Atingidos pelos Reflexos...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Leituras - Spurgeon

CHARLES SPURGEON (1834-1892)


Conhecido como o “príncipe dos pregadores”, aos 19 anos já era pastor na Park Street Chapel, em Londres. A princípio um lugar muito amplo, para mil e duzentas pessoas, porém freqüentado por um pequeno grupo de fiéis. Em poucos meses o prédio não comportava mais a multidão e eles se mudaram para um outro auditório que comportava quatro mil e quinhentas pessoas! A Igreja então resolveu alugar o Surrey Music Hall, o prédio mais amplo, imponente e magnífico de Londres, construído para diversões públicas. O culto inaugural deu-se em 19 de outubro de 1856. Quando o culto começou, o prédio no qual cabiam 12.000 pessoas estava superlotado e havia mais 10.000 fora que não puderam entrar!



Abaixo um texto muito interessante de sua autoria....




Apascentando ovelha ou entretendo bode


Um mal acontece no arraial professo do Senhor, tão flagrante na sua imprudência, que até o menos perspicaz dificilmente falharia em notá-lo. Este mal evoluiu numa proporção anormal, mesmo para o erro, no decurso de alguns anos. Ele tem agido como fermento até que a massa toda levede. O demônio raramente fez algo tão engenhoso, quanto insinuar à Igreja que parte da sua missão é prover entretenimento para o povo, visando alcançá-los. De anunciar em alta voz, como fizeram os puritanos, a Igreja, gradualmente, baixou o tom do seu testemunho e também tolerou e desculpou as leviandades da época. Depois, ela as consentiu em suas fronteiras. Agora, ela as adota sob o pretexto de alcançar as massas.

Meu primeiro argumento é que prover entretenimento ao povo, em nenhum lugar das Escrituras é mencionado como uma função da Igreja. Se fosse obrigação da Igreja, porque Cristo não falaria dele? "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Lc.16:15). Isto é suficientemente claro. Assim também seria, se Ele adicionasse "e provejam divertimento para aqueles que não tem prazer no evangelho". Tais palavras, entretanto, não são encontradas. Nem parecem ocorrer-Lhe.

Em outra passagem encontramos: "E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres"(Ef.4:11). Onde entram os animadores? O Espírito Santo silencia, no que se refere a eles. Os profetas foram perseguidos por agradar as pessoas ou por oporem-se a elas?

Em segundo lugar, prover distração está em direto antagonismo ao ensino e vida de Cristo e seus

apóstolos. Qual era a posição da Igreja para com o mundo? "Vós sois o sal da terra" (Mt.5:13), não o doce açúcar – algo que o mundo irá cuspir, não engolir. Curta e pungente foi à expressão: "Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos"(Mt.8:22). Que seriedade impressionante!

Cristo poderia ter sido mais popular, se tivesse introduzido mais brilho e elementos agradáveis a sua missão, quando as pessoas O deixaram por causa da natureza inquiridora do seu ensino. Porém, eu não O escuto dizer: "Corre atrás deste povo Pedro, e diga-lhes que teremos um estilo diferente de culto amanhã; algo curto e atrativo, com uma pregação bem pequena. Teremos uma noite agradável para eles. Diga-lhes que, por certo, gostarão. Seja rápido, Pedro, nós devemos alcançá-los de qualquer jeito!". Jesus compadeceu-se dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca pretendeu entretê-los.

Em vão as epístolas serão examinadas com o objetivo de achar nelas qualquer traço do evangelho do deleite. A mensagem que elas contêm é: "Saia, afaste-se, mantenha-se afastado!" Eles tinham enorme confiança no evangelho e não empregavam outra arma. Depois que Pedro e João foram presos por pregar o evangelho, a Igreja reuniu-se em oração, mas não oraram: "Senhor, permite-nos que pelo sábio e judicioso uso da recreação inocente, possamos mostrar a este povo quão felizes nós somos". Dispersados pela perseguição, eles iam por todo mundo pregando o evangelho. Eles "viraram o mundo de cabeça para baixo". Esta é a única diferença! Senhor, limpe a tua Igreja de toda futilidade e entulho que o diabo impôs sobre ela e traze-a de volta aos métodos apostólicos.

Por fim, a missão do entretenimento falha em realizar o objetivo a que se propõe. Ela produz destruição entre os jovens convertidos. Permitam que os negligentes e zombadores, que agradecem a Deus porque a Igreja os recebeu no meio do caminho, falem e testifiquem! Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o bêbado para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de promover entretenimento não produz convertidos verdadeiros.

O que os pastores precisam hoje é crer no conhecimento aliado à espiritualidade sincera; um jorrando do outro, como fruto da raiz. Necessitam de doutrina bíblica, de tal forma entendida e experimentada, que ponham os homens em chamas.
Charles Hudson Spurgeon

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sociosofia


Tive duas excelentes aulas essa semana na faculdade que fizeram com que pudesse refletir um pouco sobre a complexidade da vida e dos problemas que por vezes nos cercam.

