Atingidos pelos Reflexos...

sábado, 19 de dezembro de 2009

A teologia do amor ao próximo...

Poderia escrever páginas sobre o comportamento desse homem, mas as imagens e a narração são mais que suficientes para entendermos que suas atitudes demonstram ao pé da letra, o evangelho que Jesus nos ensinou enquanto esteve entre nós...

Daline, valeu pela dica !

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Purificador de Prata


Hoje pela manhã meu telefone tocou .Quem me ligou foi o amigo Kléber... “O Maurício Manieri do ABC” (risos), o batizei com esse apelido, pela semelhança física com o famoso cantor.

O Kleber me ligou do hospital, estava internado desde o inicio da semana, teve 2 infartos no mesmo dia, um como se fosse um tipo de aviso, onde sentiu dores e mal estar, o outro, já a caminho do hospital, foi "fulminante"(...usando as mesmas palavras do Kléber). Foi necessário fazer cateterismo e angioplastia, para que o problema fosse resolvido. Usando novamente suas próprias palavras ditas ao telefone...: “É amigão... a coisa foi feia...”. E olha que o Kleber só tem 30 anos de idade.

Fiquei feliz por ele, de saber que passou por essa e por ter me ligado dando a boa noticia. Trabalhamos juntos por um tempo, e criamos um prazeroso relacionamento de amizade. Mas, o que me marcou mesmo nessa conversa, foi uma frase que ele disse e que está ecoando em minha cabeça até agora :


“Junião... Daqui pra frente é VIDA NOVA !”... Respondi pra ele que talvez, o grande objetivo disso tudo que ele passou seja mesmo essa “parada”, para pensar no sentido da vida. Como disse um dia desses lá na igreja: “Tenho aprendido que quando olho pra trás... as coisas que fiquei sem entender no passado, são as que mais me ajudam a entender o presente”.

Li um texto em forma de parábola, nessa mesma semana... e ao conversar com o Kleber por telefone lembrei dele... Aliás, o texto foi enviado pra mim, também por uma grande amiga lá da faculdade, a Marta... (como são importantes os amigos em nossas vidas!) , e entendo que ele nos ajuda a pensar sobre o motivos das tribulações em nosso dia-a-dia.


O PURIFICADOR DE PRATA

Havia um grupo de mulheres num grupo de estudo da Bíblia, estudando o livro bíblico de Malaquias.Como elas estavam estudando o capítulo três, encontraram o versículo que diz:

‘E terá de assentar-se como refinador e purificador de prata.’ (Mal. 3:3)

Este versículo as deixou perplexas e maravilhadas e elas queriam saber o que esta declaração revelava acerca das características e natureza de Deus.
Uma das mulheres se ofereceu para descobrir acerca do processo de purificação e refinamento da prata. Naquela mesma semana esta mulher telefonou para um refinador de prata e marcou um encontro no local de seu trabalho. Ela não mencionou nada a respeito da razão de seu interesse no processo de refinação da prata, além de sua curiosidade.

Enquanto ela observava o forjador de metais, ele segurou uma peça de prata sobre o fogo e deixou-a aquecer bastante. Ele explicou que na refinação da prata, alguém precisa segurar a prata no meio do fogo onde as chamas estão muito quentes para expulsar todas as impurezas.


A mulher meditou sobre Deus segurar-nos em tal calor para retirar nossa mancha (ou impureza – então ela pensou de novo sobre o versículo, que Ele se assenta como refinador e purificador da prata).Ela perguntou ao purificador da prata (ou ourives), se era verdade que ele se sentava o tempo inteiro
lá na frente do fogo onde a prata estava sendo refinada, o homem respondeu que sim, ele não apenas tinha de sentar-se lá segurando a prata, mas ele tinha de manter os olhos na prata o tempo inteiro que ela estivesse no fogo, pois se a prata fosse deixada um momento a mais nas chamas ela poderia ser destruída.

A mulher ficou em silêncio por um momento. Então ela perguntou ao purificador da prata como ele sabia que a prata estava plenamente refinada. Ele deu um sorriso e respondeu:

Oh, essa é a parte mais fácil: quando eu vejo minha imagem refletida nela.’


Se hoje nós sentimos as chamas do fogo por sofrer tribulações, lembre-se de que:
DEUS está atento com SEUS OLHOS, e SUAS Mãos em você até.... Vê-Lo refletido em você!

Meu desejo para a vida do Kléber, para a minha própria e para de nós todos, é que possamos estar começando VIDA NOVA a cada momento, que tenhamos a graça e misericórdia de sermos orientados e dirigidos por Deus em cada situação a ser vivida e que prossigamos em nos esforçar em fazer a vontade de Deus, para sermos reflexos dEle na vida de outras pessoas.


Que Deus nos ajude !

Jose B. Silva Junior

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

“Tirando as máscaras”


Alguém um dia, disse que todo ser humano carrega consigo uma máscara atrás da qual se esconde. Definiu-se através da história , por meio da própria psicologia que esse é um comportamento inerente ao homem. É o que se convencionou chamar de um tipo de “crise de identidade”, que de forma resumida explica que todos nós, temos muita dificuldade em sermos sinceros. Vivemos, hora ou outra, desempenhando algum tipo de papel.

E ao usar a palavra “sinceros” no parágrafo acima, lembrei-me de uma história interessante que explica a sua origem .

