade cristã por dois mil anos (quatro mil, se contarmos nossos antecessores hebreus) nos ‘conformando com este século’ (Rm 12.2), enquadrando-nos nas tendências sociológicas de nossa época, permitindo descuidadamente que sejamos assimilados pelas práticas do mundo” (“A maldição do Cristo genérico”, p. 253). E à frente: “O mundo é um lugar sedutor. Se começarmos a atender aos seus interesses, satisfazer suas curiosidades, moldar nossa linguagem às suas formas de expressão e sintaxe e adotar seus critérios de relevância, abandonamos nossos princípios norteadores” (p. 343).


A pregação de um Cristo genérico, o abandono da Bíblia como formadora de nossa opinião e postura e a subordinação dos conceitos evangélicos ao pensamento do mundo tira a autoridade da igreja, esclerosa-a, e a deixa sem ter o que dizer ao mundo. Para que uma igreja que diz ao mundo o que ele já se diz?


A igreja deve ser a consciência moral do mundo. Deve ter uma vida santa, digna do evangelho, deve refletir o ensino das Escrituras. Ela não é uma confraria de livres pensadores ou de humanistas seculares. É um agrupamento de homens e mulheres salvos por Jesus, moldados pela Bíblia e com coragem de se opor à cultura do mundo. Ela não existe para adular pecadores, mas para chamá-los ao arrependimento e mostrar-lhes que Jesus Cristo transforma o homem e dá significado à vida.
Afirmo o evangelho que aprendi: o homem só encontra significado para sua vida no evangelho. E a igreja deve deixar, com urgência, o discurso do mundo, a cultura do mundo, a adulação dos pecadores, e chamá-los a entregarem a vida a Jesus.


Há violência porque os homens estão sem Deus, sem paz, sem sentido. A igreja tem a mensagem de Deus, da paz e do sentido para a vida. Não pode trocá-la pelo alarido inconsistente de homens perdidos. É preciso dizer aos homens que o evangelho dá significado à vida, enche-a de realização e que as pessoas precisam aceitar a Jesus como Senhor de suas vidas. O abandono deste discurso “simplório e alienante” (como rotulam intelectuais evangélicos) tem causado sérios prejuízos ao mundo e a perda de relevância das igrejas. Muitas delas dizem e oferecem o mesmo que o mundo diz e oferece. A igreja tem resposta aos males do mundo: Jesus Cristo. Que deixe os discursos seculares e políticos e volte para a simplicidade que há em Cristo.


Isaltino Gomes Coelho Filho

sábado, 13 de junho de 2009

Parabéns a você...

O Blog Reflexos Teológicos está fazendo 1 ano !!

Pois é...o tempo passa rápido... Tudo começou no dia 13/06/2008, com a postagem da reflexão intitulada “Posso Ajudar ?”. Título aliás, que carrega o principal sentido da existência desse blog. Meu pensamento desde que o criei, foi que de alguma maneira, apesar de minhas grandes limitações e através de um dom que pela graça de Deus ( favor que eu não mereço) tenho recebido e venho tentando aperfeiçoar, tivesse a oportunidade de atingir o maior número de pessoas, que como eu, também necessitassem de ajuda.

De lá pra cá, foram mais de 5.500 acessos, 115 postagens, 50 comentários escritos, inúmeros comentários pessoais de amigos concordando com as publicações e também críticas dos que não concordaram com o que escrevi e permitiram que eu, ao respondê-los, pudesse através da Bíblia confirmar e solidificar meu ponto de vista. Estabeleci algumas novas amizades e contatos com pessoas que nem imaginava, fossem ler o blog. Dessas 115 postagens, 4 foram publicadas no principal veículo de comunicação da Convenção Batista Brasileira – “O Jornal Batista”,(
Posso Ajudar ?, Ser Seminarista, Onde Começa a Vida ? e Ventos), o que me traz certa satisfação, pois lembro de que meu falecido pai, foi um assíduo leitor do mesmo e eu ainda adolescente tinha muito gosto em folheá-lo e ler as notícias e reflexões que trazia. Algumas dessas postagens e outros artigos que escrevi e não se encontram aqui, foram compartilhados também com outros blogs, como o do amigo Tiago Nogueira, editor do Blog do Tiago e no blog dos seminaristas da Faculdade Teológica Batista de Campinas.

