Atingidos pelos Reflexos...

sábado, 1 de abril de 2017

Religião e Educação

É assim que é..  Papo reto do Prof. Osvaldo Luiz Ribeiro:

Ficou chateado porque eu disse que progressistas (religiosos) não produzem autonomia... É a mesma coisa que querer que religiosos eduquem... Não, meu amigo. Esquece. Religiosos não educam nem promovem autonomia, por mais bem intencionados, por mais gente boa que sejam... Não é próprio da religião educar e promover autonomia. Ela pode, sim, inculcar valores morais e éticos, e fazer com que a pessoa, por força de medo, reverência, submissão (aos deuses e deusas) ajam assim e assado, não ajam assim e assado. Mas se se faz isso ou não se faz aquilo por causa dos deuses e das deusas, isso não é educação. E a prova de que não há autonomia aí é que tudo que se vai fazer ou deixar de fazer, faz-se ou deixa de fazer porque os deuses e as deusas querem, mandam, gostam... Será preciso fazer com que os deuses se interessem pelas coisas mais insignificantes do universo, porque, se o religioso vai fazer, tem que acreditar que os deuses querem... Isso não é educação. Isso não é autonomia. Não digo que não tenha sua utilidade social, porque cada um imagina a sociedade que quer e pode. Mas está longe, muito longe de ser programas para se lidar com gente adulta, livre e autônoma.

terça-feira, 21 de março de 2017

Se é de Política que vamos falar...



Participar da política, envolver-se com os assuntos do dia a dia da sua cidade, constatar os problemas que nosso sistema carrega desde sempre e ter uma expectativa por mudanças, faz com que busquemos o NOVO... E provoca reflexões:
 
Se é de Política que vamos falar, não podemos esquecer que isso se faz em dois movimentos: o movimento utópico, que é a alma da Política, e o movimento tópico, concreto, que é a ocorrência dos possíveis.
 
A utopia não requer controles, considerações, sentido de realidade: é utopia. Já o movimento tópico, concreto, aqui e agora, a ação em si, essa precisa de lucidez, de considerar-se que há uma distância infinita entre a utopia e a "topia".
 
Se não entendemos isso, vamos falar muita asneira sobre Política, porque não conseguiremos distinguir entre o possível e o ideal. Vamos deixar que os sentimentos minem nossa análise concreta. Não conseguiremos mais perceber o tópico e, como não se pode viver no utópico, entraremos em parafuso teórico.
 
Quem acha que (pelas propostas e ideais totalmente contrários ao sistema) fazemos política pelo utópico, faz-se de tolo (ou de “esperto”).
 
Quem entende que discutimos o que discutimos como ação possível, entende-nos.
 
 
O risco de estarmos errados: Existir outro possível, que não enxergamos como realmente possível.
 
Podemos estar errados... Apontem-nos outro possível verdadeiramente possível e daremos o braço a torcer.
 
Ah, e antes que se esqueça: Nos dias atuais, qualquer possível que a mídia apresente, é melhor descartar de imediato... Buscamos o NOVO.

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