Sincera: do latim SIN= (sem) “CERA”= (cera). A história conta que na Europa medieval, as pessoas se divertiam nos bailes, onde era comum o uso de máscaras. Essas máscaras , que eram feitas de cera e levavam o mesmo nome – “CERA” - serviam para que seus donos, não exibissem sua verdadeira identidade, pois tanto as “damas”, como os “cavalheiros”, queriam se preservar perante a sociedade, já que esses bailes eram famosos por promoverem além da diversão, relacionamentos extra-conjugais.

Logo, uma pessoa “sem-cera”, era aquela que não precisava se esconder atrás de nada. Tinha o rosto limpo e suas intenções eram consideradas as melhores possíveis, fosse no baile, ou fora dele. Alguém “sem máscaras”, SINCERA.

Dentro de nossa condição de crentes em Deus e de como nos mostramos às pessoas, uma pessoa muito amiga, outro dia me disse uma frase que guardei e que até hoje me faz refletir: “A hipocrisia é as vezes um mal necessário a boa e tranqüila convivência cristã dos tempos pós-modernos.”.

Pensei na primeira vez que a li que como uma pergunta, talvez essa frase fosse aceita de uma melhor maneira, mas como afirmação... será verdade ? Será mesmo que dentro de nossas igrejas, é possível que pessoas estejam fazendo esse tipo de jogo, usando máscaras com a intenção de manterem sua imagem, reputação e poder? Se respondermos afirmativamente, sabemos a posição de nosso Mestre com relação ao assunto hipocrisia. Por outro lado, se negarmos, estamos ao mesmo tempo declarando que nossa convivência cristã em comunidade poderá ser boa e tranqüila no que depender de minhas atitudes, e que meu comportamento é via de regra o de uma pessoa sincera (sem cera).

Um texto que li dias atrás e que compartilho agora aqui, expõe o assunto de uma maneira interessante e nos faz refletir sobre nossas atitudes. De como buscar o equilíbrio para que nossas ações não fiquem tão distantes de nossas verdadeiras intenções. Seu título é:

Quando uma pessoa é ela mesma .

Escritor: Estou escrevendo um livrinho chamado “Por Que Tenho Medo de lhe Dizer Quem Sou?”.
Outra pessoa: Você quer uma resposta para isso?
Escritor: Essa é a finalidade do livrinho..., responder à pergunta.
Outra pessoa: Mas você quer a minha resposta?

Escritor: É claro que quero!

Outra pessoa: Tenho medo de lhe dizer quem sou porque, se eu lhe disser quem sou, você pode não gostar e isso é tudo o que tenho.

Quantas vezes eu mesmo pensei dessa maneira! Creio que esse diálogo reflete um pouco dos medos que nos aprisionam e das dúvidas que nos enfraquecem, impedindo-nos de caminhar para frente, em direção à maturidade emocional. E quem já não se sentiu compelido a esconder o que verdadeiramente é por medo de não ser aceito? Muitas vezes as dores, desilusões e machucados nos relacionamentos podem gerar defesas que idealizamos para nos proteger de uma vulnerabilidade ainda maior. Elas tendem a se tornar padrões de ação e reação diante da diversidade e “imprevisibilidade” de situações que nos aguardam todos os dias.

O problema é que esses padrões podem se tornar tão enganosos que desempenhar “papéis”, vestir “máscaras” e montar entroncados “jogos de relacionamento” como se fossem a expressão real do que somos por dentro, façam com que nos esqueçamos de quem na realidade somos verdadeiramente. Creio que um número significativo não deseja ser uma fraude ou viver uma mentira. Creio que um número significativo não quer ser uma pessoa falsa ou fingida. Mas os medos que experimentamos e os riscos envolvidos numa auto-comunicação* honesta parecem-nos tão intensos, que torna-se quase uma ação natural e automática o buscar refúgio em nossos papéis, máscaras e jogos de relacionamento. Mas, de novo, pode acontecer que, depois de um certo tempo, torne-se difícil distinguirmos o que realmente somos do que mostramos ser, num momento qualquer de nosso desenvolvimento como pessoa. Esse é um problema humano tão universal, que alguns autores têm chamado, com razão, de “a condição humana“.

Mas agir dessa maneira exige um tremendo esforço e se torna um fardo pesado que precisa ser aliviado! Alguns procuram alívio através dos vícios e fugas da realidade interior e dos diversos outros esquemas que utilizam para escapar desse fardo. Em vão…

Um trecho da Bíblia que tenho compartilhado com alguns amigos e procuro praticar é:

“Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo: Deus é a nossa salvação.” Salmos 68:19.

O gostoso de andar com Deus, compartilhar toda a vida com ele, é que ele sabe dessas minhas dificuldades e me ajuda a trazer à tona (restaurar) a verdadeira identidade! Ele ajuda nesse trabalho de alma que tenho que fazer para equilibrar minha postura em relação a mim mesmo e às pessoas. Ele é um verdadeiro AMIGO! Por isso, depois de pedir que Deus seja sua salvação e que lhe ajude a levar esse ou qualquer outro fardo, pode começar uma nova caminhada em paz e equilíbrio.

“Minha pessoa não é como um núcleo rígido dentro de mim ou uma pequena estátua permanente e fixa; pelo contrário, ser pessoa implica um processo dinâmico. Em outras palavras, se você me conheceu ontem, por favor, não pense que eu sou a mesma pessoa que você encontra hoje. Experimentei mais da vida, encontrei novos sentimentos naqueles a quem amo, aprendi mais com Deus, sofri, orei e estou diferente por dentro.