Algumas pessoas foram importantes incentivadores do blog, desde minhas primeiras postagens até hoje, e não poderia nesse 1º aniversário do blog deixar de agradecê-las...

Meu irmão Silvio Luis, meu professor Elinaldo (o Pita) e meu amigo Edmilson Carriel (...ruge forte..contundente)... que através de seus comentários e conversas a respeito dos escritos, sempre me incentivaram e também me estimularam a continuar. Agradeço à Deus pela vida de vocês. Obrigado pela ajuda.

Enfim... minha alegria é muito grande em poder através desse humilde espaço, compartilhar meu ponto de vista à respeito da Palavra de Deus e fazer com que, ao menos um reflexo do que tenho aprendido sobre teologia seja compreendido e discutido por alguns.

...porque a palavra falada o vento leva, mas a escrita fica para a posteridade...

Que Deus, pela sua graça, continue nos ajudando a escrever e entender o que escrevemos e lemos... !

José B. Silva Junior
Blog Reflexos Teológicos.

Abaixo publico novamente a 1º postagem, feita um ano atrás...

Posso Ajudar ?
Há alguns dias atrás, saí de casa num sábado de manhã para comprar umas coisinhas no mercado. Entre a fila do pãozinho e o corredor dos chocolates, deparei-me com um funcionário que trazia em seu uniforme uma inscrição em letras bem legíveis, que chamaram minha atenção: “POSSO AJUDAR” ?


Fiquei pensando naquela pergunta. Não no contexto em que ela estava inserida, pois ali, essa ajuda envolvia um interesse comercial, ficava limitada ao treinamento do funcionário e da orientação que ele recebia sobre a ajuda que poderia oferecer. Pensei que num sentido mais amplo e no contexto de relacionamentos interpessoais, aquela pergunta é uma das mais importantes que uma pessoa pode fazer a alguém.


Ainda essa semana estive em uma delegacia. Era 01:00 Hs , início da madrugada, eu e minha esposa acompanhávamos uma mãe que não encontrava seu filho de 12 anos desde ás 17:00 quando chegara em casa. A falta de notícias e a noite fria que fazia, levavam aquela mãe a uma situação que nenhuma mãe consegue enfrentar sozinha e o desespero começava a querer dominá-la, ela precisava de ajuda. Buscamos essa ajuda na polícia, e nos aproximados 40 minutos em que permanecemos ali, o que pudemos constatar, é que não era só aquela mãe que precisava de ajuda. No mesmo momento em que a policial atendia a ocorrência do desaparecimento daquele filho, ficamos sabendo que duas pessoas perderam a vida ao serem atingidas por tiros, e minutos depois uma jovem, com hematomas na boca, dava queixa de seu namorado que havia acabado de agredi-la. Muitas outras pessoas precisavam de ajuda aquele dia. Talvez outras duas mães receberiam a notícia da morte de seus filhos, ou ainda filhos receberiam a notícia da morte de seus pais, esposas de seus maridos...Um jovem seria intimado pela polícia por agressão, e além de sofrer, faria com que seus pais e os pais daquela a quem covardemente agredira, também sofressem. Todos precisariam de ajuda. Eu preciso de ajuda, para saber entender e lidar com todas essas situações. Pensei que todos nós poderíamos usar a camiseta do funcionário do mercado, com uma pequena mudança: na frente a frase; “POSSO AJUDAR ?”, e nas costas: “PRECISO DE AJUDA”.