Numa bem exposta aula de sociologia pela competente professora Maria José Duarte Osis, estudamos sobre as instituições sociais e seu papel de formação e integração social do indivíduo, sendo destacadas as três principais: Família, Escola e Instituições Religiosas. Discutimos sobre a adaptação do sistema educacional ás necessidades sociais ao longo da história, e de como algumas lideranças políticas e sociais indicam uma reforma na educação como fator preponderante à esperança de corrigir os problemas existentes, principalmente no que se refere aos desvios de comportamento moral na sociedade como um todo. Abriu-se espaço também à discussão sobre o lugar e importância da família e da Igreja nesse contexto.

Outra aula, da qual pudemos extrair importantes pensamentos e conceitos, foi a de filosofia, do nosso amigo professor Pita. Baseados na leitura de Urbans Zilles sobre Freud e sua linha psicanalítica de que a sexualidade molda determinados comportamentos e que isso ocorre desde a infância. E tentando explicar aqui de uma forma simplificada, a aula foi direcionada a um questionamento sobre a consideração ou não dessa linha de pensamento que parte de um ateísta, dentro de nossos valores teístas. Expuseram-se alguns casos reais de traumas infantis, refletidos de forma evidente na vida adulta e debateu-se sobre como poderíamos entender e tratarmos desses casos.

Cheguei à algumas humildes conclusões após assistir essas duas aulas. A família é sem dúvida , a principal e mais importante instituição social quando pensamos na formação e integração do indivíduo dentro dos mais diversos grupos. A própria antropologia reconhece que não pode existir uma sociedade sem a presença da figura paterna e baseando-se em informações científicas na área psicológica, verificamos a necessidade primordial do grupo familiar na composição de uma estrutura saudável de educação do indivíduo. Estudos demonstram que os dois primeiros anos de vida são cruciais neste processo. É neste período que a criança deverá receber o afeto, o carinho e amor através de contato físico e verbal de seus pais e principalmente da mãe. Quando isso não acontece, alterações de comportamento como, rebeldia, depressão e desajustes sociais serão percebidos a partir da adolescência. Tenho pessoas muito próximas que sofrem por terem passado por essa situação. E antes de dizer que Deus é aquele que pode curar todas as nossas enfermidades, devemos nos lembrar que aquele que educa o menino no caminho em que ele deve andar, verá que até quando esse menino envelhecer, não serão notados desvios da conduta que o próprio Deus estabeleceu para sua vida, será alguém ajustado social, mental e espiritualmente. E educação aqui , penso que implica também em todos os conceitos descobertos pela psicologia quanto ao acompanhamento e cuidado dos pais desde a infância. Infância essa, tratada por Freud, como fase responsável por todos os traumas e dificuldades percebidos na vida adulta.

Não haverá sociedade ajustada sem uma família estruturada e enquanto delegarmos á terceiros a missão de educar nossos filhos. Não há escola que possa formar o indivíduo que não foi instruído devidamente desde menino, e que não teve uma base de carinho e afeto no ambiente familiar. Não há igreja que possa restaurar vidas pregando a cura, antes de se preocupar em estabelecer o amor de Jesus dentro das famílias, para que pais tenham condições de dar esse amor e instrução aos seus filhos.


“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito nos aproxima.” Louis Pasteur

Um ótimo fim de semana á todos

José B. Silva Junior

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Paradigma Tecnocrático


O crescimento da Igreja sob o paradigma tecnocrático


Acompanhando as leituras desse semestre na faculdade, sobre o assunto "desenvolvimento da igreja", um dos capítulos do livro indicado como tema para a semana de estudo temático, sugeriu-nos o texto a seguir:

Afinal, qual a essência do paradigma tecnocrático ? Em resumo, podemos entender que para os tecnocratas a igreja é constituida de um modelo constitucional, ou seja, onde se crê que todo o crescimento é produzido automaticamente pelo trabalho na área institucional da igreja. Uma forma de pensamento monista que torna a pessoa convicta de que com um ótimo programa de crescimento, torna-se inevitável alcançar os objetivos, não levando-se em conta os fatores naturais de crescimento do organismo Igreja.

Esse pensamento pode produzir, a níveis extremos, convicções como do tipo: "Celebre o culto de acordo com uma liturgia bem definida e o Espírito Santo vai cair sobre a igreja automaticamente". Ou: "Aceite um conjunto definido de doutrinas e você é "automaticamente" cristão." Ou ainda: "se você é indicado líder , você está automaticamente capacitado para o ministério" e também: "implante esse programa de crescimento e sua igreja irá crescer e se desenvolver automaticamente". Representantes dessa forma de pensamento vivem na ilusão de que o que é feito no campo institucional garante automaticamente o crescimento de todas as áreas da igreja.

A fé incondicional nesse mecanismo automático cega o tecnocrata. Visitar um culto ou experimentar a ação real do Espirito Santo, aceitar um conjunto de doutrinas ou ter um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, participar de um rito de ordenação para o ministério ou receber os dons espirituais, implantar um pacote de métodos para o crescimento da igreja ou experimentar crescimento real da igreja, são aspectos entre os quais o tecnocrata não enxerga diferença.

Isso tudo não tem nada a ver com processos automáticos naturais do desenvolvimento da igreja . O que os tecnocratas imaginam apontam muito mais para uma máquina onde prevalecem os princípios de causa e efeito. Essa estratégia, no que se refere aos seus princípios básicos, está próxima da magia.
A força-motriz psicológica do paradigma tecnocrático é a bem difundida mentalidade da auto-suficiência, tão propagada hoje também no cristianismo. Ao invés de depositar a confiança só sobre a pessoa de Jesus, busca-se garantias exteriores.