Por favor, não me atribua “valor médio”, fixo e irrevogável, porque estou sempre alerta, aproveitando as oportunidades do dia-a-dia. Aproxime-se de mim, então, com um senso de descoberta, pois é certo que mudei. Mas, mesmo que você reconheça isso, posso estar um pouco temeroso de lhe dizer quem sou.” J.Powell.

Que Deus, que é Salvação e leva o fardo, o ajude (que você se ajude!) e que nos ajude, também, a encontrar o equilíbrio e nossa identidade verdadeira nele.

* John Powell, “I Afraid to Love?” (Argus Communications, 1967) e “Porque Tenho Medo de Lhe Dizer Quem Sou?” (Editora Crescer 1998)

Fonte: http://www.vidanet.org.br/

sábado, 12 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Férias da Faculdade... ? que nada !


Recebi do amigo de faculdade Tiago Di Mônaco (mas que é aqui "Di Campinas"mesmo.rs) o trabalho abaixo que fala sobre a história dos Batistas e seus princípios. Estive ausente das aulas na faculdade esse semestre, mas tenho recebido alguns dos conteúdos das matérias pelo e-mail. Nas próximas semanas estarei postando outros estudos interessantes que me foram enviados. Valeu Tiago e parabéns pelo trabalho !!

Disciplina: História dos Batistas
Professor: Paulo Vicente Ferreira das Neves

Aluno: Tiago Di Mônaco

A teologia dos princípios batistas no Brasil.


Iniciamos nosso estudo dos princípios batistas, pelo que resume o Pr. Irland Pereira de Azevedo oferecido a PIBRJ em 18/10/2006.

Os princípios batistas são linhas mestras de interpretação de fé cristã que distinguem os batistas das demais denominações, em John LANDERS, Teologia dos Princípios batistas, 2.a . Ed. Rio de Janeiro, Juerp da Convenção Batista Brasileira está constituído por cinco princípios:


1- A Autoridade
2- O individuo

3- A vida Cristã
4- A igreja
5- A tarefa Continua


O primeiro contínuo dos crentes batistas advem da autoridade que percebemos e respeitamos na autoridade de Jesus Cristo, o Senhor e salvador do mundo; na Palavra de Deus, a única regra de fé e conduta; no Espírito Santo, como executor da vontade de Deus Pai e de Deus Filho, junto aos crentes e sua igreja. Jesus Cristo como Senhor é fonte suprema de autoridade e de toda esfera da vida está sujeita a sua soberania que emana de sua eterna divindade e unigênito Filho de Deus Supremo, de sua redenção vicária e sua vitoriosa ressurreição. No primeiro estudo desta série abordaremos os pontos pelos quais a Bíblia impõe sua autoridade.
Resumindo, afirmamos que a Bíblia é a Palavra de Deus. A Bíblia como revelação inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo é a nossa regra de fé e prática. O Espírito Santo é a presença ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experiência humana. Ele dá aos cristãos poder e autoridade para o trabalho do reino, e santifica e preserva os remidos, para o louvor de Cristo. O Espírito Santo é o próprio Deus revelando sua pessoa e vontade aos homens. Ele portanto, interpreta e confirma a voz da autoridade divina.

O segundo princípio dos crentes batistas reúne-se no valor, competência e liberdade que possui cada indivíduo. O valor do individuo foi estabelecido por ter sido criado por Deus racional e moralmente responsável a sua imagem e semelhança, Jô 3.16. Criado a imagem de Deus, o indivíduo é competente e responsável por suas decisões e ações. Cada pessoa é competente e responsável perante Deus, nas suas próprias decisões e questões morais religiosas. Os batistas consideram como inalienável a liberdade de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. Cada pessoa é livre perante Deus em todas as questões de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. Cada pessoa é livre perante Deus em todas as questões de consciência e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros.

O terceiro princípio é o da vida cristã. Esta se inicia a partir da salvação pela graça. A salvação é dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pela fé em Cristo e rendição a soberania divina. Ef 2.8-9. Prossegue através do discipulado, que é o aprendizado e prática, dos ensinos de Cristo. Jesus abriu o caminho para os céus. Jô 14.6; Mt 27.51. Cada cristão tem acesso direto a Deus, através de Jesus Cristo, é o seu próprio sacerdote, e tem a obrigação de servir em benefício de outras pessoas para que também achem o caminho Jesus. O lar é básico na vida cristã e no propósito de Deus, para o bem estar da humanidade, e o desenvolvimento da família deve ser de interesse para todos os cristãos.


O quarto princípio é a igreja. Entendemos que a igreja, no sentido local é a companhia fraterna de crentes batizados, voluntariamente unidos para o culto, desenvolvimento espiritual e serviço. È composta de membros regenerados, que voluntariamente aceitam o batismo e se entregam ao discipulado. São suas ordenanças o batismo e a ceia. O batismo simboliza a morte do crente para o pecado e o seu nascimento para uma nova vida. A ceia relembra a morte e ressurreição de Jesus e a promessa de sua volta. A democracia é a forma do governo escolhido pelas igrejas batistas. A igreja é um corpo autônomo. O princípio governante para uma igreja local é a soberania de Jesus Cristo orientada pelo Espírito Santo. Na relação igreja e estado consideramos suas responsabilidades e que ambos foram constituídos por Deus e devem permanecer distintos, mas tem a obrigação do reconhecimento e reforço mútuos, no propósito de cumprir-se à função divina. Na relação igreja e o mundo ela tem uma missão para com o mundo, mas seu caráter e seu ministério são espirituais.