Penso que às vezes deixamos de ajudar, por não entendermos bem o conceito dessa ação. Pensamos que para ajudar alguém, temos que possuir uma boa situação financeira ou estarmos livres de problemas, imaginamos que se necessitados de ajuda não temos condições de ajudar. Já parou para pensar, no que as pessoas esperam de nós em relação á ajuda? Talvez elas esperem que simplesmente percebamos que elas existem, que perguntemos como foi o seu dia, o simples fato de ouvi-las fará com que elas se sintam melhor em relação á todos os problemas que talvez não possamos resolver. Podemos ajudar, quando deixamos de ser egoístas, quando damos um aperto de mão sincero olhando nos olhos da pessoa e perguntamos o famoso “tudo bem” com real interesse. Ajudamos quando abraçamos alguém, com um abraço sincero, apertado, cheio de afeto que talvez seja toda a ajuda que alguém espera há anos, mas que nunca teve a graça de receber. A ajuda pode ser prestada, quando damos um telefonema, exclusivamente pra falar um “oi” e perguntar “como você está”? Podemos ajudar na esfera familiar, simplesmente desligando a televisão, conversando com nossos filhos, fazendo um afago em suas cabeças. Ajudaríamos nossas esposas, se déssemos a mesma importância que damos ao noticiário esportivo a sua companhia e a seus assuntos. Ajudamos nossos colegas de trabalho, escola e faculdade quando entendemos e mostramos a eles que o importante não é o dinheiro que ganhamos ou o saber que adquirimos, e sim suas companhias, que fazem a diferença em nosso dia-a-dia.Que bom seria, se adotássemos tais atitudes. Mas para que isso aconteça, necessário se faz que primeiro reconheçamos que não há capacidade em nós mesmos para colocarmos isso em prática.Dependemos de uma ajuda superior, que nos encha desse desejo e nos impulsione a ajudar outros. O Senhor Jesus foi muito claro nesse sentido quando disse as palavras que estão em João 15:5 : “Sem mim nada podeis fazer”.


Funciona mais ou menos como aquele homem da história que possuía um carro cuja buzina não funcionava, levou então o carro a uma oficina para o devido reparo, estava chovendo e ao chegar à entrada da oficina, que estava com os portões fechados leu um cartaz com os seguintes dizeres: “Para ser atendido buzine”.Existem situações em nossas vidas que não adianta ficarmos procurando saídas, andando de um lado para o outro, nos esgotando à procura de soluções humanas. Precisaremos de uma ajuda externa, superior, que nos conduza a entender que essa ajuda, que vem de Deus, será uma experiência maravilhosa, que nos levará a sentir a necessidade de ajudar o próximo e nos alegrar com isso.


Quanto à mãe que procurava desesperadamente seu filho, o encontramos ainda aquela madrugada, menos de uma hora depois de chegarmos à delegacia. Estava não muito distante de sua casa, sentado em uma calçada, desagasalhado, descalço, sem alimentar-se desde a hora do almoço, na companhia de adolescentes, aparentemente drogado. Mãe e filho precisam de ajuda.Que Deus nos ajude !

José B. Silva Junior
06/06/2008

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Verdade sem a bíblia ?

É possível chegar a verdade absoluta sem a bíblia... ?

Alguns grandes pensadores e filósofos já fizeram o que estamos nos esforçando para tentar explicar. Uma sociedade que siga o caminho da verdade , sem entretanto poder definir com segurança o que é a verdade. Sim, pois ao deixarmos a revelação de Deus a nós através do texto sagrado de lado, buscamos o sentido para vida e para as coisas da vida, baseando-nos somente em nossa capacidade mental e intelectual, o que indica um paradoxo, pois como pode algo criado, buscar respostas confiáveis sem que se busque as respostas naquele que criou o intelecto e a mente ? É interessante pensar também, que os padrões éticos, morais e até os sistemas de leis que regem a humanidade de forma geral, encontram inspiração nos textos bíblicos. Mas...vamos tentar deixar a bíblia um pouco fora de nossas considerações e tentar perceber como se busca a verdade através do pensamento extra-bíblico.