O pensamento monista-tecnocrático, me parece ser o modelo mais difundido no cristianismo ocidental. E é o grande perigo da igreja no mais tardar, a partir da segunda geração de crentes. Suas intenções são boas e respeitáveis na maioria dos casos. Só que isso não muda o fato de que esse é um paradigma extremamente perigoso para o desenvolvimento do organismo igreja.


Nota: Trechos desse texto contido no livro : O Desenvolvimento Natural da Igreja - Christian A. Schwarz - Editora Evangélica Esperança .

Hoje é dia dele !

A população mundial chegará aos sete bilhões em 2012, segundo a última projeção do Escritório do Censo americano, que analisa diferentes fatores que afetam o crescimento demográfico em 226 países. Assim, em 13 anos a população mundial passará a ter um bilhão de habitantes a mais. Atualmente há 6,7 bilhões de pessoas no mundo.


6.700.000.000...esse é o número . Não é incrível, que nenhuma dessas pessoas sejam iguais ? Isso mesmo, até mesmo gêmeos são diferentes uns dos outros. Então, se você tinha a esperança de achar uma cópia sua qualquer dia desses pela rua, esqueça. Somos únicos.

Mas no meio desses 6,7 bilhões, existe uma pessoa, cuja aparência física com certeza é a que mais perto chega de mim . Alguém com quem cresci e passei grande parte de minha vida . Que no início de minha adolescência, me ensinou a gostar dos Beatles, que me influenciou a tentar aprender a tocar violão e a iniciar um curso de bateria (ambos sem sucesso), alguém para quem eu olhava e imitava o jeito de falar, andar e vestir. (tanto , que não foram poucas ás vezes que nos desentendemos por eu pegar suas roupas para usar). Pessoa na qual, me inspirava e ainda me inspiro pela inteligência que possui e pela competência em tudo que faz.

Silvio, não sei se todos os irmãos sentem a mesma coisa. Mas eu sinto uma enorme satisfação quando dizem que sou parecido com você.

E nesse dia 21/10...que é seu dia, quero te dar os parabéns por mais um ano de vida. Te desejar muita saúde e alegria nos muitos anos que ainda devemos passar juntos, pedir as bençãos de Deus sobre você e a Rose e mais uma vez te agradecer por tudo que tem feito por mim.
Feliz Aniversário !
Mano Junior.
"Pois Tu criaste todas as partes internas do meu corpo; tu uniste todas essas partes para formar o meu corpo, enquanto eu ainda estava no ventre de minha mãe. Eu te agradeço por me teres criado de maneira tão perfeita e maravilhosa! O teu trabalho é um verdadeiro milagre e na minha alma sei disso muito bem. Tu conhecias perfeitamente cada parte do meu corpo enquanto eu ainda estava sendo formado no ventre de minha mãe, como a semente que cresce debaixo da terra. Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana tu já havias planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro! Senhor, como são importantes para mim os teus pensamentos sobre a vida!" (Salmo 139:13-15 – A Bíblia Viva).

sábado, 11 de outubro de 2008

Carta


Estou publicando hoje aqui, uma carta que recebi mês passado de meu professor de filosofia, Pita, comentando sobre um dos textos que publiquei aqui no blog (O Fato, Deus!), e que foi apresentado como trabalho em sua disciplina. Aproveito para agradecê-lo mais uma vez pelas palavras e pela contribuição que tem dado para essa nossa busca pelo saber.



Bom dia José Junior!