O Quinto e último princípio é a permanente tarefa dos batistas. Esta tarefa é centrada no trabalho de nossas igrejas através das pessoas. O culto é a expressão mais aparente deste princípio e envolve uma experiência de comunhão com o Deus vivo e santo. Exige uma apreciação maior sobre a reverência e a ordem, confissão e humildade,a consciência da santidade, majestade, graça e propósito de Deus. Compõe também a tarefa dos batistas, o ministério cristão, a evangelização, missões, mordomia, o ensino e o treinamento, educação cristã, e a autocrítica que deixamos de detalhar por falta de espaço.
Já o próprio Jonh Lander, no mesmo livro “Teologia dos princípios Batistas” nos relata na página 15 sobre A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS: “Não só os batistas aceitam a Bíblia como sua regra de fé e prática.

Outros grupos evangélicos, com evidente sinceridade, fazem o mesmo. Mas estudam a Bíblia e chegam a conclusões diferentes. Por quê? Este fato se explica, pelo menos em parte, pelos diversos pontos de vista sobre a natureza das Escrituras e dos diversos princípios de interpretação bíblica.

Por esta razão, é necessário estudar a autoridade das Escrituras à luz da natureza da própria Bíblia.”
Para mim só vale o que está em 2 Tm 16, “ Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” Até hoje, vejo com minha pequeníssima experiência na palavra, que as diferenças graves de interpretação interdenominacionais ocorrem pela falta de aprofundamento de certas denominações no estudo das Escrituras. Exemplo: o falar em línguas, dom que Paulo condena ser falado sem haver quem o traduza é sistematicamente utilizado para enaltecer o pregador como o crente mais espiritualizado, estando num degrau acima dos demais, e quando perguntaram a Cristo quem era o maior no seu reino, Ele disse que seria o que mais servisse aos outros. Vemos diversas linhas teológicas conflitantes mas ambas com amparo bíblico, tais como linha Arminianista e Calvinista, mas para mim elas se explicam e ambas estão corretas dependendo do referencial que se toma, do ponto de vista de Deus (oniciente) o Calvinismo está correto, mas pela visão humana, limitada e imperfeita o Arminianismo não está errado.

A diferença de interpretação de fé e obras, por Tiago e Paulo são também de diferença de referencial, Paulo se refere ao ato de conversão do crente e Tiago de santificação do mesmo.
Landers, faz um comentário interessante, que segundo “Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, a Bíblia é o registro da revelação que Deus fez de si mesmo ao homem” , ou seja a revelação antecedeu as escrituras, enquanto Pedro pregava em Pentecostes não havia sido escrita uma linha dos quatro evangelhos, no entanto converteram-se 3000 pessoas.

Ao abordar a inspiração divina de acordo com diversas teorias; teoria do ditado mecânico, onde o autor translada a mensagem do céu; teoria da inspiração verbal indica que a inspiração chegou a influenciar a escolha de palavras, mas modifica a idéia do ditado; teoria da inspiração dinâmica, Deus ajudou os autores a escreverem, mas os autores tinham liberdade de estilos, escrevendo de acordo com sua própria realidade; Landers e os teólogos tentam colocar a maneira de Deus agir, de acordo com uma única forma, para fazer Deus caber dentro de uma teoria humana, para quem entende de matemática, seria colocar o mover de Deus como uma constante numa equação, sendo que Deus não cabe nem como variável, pelo seu poder sobrenatural.
Da mesma maneira Landres trata da inerrância da Bíblia, comparando o Sermão da Montanha de Mateus com o de Lucas, dizendo que os autores parafrasearam a mensagem; na minha opinião, cada autor tinha um público alvo diferente, mais uma vez os “teólogos” ao invés de buscarem a profundidade da Palavra e olhando o texto dentro de uma multiformidade evolutiva do mover de Deus, tentam fazer Deus caber dentro de seus parâmetros, ao invés de alargá-los à riqueza das Escrituras.

È com profunda tristeza que vejo o esforço das igrejas em buscarem uma identidade própria, quando deveriam buscar a melhor maneira da aplicação dos princípios fundamentais ( o grande mandamento) descritos por Jesus, pois se Ele é o cabeça da nossa igreja deve ser seguido; deveríamos estar preocupados com a fome, as doenças, a miséria, a educação, nos solidarizando com os pobres e oprimidos, ao invés de questões sem relevância prática, ou melhor, nos assuntos pertinentes a sabedoria dos sábios, conforme 1 Co 1.18-19, ou seja, irrelevantes à vida cristã sadia.

Landers bem coloca “ A fé bíblica exige a proclamação do Cristo vivo para as necessidades atuais, mas não exige necessariamente a rejeição dos traços culturais da modernidade.”
Landers ao falar sobre A COMPETÊNCIA DO INDIVÍDUO, expõe sobre a forma batista de orientar o cristão, dando a ele liberdade de chegar a suas próprias conclusões ao interpretar a Bíblia, não delegando a responsabilidade a igreja nem ao sacerdote; e a forma católica, onde a criança sem saber nada é batizada, independentemente a sua própria vontade, tendo a figura do clero como intercessor entre ela e Deus.

