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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Porque Deus permite tanto sofrimento ?‏

Se um Deus bom existe, então por que o mal existe? Ou como expressou Epicuro: “Ou Deus quer abolir o mal, e não pode; ou ele pode, mas não quer; ou ele não pode e não quer. Se ele quer, mas não pode, ele é impotente. Se ele pode, e não quer, ele é cruel. Mas se Deus tanto pode quanto quer abolir o mal, como pode haver maldade no mundo?”. Este é o chamado “problema do mal”.


Se Deus é bom... porque permite tanta morte e sofrimento como vimos essa semana, principalmente no Rio de Janeiro ?




*“...para Deus, o propósito principal da vida não é a felicidade em si, mas o conhecimento de Deus. Uma razão do problema do mal parecer confuso assim é porque nós tendemos a pensar que a meta da vida humana é a felicidade neste mundo. Mas na visão cristã isto é falso. O fim do homem não é felicidade como tal, mas o conhecimento de Deus – o qual no fim trará verdadeira e perpétua satisfação humana. Muitos males que acontecem na vida parecem totalmente insensatos com respeito a produzir felicidade humana, mas eles podem não ser injustificados com respeito a produzir o conhecimento de Deus. Sofrimento humano inocente provê uma ocasião para uma dependência e confiança mais profunda em Deus, ou por parte do sofredor ou talvez dos que estão ao redor dele. Se o propósito de Deus é alcançado por nosso sofrer tudo depende em como nós respondemos livremente.”



“Nós estamos providencialmente limitados em espaço, tempo, inteligência e perspicácia, mas o Deus onisciente e soberano, que vê o término desde o princípio, coordena a história de forma que os Seus propósitos são alcançados, no final das contas, por decisões humanas livres (como por exemplo a especulação imobiliária de um local onde aquelas casas não deviam existir). Para alcançar os Seus fins, Deus pode ter que aguentar males no caminho, os quais os humanos livremente perpetram. Podem ser vistos males que nos parecem insensatos dentro de nossa estrutura limitada, mas ser justamente permitidos dentro da estrutura ‘mais larga’ de Deus. Um assassinato brutal de um homem inocente, por exemplo, poderia produzir todo tipo de ondulação ao longo da história tal que a razão moralmente suficiente de Deus por permitir isto poderia não emergir ou talvez até séculos depois em outra terra. Quando você pensar na providência de Deus em cima da história toda, então eu penso que você pode ver como é desesperador para observadores limitados especularem na probabilidade que Deus pudesse ter uma razão moralmente suficiente por permitir um mal particular. Nós não estamos em uma boa posição para avaliar tais probabilidades.”



“Na visão cristã, esta vida não é tudo. Jesus prometeu vida eterna a todos que crerem e confiarem nele como Salvador e Deus. Na vida após a morte Deus recompensará esses que carregaram o sofrimento com coragem e que confiaram com uma vida eterna de alegria indizível. O apóstolo Paulo, que escreveu muito do Novo Testamento, viveu uma vida de sofrimento incrível e ainda ele escreveu: ” Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. ” (II Cor. 4. 16-18). Paulo imagina uma escala, na qual são investidos os sofrimentos desta vida em um lado, enquanto no outro lado é investido a glória que Deus dará aos filhos dEle no céu. O peso de glória é tão grande que os sofrimentos desta vida podem literalmente nem mesmo serem comparados! Além disso, levando em conta o longo tempo da eternidade, os maiores sofrimentos desta vida encolhem para um momento infinitésimo. É por isso que Paulo pode se referir a eles como uma aflição “leve” e “momentânea.” Apesar do que ele sofreu, os sofrimentos dele estavam simplesmente subjugados pelo oceano de eternidade divina e alegria que Deus esbanja nos que confiam nEle.”



“O conhecimento de Deus é um bem incomensurável. Conhecer Deus, a fonte de bondade infinita e amor, é um bem incomparável a satisfação plena da existência humana. Os sofrimentos desta vida podem nem mesmo ser comparados a isto. Assim, a pessoa que conhece Deus–não importa o que ele sofra, não importa quão terrível seja a sua dor–ainda pode dizer, “Deus simplesmente é bom a mim” em virtude do fato que ele conhece Deus, um bem incomensurável.”



*Trechos do discurso de abertura do debate entre o filósofo cristão William Lane Craig e o filósofo ateu Kai Nielsen sobre a existência de Deus e o problema do mal na Universidade de Western Ontário em 1991.



Uma boa semana a todos !

Junior.

"A dor é o megafone de Deus para advertir o mundo moralmente surdo". C.S. Lewis

6 comentários:

  1. Excelente postagem... Analisa e responde biblicamente a questão do mal... Glória a Deus!

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  2. muito bem Junior.gostei desse texto porque as pessoas ficam nos perguntando isso.quero ser seguidoras do seu blog e peço que seja um seguidor do meu também.DEUS TE ABENÇOE

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  3. Deus conhece tudo nada lhe passa despercebido ta comos alguns pensam sobre o criador do universo .podemos sofrer agora nesta vida, mas não podemos fracassar a nossa fé.

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  4. Meu Deus porque,porque não acaba logo com todo esse sofrimento,sou jovem e penso na velhice,isso é demais pra mim,creio que só o senhor pra saber isso como é exatamente...

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  5. Maicon, acho que Deus esta pouco ligando pra gente,creio que Deus exista, mas não creio que ele esteja preocupado com a nossa saúde e nosso bem estar.
    Deus ja permitiu que muitas coisas de ruim acontecessem comigo, e sinceramente não me julgo merecedor, uma vez que independente de uma religião sempre procurei agir de forma correta.

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