Leio quase todos os artigos que me enviam, e tenho percebido um grande crescimento nos conteúdos por você escrito, pensado e refletido, fruto desse existir do pensamento. A filosofia surgiu como um esforço de interiorização do conhecimento, uma ascece do espírito que, ao buscar a unidade do saber, buscava nela a sua própria unidade e,nesta a unidade de saber, ser e agir. Você tem demonstrado essas qualidades e o encorajo a continuar buscando esse crescimento filosófico. Saiba que em todo o período grego, a interrogação sobre a alma, o bem e a conduta na vida não era um domínio separado das investigações físicas e ontológicas, mas formava com elas, na pessoa do filosofo, a síntese de conhecimento e vida. As escolas de filosofia não eram apenas centros de ensino e investigação científicos, mas escolas de sabedoria e , até certo ponto, sociedade iniciáticas. Não procurava apenas transmitir a seus membros um certo conhecimento, mas educá-los numa certa maneira de viver que, para a consciência filosófica, era a maneira certa de viver.
O assombro, dizia Aristóteles, é a mãe do desejo de compreender. Não se referia é claro, ao assombro meramente emotivo, epidérmico, comum ao homem e ao animal, que encontra alivio rápido em gritos e trejeitos. Referia-se aquele assombro mais duradouro e profundo, especificamente humano, que em vez de se exteriorizar se interioriza e em vez alivio busca a verdade, mesmo sabendo que troca o fácil pelo difícil. Assim, precisamos ver o “mito da Caverna” como uma realidade para a nossa vida e ministério. Precisamos beber em outras fontes para conhecer o pano de fundo histórico em que o Saramago bebeu (ou percorreu), e assim, entender as idéias que moldaram seu pensamento ou mesmo, influenciou.
Nas décadas de 40 a60, eram comuns os debates sobre “Para que serve a literatura?”. Em geral respondia-se que servia para “criar um mundo melhor”, o que significava, descontados os eufemismos, estender sobre todo o planeta o domínio soviético. Hoje o tema esta fora de moda: sem discussões, dá-se por pressuposto que a literatura serve para o sustento dos que a praticam e que não seria licito esperar dela nada mais, exceto, naturalmente, o lucro dos que a comercializam. Assim, alguns escritores (entre eles, Saramago) vivem um certa ressaca ideológica, o descaramento autocomplacente com que, de outro lado, mostra que, nos dias que correm, as alegações ideológicas de parte a parte não passam em geral de um verniz destinado a encobrir uma mesma mentira fundamental. Crenças análogas vigoram para a musica, as artes plásticas, etc.
Foi assim que os antigos apóstolos da literatura revolucionária se transfiguraram em apologistas da literatura comercial. A literatura tornou-se “uma profissão como qualquer outra”- expressão que se aplica por igual, e com idêntica tranqüilidade, ao sacerdócio e á prostituição. Veja: se a comunidade dos ouvintes de Pixinguinha acumula maior poder dos que a dos amantes de Bach, Pixinguinha torna-se automaticamente superior a Bach. A estratégia de Saramago determina que os intelectuais procurem ocupar espaços nos meios de comunicação, no sistema educacional, de onde podem facilmente impor sua crenças mediante a repetição generalizada de frases feitas, que, acabam por se impor como se fosse um consenso natural e espontâneo. A medida mesma deixava de ser mera abstinência de juízos de valor para se tornar apologia do inferior e repressão explicita a toda pretensão de superioridade diante da qual toda a argumentação é um protesto da alma solitária que se volta, a um tempo, contra tudo que fala, age, adora, busca a Deus. Esta união de todas as forças contra a cultura superior é talvez o fenômeno mais significativo e mais alarmante da nossa época. Nesse novo quadro, as exigências mínimas de coerência, inteligibilidade, sinceridade e honradez cedem lugar aos arranjos oportunistas mais grosseiros e estapafúrdios, que se tornam não apenas crença publica, mas dogma “cientifico” dos intelectuais das massas. Assim, décadas e décadas de cultura anti-Deus, em filmes, livros, e novelas que celebram a maldade como estilo de vida (você já parou pra perceber que felicidade nas novelas não da ibope?) como referencia moral para a sociedade, induzindo-os a fortalecer suas defesas corporativas contra todos nós.

Parabéns, motivação e sucesso!!!!






Pita

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Roubando carga


Hoje pela manhã, ao tentar dar partida no carro, não obtive nenhuma resposta ao girar a chave na ignição. Nenhuma luz se acendeu, nenhum sinal de partida do motor. Apesar de estar com uma bateria nova, não via nenhuma esperança de que conseguiria fazer com que o motor do carro funcionasse.

Precisei ligar para o mecânico, ele trouxe uma bateria, e com cabos ligados àquela que não funcionava, fez com que a partida fosse dada. Ao dar o diagnóstico, lá na oficina, ele me disse que provavelmente algo estava “roubando carga”da bateria, sugeriu então fazer uns testes para localizar qual seria o “ladrão” da carga.

Talvez nossas vidas em algum momento passem por situação semelhante. Onde não vemos o menor sinal de que as coisas vão dar certo. Você percebe que tem muita energia dentro de você, investe seu tempo e esforços em fazer com que tudo dê certo, mas ao parar para refletir, começa a pensar que não está conseguindo sair do lugar. Talvez nossas preocupações, ansiedades e problemas do dia-a-dia sejam os fatores que estejam nos “roubando a carga”. Entregar tudo isso que esteja nos tirando as forças, àquele que pode resolver tudo da melhor maneira é sempre o melhor caminho. Há um texto bíblico que nos ensina algo sobre isso:

“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”.

Por outro lado, ao ver o mecânico ligar aqueles cabos entre as baterias , fiquei pensando que ás vezes preciso desse mesmo recurso em minha vida. Quando não consigo sair do lugar por meus próprios esforços, vou precisar de alguém que compartilhe suas forças comigo. A simbiose acontece na natureza, e pode ser definida como uma relação mutuamente vantajosa, na qual dois ou mais organismos diferentes são beneficiados por esta associação. Aquele que tem energia de sobra empresta ao que tem de menos, e assim os dois são beneficiados, o que tem muita, não acumula energia inútil ,e o que não tem nenhuma recebe alguma e consegue renovar as suas.

Esta semana tive essa experiência duas vezes. Ouvi palavras na faculdade, de uma pessoa muito simpática que me procurou para conversar e com a qual tenho pouquíssimo contato, mas que serviram para me lembrar que todos nós podemos ser usados por Deus. E de uma outra pessoa a quem amo muito e da qual recebi uma importante ajuda financeira, que está fazendo com que eu possa renovar minhas forças. Agradeço à Deus, criador da simbiose, que coloca em nossas vidas pessoas que são como aquela bateria que fez com que meu carro funcionasse hoje.


"Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a Lei de Cristo". Gálatas 6:2

José B. Silva Junior

domingo, 5 de outubro de 2008

Eleições



Hoje é dia de eleição. Já cumpri com minha obrigação de cidadão e eleitor do município de Paulinia, votando logo de manhã para vereador e prefeito. Quero ver meus candidatos no poder e espero que assim como eu, eles também cumpram suas obrigações caso forem eleitos.

Fiquei pensando hoje então no significado da palavra "eleger". Do latim eligere , que significa : "escolher, preferir entre dois ou mais". Embora seja importante elegermos os candidatos que vão nos representar nos poderes legislativos e executivos de nossas cidades, há uma eleição que vai tratar de um aspecto muito mais importante de nossas vidas.
Passamos todo tempo elegendo aquilo que deva ser prioridade para nós. Em determinada época de nossas vidas priorizamos o estudar,em outra o namorar, o escolher uma profissão, o constituir familia, o cuidar dos filhos, da aposentadoria . Quando não priorizamos, ou não elegemos como principal algo que devia ser importante em determinada época de nossas vidas, sem dúvida, em algum momento, pagaremos o preço. Podemos deduzir então desse raciocínio que eleger prioridades pode fazer toda a diferença em nosso dia-a-dia e em nossa vida futura.

O apóstolo Pedro em sua primeira carta, abre seu discurso dirigindo suas palavras aos "eleitos de Deus", e desenvolvendo seu pensamento vai explicar aos que estavam seguindo os ensinos de Jesus na Galácia e na Ásia, o que significava essa eleição:

"Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus, não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam." I Pedro 2:9-10.
Essa é a eleição que faz a diferença. Ser eleito para ser chamado de povo exclusivo de Deus. Sair de uma situação de escuridão total (e assim a bíblia diz que está todo aquele que sem Cristo), para entrar naquilo que a bíblia chama de maravilhosa luz, saber que sem essa eleição, não podemos sequer sermos chamados de povo e também não contamos com as misericórdias de Deus. Porém, a partir do momento em que somos eleitos por Deus,através do reconhecimento do sacrfício de Jesus em nosso lugar, recebemos a grande misericórdia de Deus em nossas vidas e passamos a ser chamados de povo Seu. Não vamos ocupar uma cadeira na câmara, nem ser a autoridade máxima de uma cidade, mas vamos sem dúvida ter a melhor eleição de nossas vidas.

É uma questão de preferencia entre dois ou mais caminhos, assim como preferimos um entre mais de dois candidatos. A diferença é que dessa eleição, teremos, diferentemente das consequencias temporais da escolha desse ou daquele vereador ou prefeito, consequencias eternas.

Uma boa eleição á todos.

"Portanto...empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão, e assim vocês estarão ricamente providos quando entrarem no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo." 2ª Pedro 2:10-11

José B. Silva Junior
















sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Música !


Lord I come before you - Salvador
Senhor, eu venho diante de Ti

Lord I come before You . Love to sing Your praise

Worship and adore You. As You fill me with Your grace

Lord I come before You. Surrounded by Your love

When it comes down to Your mercyYou know

I just can't get enough. Oh, You knocked on my door

More than once before . I can finally hear

You call my name .Send Your mercy down

Let the trumpet sound .Now my heart cries out to you in praise...

Teologia da Ciência

Um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país, o polonês Michael Keller, equilibrou o pragmatismo científico e a devoção pela religião. Ele decidiu fixar esses dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: colocou a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. O resultado intelectual foi a formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a "Teologia da Ciência".A "Teologia da Ciência" define-se, simplificadamente, que a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo-se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse "buraco negro" entra Deus. Keller disse ao site da BBC de Londres, que apesar dos nítidos avanços na pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Keller montou a sua metodologia a partir do chamado "Deus dos cientistas": o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.– Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo – diz ele.E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: "Mas o que existia antes desse átomo primordial?" Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Segundo o filósofo, "A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado".


sábado, 20 de setembro de 2008

Árvores


Quando criança , em frente á casa onde passei o maior tempo de minha infância, existiam duas grandes árvores. Elas produziam uma enorme sombra que invadia tanto o quintal de nossa casa, quanto a fachada externa, indo até o outro lado da rua . Fazíamos delas ás vezes, traves de nosso improvisado campo de futebol. Era uma enorme turma de crianças: O Humberto, o Edson, o Furlan, o Paulinho, o Zé Carlos, o Marquinhos, o Edinho, o Julis, o Marcelo (pipa) e tantos outros... lembro que após os “grandes campeonatos” de futebol, nos sentávamos àquela sombra e invadíamos a noite entre conversas e provocações infantis. Aproveitavámos uma época onde quase tudo que existia de importante eram as brincadeiras de rua e os chutes na bola em direção ao meio daqueles troncos-traves. Aquelas árvores, de alguma maneira simbolizavam um certo elo de ligação entre todas aquelas crianças. Significavam proteção contra o sol, durante e depois de corrermos atrás daquilo que era importante para nós. Ficávamos aguardando a época onde caíam de seus galhos aquelas “cascas” que se quebravam ao pisarmos, provocando uma satisfação que só quem é criança sente. Elas também significavam um certo poder para mim, pois afinal de contas, estavam bem em frente de minha casa.