As escrituras apontam para o jeito batista de orientar, pois Jesus fala a Nicodemos que ninguém entra no reino dos céu sem nascer de novo; o que quer dizer mudar sua forma de viver, mas como uma criança não tem definição não irá mudar sua vida, e sim absorve-la momentaneamente, que pode abrir precedente para uma rebeldia justificada na ignorância, ( muito embora a Bíblia não a aceite).


Muito importante salientar é o livre exame e livre interpretação das escrituras, na religião católica até bem pouco tempo 1940, lia-se a missa em latim, onde o padre ficava de costas para o público. A igreja católica ainda hoje, baseia-se seus fundamentos no clero e laicato. Quando Lutero afirmou que só havia a autoridade das Escrituras, para conduzir a vida cristã, invalidou a autoridade do homem (clero), face a autoridade de Deus (as Escrituras).


Muito embora não concordemos com as posições católicas devemos respeitá-las como sendo igreja de Cristo, e a seus membros como cristãos, do contrário seremos parciais, dizendo erroneamente como o atual papa, que só há salvação dentro da igreja católica; o que foi contradito pelo Papa João XXIII. O terceiro princípio o da VIDA CRISTÃ, ou seja toda pessoa tem o direito de viver sua vida cristã, a começar da salvação pela graça. Este princípio é associado a Reforma Protestante do século XVI, e não só batista. È tão importante, que devemos salientá-lo; Saulo tentou desesperadamente seguir a lei judaica da época, não conseguindo, encontrou-se com Jesus no caminho para Damasco a quem passou à seguir; se deparou com “A lei leva o homem à graça, pois demonstra a incapacidade humana para vencer o pecado(Gal. 3. 24).” Com o passar dos séculos a igreja católica foi transformando a doutrina da graça em doutrina dos sacramentos, trocando o sacrifício de Jesus, por convenção humana, batismo, crisma, penitência, eucaristia, casamento, ordem, e extra-unção. Lutero lendo Rm 1.17, assim como Paulo, abandona a tradição da igreja para dar lugar agora as Escrituras “O justo viverá pela fé”, ou seja, a justificação só ocorre pela fé na graça de Jesus; sola gratia. Lutero verificou que dois sacramentos eram meios da graça alcançar o indivíduo; o batismo e a ceia do Senhor. Até estes mandamentos são contestados como não sendo os meios, mas sim apenas a fé na graça para a salvação, podendo a pessoa no seu último momento de vida ser salva.

Landers expõe as posições calvinistas e arminianas; para mim ambas estão erradas, pois atrelam a soberania do julgamento divino a letra da palavra e não ao que ela significa, Jesus expõe diversos condicionantes pessoais para entrada no reino do céu, que só Ele mesmo pode verificar na perseverança dos santos; no entanto ao absolver a adultera e ao afirmar que seu jugo é suave para os crentes e pela presença do Espírito na vida do crente, podemos chegar a certeza de perdão dos nossos pecados, pelo significado das escrituras Tg 3.2 “Porque todos tropeçamos em muitas coisas”, todos tropeçamos, se ficarmos com a letra ninguém entra no reino, mas se ficarmos com o sentido, todos tropeçamos e somos salvos pelo sangue de Jesus.

Os batistas sofreram perseguições em 1884, quando W. B. Bagby, foi iniciar outros trabalhos além do da Igreja em Salvador; aconteceu em Alagoas, Pernanbuco, e Minas Gerais. Neste mesmo ano ocorreu grande persseguição em Salvador aos batista, pois , a igreja católica soltou um boato , que quem não era enterrado no cemitério católico, não ia para o céu. Este assunto é bem relatado no livro “Perseguidos mas não desamparados” de Zaqueu Moreira de Oliveria.

A crise de vagas nos cemitérios ensejou uma rebeldia das igrejas católicas que cobraram preços extorsivos para deixarem um cristão ser enterrado em um cemitério católico; pois o cristão acreditava nos boatos.
Segundo Zaqueu, “Em geral, perseguição religiosa não atrasou o progrsso das missões batistas no Brasil. De acordo com alguns escritures, o trabalho na Bahia progrediu mais nos momentos em que enfrentava perseguição.”

A prisão de W. B. Bagby resultou em dez conversões. A tentativa de jogar uma bomba no culto na Bahia resultou em simpatia para o grupo batista.
Por quase quatrocentos anos , a Igreja Catóica Romana esteve oficialmente ligada ao governo brasileiro. Em 15 de novembro de 1890 entretanto , o Imperador do Brasil foi exilado , indo para França, e o país teve sua República proclamada. Em janeiro de 1890 foi decretada a separação entre Igreja e Estado. Foi um período de alegria para todos os protestantes do Brasil. É verdade que era apenas uma separação formal, pelo que seus efeitos mais drásticos para Igreja foram de curta duração.

Os antagonismos existentes foram diminuindo, até que, mais tarde, o monimento laico católico foi ganhando hegemonia e primazia, obtendo mairoes vitórias com as mudanças processadas nas décadas de 1920 e 1930. Entretanto, no período que está agora sendo levado em consideração, ou melhor , entre 1890 e 1900, houve muita euforia e esperança da parte dos protestantes no Brasil, embora a Igreja tenha agido sorrateiramente, burlando as leis e tentando paulatinamente influenciar os novos governantes.
O quarto princípio é o da igreja, “uma igreja batista é uma associação voluntária de crentes.”“Irmãos e irmãs que compartilham da experiência comum de salvação em Jesus Cristo organizam-se para viverem juntos sua fé.”