1. DEFINIÇÕES FORA DA BÍBLIA PARA: VALOR, ÉTICA E MORAL.


Aristóteles, o filósofo grego, fazia a distinção entre valor intrínseco e valor extrínseco. Para ele, esse é o fundamento que faz os seres humanos valorizarem ou desvalorizarem determinadas coisas. Diz-se que algo tem valor intrínseco quando a base para seu valor é percebido como estando em sua própria natureza, isto é, quando é valorizado por si só, em vez de por seus efeitos. Ao contrário, algo tem valor extrínseco quando a base para seu valor encontra-se em sua relação com outro valor, isto é, quando é valorizado por seus efeitos. A ética, por sua vez, tem a ver com as questões que envolvem o correto e o impróprio, bem como a determinação do bem humano. A moral envolve a prática real de viver segundo determinada crenças. A ética é a sua contraparte, na medida em que busca identificar o porquê de serem algumas práticas morais ou imorais. Mas voltando á bíblia (é difícil mesmo ficar sem ela...); a ética cristã envolve o modo como as pessoas devem viver. A fonte da ética cristã é a Bíblia Sagrada. Enquanto a fonte da ética humana está dentro de mentes limitadas que não conseguem estabelecer através de um censo comum o que é certo ou errado, moral ou imoral, , o bem ou o mal.A ética bíblica mostra como deve ser o relacionamento do ser criado, com Deus o criador, e em particular, com os outros seres humanos. O que se observa, nesses últimos tempos, quando uma sociedade deixa de lado o texto sagrado, há uma inversão dos valores éticos em seu meio. As pessoas não querem dar ouvidos ao que está revelado nas Escrituras Sagradas, substituindo tais valores por modelos mundanos e seculares (Is. 5.18-25; Cl. 2.8).


2. AS CAUSAS DO ABANDONO DA BÍBLIA: A INVERSÃO DE VALORES.


O relativismo vigente defende que não existem verdades absolutas, (como apresentado na idéia do parágrafo anterior, a limitação da criatura torna a verdade absoluta inexistente) por isso, tudo é relativo. Essa parece ser uma declaração contraditória, pois, se tudo é relativo, somos levados, então, também a concluir que “é relativo que tudo seja relativo”. Associado ao relativismo, está a visão pluralista (e humanista), que aceita, como certo, todo e qualquer posicionamento. É como se não mais existissem fronteiras entre o certo e o errado. Os meios de comunicação em massa, principalmente, a televisão, têm sido amplamente utilizados para difundir esses valores invertidos (e não valores bíblicos). A programação televisiva, na sua maior parte, encontra-se sob o controle de visões anti-bíblicas. Até mesmo os telejornais precisam ser vistos à luz da criticidade bíblica, tendo em vista que alguns manipulam as informações de acordo com os interesses humanistas, algumas vezes com vistas a denegrir a imagem daqueles que defendem a bíblia como regra de conduta. A maioria da mídia, e não vamos aqui entrar no detalhe se propositadamente ou não, objetiva desestruturar as famílias (criadas e abençoadas por Deus nas escrituras sagradas). Nas novelas e filmes, as pessoas que desempenham o seu papel, vivem como se Deus não existisse, e quando nele acreditam, não O concebem de acordo com a revelação bíblica. Como exemplo, temos o padrão bíblico moral e ético para o casamento que deve ser entre homem e mulher (Gn. 2.21-24), em amor e submissão (Ef. 5.31-33), criando os filhos no temor do Senhor (Ef. 6.1-4). Esse padrão tem sido amplamente atacado, dentro dessas representações citadas e apresentadas de forma massiva pelos meios de comunicação. Diferentemente destes, os valores de Deus são: 1) absolutos - Deus é soberano, por conseguinte, seus princípios e preceitos também os são (Rm. 11.34-36). O homem pode até rejeitá-los, mas a conseqüência será sua própria ruína (Dt. 12.28; Gl. 6.7,8); 2) imutáveis – Deus não muda (Ml. 3.6; Hb. 13.8), por isso, seus preceitos e princípios jamais mudarão, de eternidade a eternidade permanece a palavra de Deus (Sl. 119.89; Mc.13.31); e 3 ) universais – Deus é único, em toda parte, apenas Ele é Deus (Dt. 6.4; II Sm. 7.22; Is. 45.21; 46.9; I Co. 8.4), portanto, seus preceitos e princípios não estão restritos a um determinado país ou região (Mt. 28.18-20).