Sempre cultivei a idéia de ter em frente à minha casa quando adulto, uma grande árvore como aquelas. Mesmo antes de ter minha própria casa, entendia a árvore como algo que deveria fazer parte de toda e qualquer residência. Para mim, casa sem árvore era algo como um carro sem rodas. Tanto que sempre que passava em frente á uma casa e não via uma árvore, me recusava a aceitar a idéia de que aquela fosse uma casa completa, um lar.



Hoje não tenho uma árvore como aquelas á frente de minha casa. A que foi plantada cerca de 10 anos atrás , não cresceu como eu desejava e esperava. Algumas pessoas a olham e comentam que ela dever ter algum problema, deve estar doente. Outras dizem que não é mesmo o tipo de árvore que cresça. Sempre tentei cuidar dela da melhor maneira que pude mas ela não chegou nem perto daquelas árvores companheiras de minha infância. Tenho essa frustração, de não ter a árvore de meus sonhos em frente de casa.



Existem na bíblia , passagens interessantes que falam sobre árvores. Conhecemos a história de um homem que se aproveita da altura de uma árvore e sobe em cima dela, para que pudesse enxergar Jesus. Zaqueu, sendo de baixa estatura, não teve dúvidas em fazer daquela árvore sua companheira. O salmista compara o homem que é feliz, á uma árvore...lemos no 1º salmo, que aquele que busca os ensinamentos e preceitos de Deus, assim como fez o baixinho em busca dos ensinamentos de Jesus, será como uma árvore plantada junto á ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria e cujas folhas não caem. Fiquei imaginando aquelas árvores de minha infância que já eram belas, ao lado de um riacho, cheia de folhas e flores. À essa imagem Deus comparou a pessoa que busca praticar seus ensinamentos. Bela, vigorosa, cheia de vida, produtiva.



Por outro lado, lemos também um episódio que vai fazer com que Jesus tenha um comportamento incomum se comparado aos relatos de sua história em toda a bíblia. Jesus mostra indignação ao passar ao lado de uma árvore que não produzia frutos. O ensinamento disso para nós, creio ser o de que ,assim como as árvores, precisamos produzir frutos que alimentem as pessoas, sombras que ajudem o próximo na peregrinação da vida, apoio que permita ao outro o enxergar a pessoa de Jesus. Caso contrário nossa vida será semelhante á figueira que secou por não produzir aquilo para a qual ela foi criada. Não terá propósitos .

Penso que vou ter que cortar aquela árvore em frente de casa, plantarei outra, pois espero ainda ver uma grande árvore lá em frente, que me ajude a lembrar que preciso ser como uma delas.

"Felizes os que confiam no Senhor [...] são como árvores plantadas às margens de um rio, cujas raízes alcançam águas profundas. Tais árvores não são afetadas pelo calor nem se preocupam com longos meses de seca. Suas folhas permanecem verdes e produzem fruto delicioso." Jeremias 17:7-8 NLT


José B. Silva Junior

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Bendita será...

Segundo o IBGE o número de processos de divórcio ajuizados nas Varas de Família de alguns estados brasileiros vem crescendo muito a cada ano. Foram mais de 360%, se comparado com as ações protocoladas há dez anos. Essa quantidade tão grande de lares desfeitos merece uma reflexão. O que está levando a essa verdadeira explosão do número de separações e divórcios?
Roberto Shinyashiki em seu livro "Amar pode dar certo"", diz, que talvez essa situação deva-se ao grande medo que o homem moderno tem de amar e ser amado. Num mundo materialista, muitas pessoas sentem-se envergonhadas de amar, como se isso fosse algo ridículo e bobo. O medo então seria o de estar numa posição de fragilidade e dependência que o amor provoca. Sempre acreditei na máxima de que amar é um eterno abrir mão. Abrir mão de meu medo de ficar dependente da outra pessoa, abrir mão das minhas vontades e fazer com que a vontade do outro seja também a minha. Leibniz vai dizer que "Amar quer dizer sentir-se inclinado a alegrar-se com a perfeição e o bem do outro, com a sua felicidade".
O ser humano tem aquela velha tendencia de preocupar-se com seu bem estar, e o amor em sua essência, como todos sabemos ,vai dizer que precisamos amar ao próximo como a nós mesmos. Na esfera conjugal, significa dizer que para demonstrar esse amor, deveremos sim abrir mão de nosso eu e de nossas preferencias. Na bíblia , o amor sempre estava condicionado à ações. O amor platônico, aquele em que dizemos amar, mas não evidenciamos isso através de atitudes, é só um sonho. Precisamos amar através de ações.
Deus deixou uma promessa para todos os casais, todas as famílias da terra que vem sendo tão atacadas hoje através de uma desvalorização pela mídia e pela própria sociedade. No capítulo 12 de Genesis Deus diz a Abraão, a quem a bíblia chama de nosso pai na fé, que nele "...seriam benditas todas as família da terra..." Através da descendência de Abraão, chegamos até Jesus, que faz benditas todas as nossas famílias. Que nos capacita a amar-nos uns outros, que tira de nós o egoísmo de querermos agradar somente a nós mesmos, que tira de nós o medo e nos capacita á dia-a-dia nos eforçar-nos para transformar em atitudes o amor que dizemos sentir por nossas esposas , nossos maridos e nossos filhos. Em Jesus, podemos ter esperança de reverter os 360% a mais de divórcios nos últimos dez anos, em uma vida de paz e vida abundante que só Ele pode dar a cada um que busca nele o alicerce de seu lar. Pare de lutar sozinho, peça a Deus que faça em sua família e em seu lar, tudo aquilo que ele planejou para você , e que começou lá atrás, no capítulo 12 do livro de Gênesis.


terça-feira, 9 de setembro de 2008

Persevere !