Ainda segundo Landers, “ alguns alegam que os batistas, com sua ênfase sobre a associação voluntária, ignoram a natureza divina da igreja.

A igreja é muito mais do que um clube ; é uma associação formada pela ação do Espírito Santo.” Os batistas reconhecem o aspecto transcendente do corpo de Cristo, mas querem ressaltar a identidade concreto do povo de deus no tempo e no espaço.


A definição de igreja pela Convenção Batista Brasileira de 1916 declara:
“Cremos que uma igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batistas que se associam por um pacto na fé e na comunhão do evangelho; que observam as ordenanças de Cristo e são governados por suas leis; que usam os dons, direitos e privilégios a eles concedidos pela Palavra; que seus únicos oficiais, segundo as Escrituras, são os Bispos ou pastores e os diáconos cujas qualificações, direitos e deveres estão definidos nas Epístolas a Timóteo e a Tito.”

O autor diz que nunca existiu uma igreja perfeita, gloriosa, sem mácula, nem ruga, santa e irrepreensível, temos as igrejas locais que estão longe da igreja idealizada por Paulo em Ef 5.27 , igreja esta idealizada no céu, pois aqui não conseguimos tanta perfeição, na realidade estamos muito distantes deste alvo, estamos mais para um clube com relances de espiritualidade, e fazendo sofrer muito o Espírito Santo que nos acompanha.
Landers aborda que a postura da Igreja Católica é se declarar a igreja propriamente dita, e as demais como irmãos separados, e também o Conselho Mundial de Igrejas , se intitula não uma igreja mas o representante da igreja universal; e outras entidades paraeclesiásticas pretendem unir todas as igrejas e falam em nome da “Igreja de Jesus Cristo”. Para mim este esforço é louvável, demonstra amor ao próximo em forma de tolerância , respeito e amor.

A tarefa contínua como sendo o ministério dos servos de Deus, temos no capítulo sétimo o perigo do líder espiritual tomar o lugar de Deus, exemplo os cléricos do primeiro milênio da história cristã, além de pastores e pregadores se intitulavam como sacerdotes com poderes especiais para ministrar sacramentos, controlando os meios da graça, assumindo poderio inimaginável.
Segundo Landers, o ministério é serviço. È exercido pelos crentes ao levarem o evangelho as almas perdidas, “ele persta o maior serviço possível,”; ele também presta serviço a igreja; e presta serviço a Deus indiretamente com os serviços aos outros e diretamente com cânticos, louvores e oração.

Os serviços se dividem em três tipos de ministérios:

1- Serviço ao mundo;
2- Serviço à igreja;
3- Serviço de culto à Deus.


O ministério tem dois aspectos, o de liderança e o serviço; os discípulos queriam ser líderes mas não servos, “muitos que são os primeiros serão últimos; e muitos que são últimos serão primeiros... Qualquer que entre vós quiser o primeiro, será servo de todos” ( Mt 10.31;44). “Todos os crentes são ministros, mas nem todos são líderes do ministério da igreja.” Ainda segundo Landers a principal tarefa dos ministros è: O ministério é a função da igreja como o corpo vivo de Cristo. É necessário rejeitar a noção popular de que o pastor é assalariado para ministrar enquanto os demais crentes pagam seu ordenado. Os líderes não devem ser pagos para fazer aquilo que é o dever de todos.

A tarefa principal dos ministros é tornar possível o ministério da igreja. O ministério é da igreja, o corpo de Cristo, e deve envolver ativamente todos os membros do corpo.
Conforme Efésios 4.11_12 Cristo “deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo...” Segundo Efésios 2.20, Cristo edificou sua igreja “sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas”. Estes fá morreram, e não existem mais apóstolos e profetas na função dos iniciais. Ainda há evangelistas, pastires e mestres.

Estes líderes têm uma função principal: “ o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço”. Isto quer dizer que a liderança existe para treinar, organizar e mobilizar o povo de Deus para o ministério.
A igreja é como uma orquestra. Cem músicos tocam juntos. Cada um dá a sua contribuição, mas a música não é só de um nem de outro. Todos os músicos produzem som – aliás, todos menos o maestro; mas sem o maestro a orquestra faria um estrondo. Quem assiste a um concerto não ouve o violino de fulano, nem o fagote de sicrano; esses aparecem aqui ou ali, mas a música é de todos.

Na igreja, como na orquestra, é necessário que cada participante fique em seu lugar. Existe ordem na igreja; um lugar para todos e todos em seus lugares. É importante, porém, que os crentes encontrem seus lugares de participação. Num mundo necessitado do evangelho, é mister que nenhum crente fique em seu lugar sem fazer nada.
Os maiores recursos das igrejas são recursos humanos. Alguma igrejas vivem o evangelho enquanto outras dormem ou brigam. Muitas vezes a diferença está na participação.

Quando os crentes pensam que o ministério é do pastor e que o papel dos crentes é essencialmente passivo, é natural que eles pouco se animem pela causa. Por outro lado, quando os irmãos percebem que o ministério é da igreja e que o papel do pastor é “aperfeiçoar os santos para a obra do ministério” , a igreja começa a viver o evangelho. O futuro realizador está com aquelas igrejas que mobilizam seu povo e com os líderes que aperfeiçoam “os santos para a obra do ministério”.


Tiago Di Mônaco.