3. A REAÇÃO À INVERSÃO DE VALORES.


3.1 Moldando-se ao padrão estabelecido na Palavra de Deus.
Nós, os cristãos, não podemos viver como vivem os que seguem outro tipo de padrão, a não ser o bíblico, pois sabemos que o final desse caminho é a morte (Pv. 14.12). Somos chamados a andar no Espírito, não cumprindo as concupiscências da carne (Gl. 5.19,20), mas a desenvolver o fruto do Espírito, que, conforme está escrito em Gl. 5.22, é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Assim, estaremos sendo moldados ao caráter de Cristo, nosso Senhor, que nos conclama à separar nossas vidas para sua glória (Lv. 20.7; Mt. 5.48; I Ts. 4.3-7).


3.2 Estimulando vocações cristãs para uma vida em que os padrões bíblicos sejam expostos à sociedade.
Deus nos chama à santificação, não ao isolacionismo, por isso, devemos tomar parte das decisões sociais, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-16). José (Gn. 50.2) e Daniel (Dn.6.4,28) são dois bons exemplos bíblicos de homens que foram usados por Deus para beneficiar o seu povo e para testemunhar das grandezas de Deus na vida pública. O estímulo às vocações cristãs deve ter como propósito a defesa de uma ética cristã, para isso, faz-se necessário que as pessoas vocacionadas sejam “capazes e tementes a Deus” (Ex. 18.21) e que não busquem o poder apenas para o seu bem pessoal, mas com o propósito de servir (Lc.22.26).


3.3 Mantendo os padrões bíblicos de vida e testemunho
Nada adiantará defendermos uma coisa e vivermos por outra, esse era o grande problema dos fariseus, repreendidos por Jesus em Mt. 23. O mundo não quer apenas ouvir o que temos a dizer, mas, principalmente, como vivemos a partir do que cremos. Por isso, o apóstolo Tiago ressaltou que “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg. 2.17). Somos reconhecidos pelos nossos frutos (Mt. 7.16-20).

CONCLUSÃO
O relativismo moral e o abandono da Bíblia - Palavra de Deus, solapa o mundo pós-moderno, já que o homem, com base na cosmovisão materialista e existencialista, tende a pôr o errado em lugar do certo. A conseqüência tem sido a destruição dos valores espirituais e morais, levando a sociedade ao afastamento de Deus. Nós, os cristãos, a fim de dar o exemplo, devemos viver, não de acordo com os preceitos e princípios humanistas, mas com a vontade de Deus que é absoluta, imutável e universal (Rm. 12.1,2), Princípios estes apresentados através de uma única fonte: A Bíblia – Palavra Infalível de Deus .

José Junior
Adaptado do texto original de José Roberto A. Barbosa

Dia dos Namorados !

Amor, também é um reflexo teológico... Recebi o vídeo abaixo de minha eterna namorada hoje... expressa também o que sinto !

Te amo Nilce...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Olha os nicolaítas aí gente...

Olha os nicolaítas aí gente...

O livro de Apocalipse traz algumas mensagens de alerta sobre as coisas que hão de acontecer no chamado “fim dos tempos”. Entre essas mensagens, encontra-se uma carta enviada à igreja de Éfeso (Leia Apocalipse 2). Em meio aos elogios e a repreensão dirigidos à igreja , consta uma lembrança feita pelo próprio Jesus de algo que o aborrecia...