Alguém disse que não importa a maneira como começamos algo, mas sim, como terminamos. Sempre que escuto essa frase lembro-me dos inúmeros regimes para emagrecer que comecei na segunda pela manhã e terminei na hora do almoço.


A perseverança consiste em sermos firmes em uma resolução, projeto, ou sentimento. Tem a ver com envidarmos um esforço maior em direção á um objetivo, mesmo que para isso, tenhamos que suplantar males iminentes e dificuldades que surjam pelo caminho.


O problema, é que todos nós temos problemas. No meio do caminho, em sua luta pela perseverança, os problemas talvez sejam tão grandes quanto o seu desejo de enxergar seu objetivo realizado. Quantas vezes não decidimos começar novos planos, tomarmos novas resoluções, e logo à primeira barreira já nos vemos desanimados ? Para aqueles que têm algum vício como o cigarro e não conseguem passar do terceiro dia em sua decisão de abandoná-lo, saberão bem o que estou querendo dizer, ou aqueles que perdem a calma facilmente e fazem de tudo para se controlar, mas não conseguem passar do primeiro carro parado à sua frente num sinal verde ou ainda aquela pessoa que precisa restaurar seu casamento e relacionamentos familiares e que muitas vezes não sabe nem mesmo por onde começar ? Seja qual for nossa meta, em qualquer área de nossa vida, vamos precisar de muito mais do que resoluções... Afinal de contas, para que serve a perseverança não é mesmo ? Foi por causa desses obstáculos que alguém inventou essa palavra.


Encontramos um exemplo de perseverança na história dos grandes seguidores de Deus.


Lendo a historia de José, podemos observar algo que acontece com todo aquele que se dispõe a querer fazer a coisa certa: a alternância entre bons e maus momentos. José tem um sonho, onde se vê numa posição de destaque em relação aos irmãos e realizando grandes coisas, isso é bom. Acontece que seus irmãos ficam com inveja dele e o vendem como escravo, o que é ruim. A partir daí ele arruma um bom emprego no palácio de Potifar e fica encarregado de administrar todos os negócios por ali, isso é bom. A esposa de potifar fica de olho nele e tenta seduzi-lo, muito ruim. José foge, isso é bom. O problema é que a mulher fica furiosa , mente para o marido e o acusa de assédio sexual, muito ruim.


A partir daí, José vai nos dar um exemplo de perseverança. Ele é preso, e dentro da prisão ele não perde as esperanças e a vontade de realizar na sua vida tudo que sonhara. Mesmo como um prisioneiro, longe de casa, separado do pai, traído pelos irmãos, cercado por estranhos que o compraram e venderam, ele persevera. Mas há um importante detalhe que revela de onde vinha a perseverança de José:


“...Porque o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo que realizava.” Gn. 39:23b.

A história termina com José como governador do Egito, realizando as grandes coisas que sonhara e em posição de destaque diante de seus irmãos.
José não desistiu, diante da rejeição de sua família...não desistiu por ser rebaixado à condição de escravo...não desistiu por ser acusado e condenado por algo que não havia feito. Perseverou e realizou.

Concluímos então que a perseverança nos leva a exercer controle sobre as situações ao invés de nos entregarmos passivamente, nos faz permanecer fiéis a nossos valores quando somos tentados a transigir e nos faz encontrar sentido e propósito em nossos obstáculos. E principalmente, entendemos que não há perseverança quando não convidamos Deus para estar conosco, concedendo-nos bom êxito em nossas realizações.

"Mas o nobre projeta coisas nobres e na sua nobreza perseverará." Isaías 32:8

José B. Silva Junior

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Sessão Jabá

Um obrigado ao amigão da FTBC, que tem dado uma colher de chá , publicando textos meus lá no seu blog. Vale a pena dar uma passadinha lá, clicando no link abaixo, valeu Tiago !!



http://www.tiagonogueira.com.br/?p=910

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Parabéns, Parabéns !


Hoje é dia dela...
Parabéns Sú...Irmã Linda !
“A página aberta da vida é bela; porém, mais bela é a página ainda fechada.”
Que as páginas que ainda serão abertas sejam as mais lindas da sua vida !
Deus te abençoe...te amo...mano Junior.
03/09/2008






E dele... Parabéns Jão...sobrinho "manero"...rs ! "Só a vida dura o tempo todo." Então, que o tempo todo de sua vida seja repleto de alegria ! E que Deus esteja o tempo todo com você ! Te amo! Tio Junior. 03/09/08



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Pós Modernidade


Ontem à noite cheguei em casa depois de ter saído da faculdade, passava um pouco das 23:00, havia saído de casa ás 07:30 da manhã, portanto, foi nessa hora pela primeira vez no dia que fui ver minha esposa e meus filhos.