11/2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

inri cristo no CQTeste

Aliviando um pouco as tensões da semana, qua tal umas boas risadas ?

E que o VERDADEIRO, tenha misericórdia deles...... e de mim..... e de você também...(porque não?)


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Quando a igreja não é "igreja"...


Por Caio Fábio

Igreja tem que ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver..., que crê sempre no amor de Deus...; e, sobretudo, é algo para gente que confia..., que entrega..., que não deseja controlar nada...; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe...

Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo...

Entretanto, para que as pessoas sejam assim seus pastores precisam ser assim...

Se o pastor é assim..., tudo ficará assim...

Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno...

Em igreja há problemas... É claro... Afinal, tem gente...

Mas nenhum problema humano tem que ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.

Numa igreja de Deus ninguém tem que ser humilhado..., adúlteros não tem que ser “apresentados” ao público..., ladrões são ajudados a não mais roubarem..., corruptos são tratados como Jesus tratou a Zaqueu..., e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou aos hipócritas...; ou seja: com silencio que passa..., mas, ao mesmo tempo, não abre espaço...

Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje... E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado... Ele é livre para discordar e sair... Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo...

Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.

Nela também toda angustia humana é tratada em sigilo e paz.

Igreja é um problema?...

Sinceramente não acho...

Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro...

Tudo o que aqui digo decorre de minha experiência...

Não é teoria...

Pode ser assim em todo lugar...

Mas depende de quem seja o pastor...

E mais: se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito...

Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado..., não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.

Pense nisso!...

Caio

Fonte: http://www.caiofabio.com/2009/conteudo.asp?codigo=05264

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O que vocês estavam discutindo...? (seria sobre o evangelho que tenho ensinado?)


Dia desses assistindo á um programa de televisão vi a seguinte cena: Duas pessoas conversavam num ambiente, quando de repente chega uma terceira. Das duas que conversavam uma vira para outra e diz: “Você pode nos deixar a sós? Temos um assunto particular para resolver”.

Fiquei pensando que apesar da cena ser comum em novelas, isso nunca aconteceu comigo na vida real. Alías, acho que me sentiria muito constrangido, seja de que lado estivesse. Quando desejo falar a sós com alguém, procuro a oportunidade certa para isso... sem que tenha que provocar esse constrangimento a ninguém. Afinal, não estou num estúdio de televisão, onde precise mostrar ao telespectador que aquela conversa é particular e que a outra pessoa não pode ouví-la. Sem levar em conta que geralmente, quando vemos esse tipo de situação ocorrer na telinha, é quase sempre no sentido de interesses escusos, visando o benefício de uns e conseqüente prejuízo de outros.

Os discípulos de Jesus certa ocasião, também decidiram que tinham um assunto particular para tratar entre eles. Sabe como é... coisas do dia-a-dia, que precisavam ser resolvidas...Afinal, pertenciam a um grupo seleto, precisavam planejar estratégias, definir posições, proteger a autoridade e poder que eles imaginavam que possuíam. Para isso decidiram que precisavam ficar a sós, e de certa maneira, “excluíram” Jesus dessa reunião.

Quando finalmente a discussão acabou e chegaram ao local onde Jesus estava, após terem debatido exaustivamente sobre os “importantes” assuntos em pauta, Jesus pergunta:

“O que vocês estavam discutindo no caminho ? Ao que eles guardaram silêncio, porque no caminho haviam discutido quem era o maior.” Marcos 9:33,34

Acho que assim como os discípulos nos dias de Jesus, não entendemos muito bem a essência do evangelho que Ele nos ensinou. Ás vezes, penso que as próprias igrejas tem se fechado a sós em seus templos e discutido muito sobre a importância de serem maiores, sobre a necessidade de obter poder, sobre as regras e rituais que devem ser cumpridos visando a manutenção do sistema. Líderes se preocupam mais com os planos e táticas para manutenção de seus cargos, do que com o ensino do verdadeiro evangelho de Cristo. (O que de certa maneira, se assemelha muito com as práticas dos fariseus do NT) .

Acho também... que não entendemos muito bem que o evangelho ensinado e demonstrado através da vida de Jesus, implica em sermos servos..., em perdermos..., em sermos menores. E tenho convicção de que diferentemente do que a “igreja moderna” ensina, não precisamos “ser cabeça e não cauda”, não precisamos ter os “melhores carros e as melhores casas porque somos filhos do Rei”, não precisamos desejar sermos “os maiores em número”, para viver e mostrar aos outros o verdadeiro evangelho. Precisamos entender que é perdendo que se ganha. Compreender que quando somos menores... aí é que somos maiores.

Li num fórum de debates de um site evangélico, um artigo de um pastor que questionava o secularismo no ensino eclesiástico. Segundo ele, não seria necessário promover dentro de eventos evangélicos, palestras ministradas por profissionais não ligados à igreja. Uma senhora que se apresentava como “pastora” e que debatia sobre o assunto, fez o seguinte comentário a respeito:

“Estamos no século XXI ! Você não consulta médicos, advogados, engenheiros, fora da igreja ? Porque não podemos usar tais profissionais para crescermos e administramos melhor nossas igrejas ? Ou você prefere ser pastor de uma igreja de no máximo 100 membros, acanhada e tacanha por toda sua vida?”
Depois de mais alguns comentários, outro leitor, usando de sabedoria, fez uma única pergunta:

“Pessoal, alguém poderia me dizer qual é o problema das igrejas com menos de 100 membros?”