“Tens, porém, isto, que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço.” Apocalipse 2:6

Os Nicolaítas foram conhecidos por um grupo de cristãos que buscavam a acomodação com a vida social e religiosa do império romano para que não corressem o risco de serem excluídos de muitas funções sociais.

A cidade de Éfeso aliás, era um grande centro comercial que atraía todo o tipo de costumes de religiões pagãs e distorções das doutrinas Cristãs. Era lá que situava-se o templo de Artemis/Diana, uma das sete maravilhas do mundo antigo. A exuberância e o esplendor dos rituais e cerimônias pagãs representavam uma tentação para os cristãos que haviam perdido o fervor inicial e deixado o primeiro amor à Cristo de lado. Para o autor de Apocalipse o império era tão desumanizador e mau, que nenhum cristão poderia aceitá-lo.

Segundo Juan Inácio Alfaro em seu livro "Apocalipse – Perguntas e respostas", eram as principais características dos Nicolaítas:

1) Diziam-se apóstolos sem sê-los, eram uma espécie de missionários ambulantes ou apóstolos itinerantes que percorriam diversas regiões pregando o evangelho , se bem que na verdade, buscavam uma vida fácil e cômoda.

2 ) Os Nicolaítas estavam relacionados com Balaão e Jezabel (2.14,20), que no Antigo Testamento se associam com a aceitação da fornicação e do paganismo. O Apóstolo Paulo no Novo Testamento lembra aos cristãos que não devem se deixar enganar a si mesmos a pretexto de liberdade ou de conhecimentos superiores. A única coisa que conta e que deve dirigir a vida do Cristão é o amor.

3) Há quem veja nos Nicolaítas cristãos gnósticos, que abraçavam a cultura e a religião romanas, tinham se liberado ou secularizado de tal modo que não viam conflito entre as práticas pagãs e as exigências do cristianismo.

A primeira impressão que tive ao conhecer os Nicolaítas um pouco melhor, é que estamos cercados deles...

1) “...Diziam-se apóstolos sem sê-los...buscavam uma vida fácil e cômoda...”

Grana, glamour e gospel
Rica e lipoaspirada, a bispa Sonia atrai
fiéis com sermão que mistura Deus,
casamento e cosméticos

Culto da Renascer: versículos e dicas de auto-ajuda ensinam fiéis a ter sucesso no amor e no trabalho


Na emergente constelação evangélica do país, ela é um fenômeno. Única mulher de destaque dessas igrejas em expansão, tem um título que ainda soa estranho aos ouvidos da maioria (bispa) e um apelido inevitável (a perua de Deus). Sonia Hernandes, líder da igreja Renascer em Cristo, chama sacristia de camarim, usa roupas de grife e não sai sem maquiagem nem para ir à padaria. Aos 42 anos, conseguiu realizar por linhas tortas a fantasia infantil de ser atriz e usufrui o kit completo de celebridade televisiva: dá autógrafos na rua, tem personal stylist, mora em casa cercada de seguranças e orgulha-se de ter o rosto estampado em revistas de famosos. Com duas plásticas e uma lipoaspiração no currículo, é a cara, bonita e bem-cuidada, da igreja que fundou com o marido, Estevam Hernandes, recentemente promovido de bispo a apóstolo. Fonte: Veja on-line

“O casal Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandes, fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, foi preso na manhã de 09/01/2007 no aeroporto de Miami. Eles embarcaram para os Estados Unidos na noite anterior e foram detidos por estarem portando US$ 56 mil dentro de uma pasta, apesar de terem declarado que carregavam apenas US$ 10 mil, valor máximo que a legislação daquele país permite ser transportado por estrangeiros.”


2)“...se associam com a aceitação da fornicação e do paganismo...”
Rick Warren, pastor de mega-igreja na Califórnia e autor do livro “Uma Vida Com Propósitos”, pediu perdão a seus amigos homossexuais por fazer comentários em apoio da Proposta 8 da Califórnia. Essa proposta, defendida por evangélicos, católicos e outros religiosos, tinha como objetivo proteger a instituição do casamento contra os ataques legais de ativistas homossexuais. Warren agora afirma que ele “nunca deu nenhum apoio” a essa emenda defendendo o casamento...