Aquela mulher não respondeu a questão, guardou silêncio, pois no caminho, havia discutido quem seria o maior.

Esse talvez seja nosso grande problema nesse mundo pós-moderno. Fazemos muitas reuniões a sós, resolvemos muitos assuntos de âmbito “particular”. Não queremos ser “acanhados e tacanhos” ! Como já disse, a mensagem neo-testamentária é clara em indicar que devemos voltar nossas preocupações em viver o evangelho de Cristo, que prega o amor ao próximo e o perder nossa vida para poder achá-la.

Que Deus me ajude, a aceitar perder, seja o que for, para viver segundo os princípios genuinamente cristãos.

Assentando-se, Jesus chamou os doze e disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos”. Marcos 9:35

José B. Silva Junior

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Como você sabe se Jesus existiu ?


Pessoas me perguntam:

Como você sabe se Jesus existiu? Você viu? Estava lá? Tem evidências físicas de sua existência?

Respondo no mesmo tom. Digo:

Se Ele existiu não marcou nenhum chão, não erigiu nenhum altar, não deixou nada que não coubesse apenas no ambiente do coração.

Você e eu somente sabemos de Jesus por causa das narrativas dos quatro evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João.

Os chamados “evangelhos apócrifos” não servem para apresentar Jesus, pois, além de totalmente fragmentados, são tão voltados para teses preconcebidas, que não há uma narrativa seqüenciada neles que nos apresentasse um Quadro Amplo do Jesus Histórico, como fazem os Quatro Evangelhos; os quais, não apenas apresentam um Quadro Amplo de Jesus, mas coerentes entre si.

Assim, antes de conhecer Jesus em mim, pela fé e pelo caminhar existencial real e inegável, apenas conhecia a Jesus por onde se pode conhecê-Lo em termos normais e sensoriais: os Quatro Evangelhos.

Então, vem a pergunta:

“Como saber se os quatro evangelhos nos apresentam Jesus mesmo, ou apenas a ideologia acerca de Jesus desenvolvida pelos apóstolos?”

E mais:

“Como saber se a coisa toda não é a mais fantástica criação da mente humana, criando um Jesus jamais existente na Terra, uma ficção do amor perfeito encarnado em um homem?”

Sobre a última pergunta Thomas Carlyle [http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Carlyle] disse que se houvesse tal mente capaz de criar algo como “Jesus”, essa mente viraria Deus na mesma hora, pois, segundo ele, somente um Deus criaria um Jesus em letras. E eu concordo com ele.

Quanto à 1ª pergunta, de fato, não há como Jesus ter sido por eles inventado.

Na realidade, Jesus, depois de ressuscitado, apareceu a não mais do que 500 pessoas, em ocasiões diferentes, durante 40 dias. Durante esse tempo eles comeram e beberam com Jesus depois que Ele.

Entretanto, dias depois da última aparição de Jesus ao grupo, eles estavam na rua, tendo que enfrentar as autoridades e a morte, e isso para o resto de suas vidas.

Ora, as autoridades e o povo tinham apenas que dizer: “Mentira! Esse cara nunca existiu.” Eles, todavia, nunca negaram tal fato; negavam apenas que o fato Jesus fosse Deus com os homens.

De fato, o poder do testemunho dos Apóstolos foi tão poderoso, que eles, as testemunhas oculares da ressurreição, se tornaram óvnis ambulantes.

Hoje o fenômeno dos óvnis é visto para todo lado. Mas por que não é levado a sério se há tantas evidências de avistamentos?

Por uma razão: Os óvnis não são presentes na vida e seus ETs não dão testemunho de suas existências ao ponto de se entregarem à morte como prova.

Os apóstolos, entretanto, se tornaram óvnis e ETs ambulantes, impossibilitando a negação das ocorrências até pelos que mataram o evidente, Jesus.

Foi a entrada de Jesus nas almas de todos pelo testemunho canino e macho, no Espírito Santo, que os apóstolos e discípulos de Jesus deram ao povo, o poder que ergueu o maior monumento da mente na história da civilização: Jesus, Deus com os homens!


Entretanto, se alguém não mais crê no testemunho humano, então, do ponto de vista de um “Jesus como informação histórica”, não há referência para começar a conversa. Pois, fora dos quatro evangelhos, não há nenhuma informação que seja suficiente para nos apresentar nem 3% do Jesus que encontramos nos quatro evangelhos.

Todavia, pela mesma razão, não se deveria crer em mais nada, pois, neste mundo, é a fé no testemunho humano, o poder que nos faz tomar remédios, aceitar tratamentos, ou voar de avião...; ou passar a 120 km por hora contra outro carro que vem a apenas 1 metro e meio de distancia, na outra mão, correndo na mesma velocidade.

É preciso ter muita fé para fazer tudo isto.

Sim. Tem-se que confiar que aquele que vem do outro lado não irá jogar o carro sobre nós.

No fim, anda-se pela fé no testemunho humano o tempo todo.

Mas há quem queira que com Jesus seja diferente dos dinossauros, por exemplo; ou do big-bang, por exemplo.

Ou mais: que seja algo que só será verdade se for maior que a chance de que alguém diga: Não creio.

Ora, nem Deus está para além de que Dele se diga “Não creio”.

Tudo pode não ser crido pela mente humana!

Mas a gente continua falando sobre isto outra hora!

Vou descansar.

Nele,

Caio Fábio

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