...Entretanto, durante sua entrevista à CNN, Warren expressou remorso por apoiar a Proposta 8. “Escrevi a todos os meus amigos gays — os líderes gays que eu conhecia — e realmente lhes pedi perdão”, confessou ele. Além disso, Warren disse que ele não queria comentar ou criticar a decisão da Suprema Corte de Iowa, de legalizar o “casamento” homossexual porque “isso não é sua agenda”.

Jim Garlow, pastor da Igreja Wesleyana Skyline em San Diego, ajudou a liderar a campanha da Proposta 8 na Califórnia. Garlow admite que está confuso e preocupado com a decisão de Warren de pedir perdão por ter apoiado a Proposta 8: “Historicamente, quando instituições e indivíduos recuam de convicções acerca das verdades da Bíblia, só um fator leva a isso: o medo de perder o respeito das outras pessoas. Em outras palavras, preocupar-se mais com o que as outras pessoas vão pensar do que com o que Deus pensa”, concluiu.
Fonte: OneNewsNow/Gospel+; Traduzido por: Julio Severo
(http://noticias.gospelmais.com.br/rick-warren-pede-perdao-a-lideres-homossexuais.html)

Fonte: A Última Notícia

3)...não viam conflito entre as práticas pagãs e as exigências do cristianismo...

Em 1992, já com uma igreja com quase 20 mil pessoas, Hybels resolveu criar a Associação Willow Creek e, em 1995, o Global Leadership Summit, para treinar líderes de várias denominações dos EUA e do mundo que estivessem interessados em seguir seu modelo de crescimento de igrejas. Muitos líderes, principalmente jovens, aderiram à visão denominada “sensíveis aos que buscam”. E Hybels se tornou ainda mais popular quando, ainda nos anos 90, se tornou um dos grandes amigos do então presidente Bill Clinton. Era o pastor dos Estados Unidos mais próximo do presidente.

Em síntese, o movimento criado por Bill Hybels: “dos sensíveis aos que buscam”, ensina que se as igrejas quiserem crescer devem se transformar em “igrejas daqueles que procuram”. Ou seja, devem ser igrejas “sensíveis” e “adequadas” ao perfil e aos gostos dos que estão à procura de uma igreja. Segundo pesquisas que promoveram, os líderes de Willow Creek chegaram à seguinte “fórmula mágica” para ser “sensível” a aqueles: as igrejas deveriam substituir definitivamente os corais e hinos tradicionais por grupos de louvor, dança e teatro; não pregar sermões com temas como pecado, santificação, etc, mas, sim, sobre amor e auto-ajuda, com “mensagens aplicadas às necessidades das pessoas”; serem mais “tolerantes” com o comportamento dos seus membros; investir em conforto para atrair as pessoas, e principalmente em instalações de entretenimento sofisticadas. Esse era o modelo e crescimento do Willow Creek, copiado por milhares de igrejas no mundo...

Fonte:http://murall.com.br/maior-guru-de-crescimento-de-igrejas-admite-erros/



Nos tempos dos Nicolaítas, a influência da vinha falsa cresceu rapidamente, como a palha que prospera mais que o trigo, assim, os costumes dos nicolaítas aumentavam rapidamente nas igrejas locais. Isso levou a Jesus Cristo fazer uma severa advertência àquela era da Igreja. Jesus os chama a voltar às primeiras práticas (fé apostolica) e permanecer nessa fé, revelando assim um verdadeiro arrependimento.

Infelizmente vemos em nossos dias a mesma sequencia dos perniciosos ensinamentos dos Nicolaítas. Primeiro um pensamento (espirito), logo chegou a ser uma ação (obras), e por último uma imposição(doutrina).

E vai piorar...

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." (2 Timóteo 4:3-4)

José Junior

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