Lembro que estava com fome, um pouco cansado, tinha alguns assuntos que tinha que conversar com minha esposa, mas antes disso já estava pensando em tomar um banho, comer alguma coisa, e descansar. Ah, pensava também em algumas atividades da faculdade que já estão atrasadas e também em preparar a aula da escola bíblica no domingo. O jornal da TV noticiava alguns assuntos do dia, não me lembro bem quais, lembro também de ver algumas correspondências em cima da mesa, entre elas algumas contas para pagar.


Estava no quarto ainda trocando de roupa quando meu filho Joás perguntou: “Pai, você viu a mesa nova ?” Era uma mesa que minha esposa havia ganho de uma de nossas vizinhas e que eu ainda não havia visto por não chegar até a cozinha. Respondi ao Joás que não havia visto ainda e na mesma hora, ele trouxe a capa de um DVD, um filme que ele havia assistido durante o dia. “Pai, você já assisitu esse filme ? É legal, tem que devolver amanhã, então tem que assistir agora”. Respondi pra ele que não poderia assistir aquela hora, o filme demoraria umas duas horas e eu estava cansado e teria que trabalhar no dia seguinte. Depois fui até a cozinha, ele estava do lado da mesa nova, eu com fome, já havia até me esquecido da mesa...Minha esposa olhou em minha direção e com um sinal no olhar disse que o Joás estava esperando que eu comentasse alguma coisa. Soltei um.. “Nossa, que legal..!” meio sem graça. Fiz meu prato de comida, jantei, e quando fui ver o Joás já estava dormindo. Minha esposa comentou que ele havia passado o dia inteiro esperando pra me mostrar o filme e a mesa.


Fiquei pensando no que nossas atividades, nossos compromissos, nosso estilo de vida, nossa sociedade pós-moderna tem feito conosco. Tudo isso me rouba um relacionamento ideal, uma aproximação maior, não só com meus filhos e minha família, mas com todos aqueles que me cercam. Alguém poderá dizer que é para uma boa causa, mas será mesmo ?


Como eram as sociedades antigas, quando ainda não existia a energia elétrica, as máquinas, os carros, os livros, a televisão ? Tento imaginar uma família vivendo sem todos esses nossos recursos. A aproximação devia ser maior, em qualquer lugar que se fosse, as caminhadas juntos eram inevitáveis, pois não existiam carros, e durante essas caminhadas o diálogo certamente era algo intenso. Á noite ninguém se preocupava em estudar em faculdades ou escolas, não existia energia elétrica muito menos televisão, imagino que as conversas entre pais, mães e filhos depois que anoitecia era um momento de prazer, de troca de experiências e de ensinamentos e aprendizagem. Certamente que não existia o consumismo desenfreado de hoje, as pessoas se contentavam com a economia de subsistência, o ser era muito mais importante do que o ter. A vida era mais simples, ninguém se preocupava com a alta do euro ou do dólar, ou com a queda da bolsa, ninguém se importava em trocar de celular ou de carro. Os valores eram outros. Para onde o avanço da ciência e o progresso da sociedade estão nos levando ? O que tudo isso tem trazido de bom ou de ruim para cada um de nós ?


Estamos aos poucos nos tornando pessoas insensíveis, isoladas, programadas, não conseguimos mais parar para ouvir as pessoas. Pais e mães estão abandonando, quando não matando, os filhos. Filhos estão preocupados em ter tudo que precisam para serem aceitos nos grupos de nossa sociedade pós-moderna. Amigos sinceros, vizinhos que se ajudam, parentes que se reúnem, igrejas unidas, é algo que tem se tornado raro em nossos dias.

Vou chegar em casa hoje e ver a mesa com o Joás, comentar sobre a cor dela, sobre o tamanho, de como ficou bem no lugar onde ela está, vou perguntar se ele não teria uma sugestão de um lugar melhor para ela. Amanhã sábado, vou alugar aquele filme que ele queria que eu assistisse, quero que ele assista junto comigo. Sei que isso não vai resolver o problema.

Precisamos fazer algo !

domingo, 24 de agosto de 2008

O Fato, Deus !


Através de um artigo publicado no Jornal Folha de S. Paulo de 16.09.2001, José Saramago declara seu ceticismo em relação á Deus. O texto que tem como título “O Fator Deus”, foi escrito logo após a tragédia das torres gêmeas em Nova York no dia 11 de setembro de 2001, ainda em meio à perturbação que tudo aquilo causava ao mundo.

A perplexidade de Saramago diante de tragédias como as de 11 de setembro, da Guerra do Vietnã, do extermínio de Judeus na 2ª guerra e de outras citadas por ele, é a mesma que sentimos. Não há mesmo como entendermos tantas vidas que chegam ao fim de maneiras tão cruéis e cheias de terror. Seu questionamento sobre o posicionamento e até mesmo sua descrença sobre a existência de Deus em todas essas situações é algo perfeitamente compreensível. Assim como Saramago, ficamos tentados a atribuir a culpa de todas essas tragédias, ao criador do universo, aquele que , pelo menos em nossas idéias, é o responsável pela ordem do caminhar da humanidade. Nessas situações, nossas limitadas mentes procuram respostas muitas vezes através de perguntas: Deus existe ? Onde está Deus ? Se Deus existe e controla tudo isso, porque coisas assim acontecem ? Diante da falta de respostas temos sim o direito que Saramago reivindica. O direito de escolher dizer não à Deus, o direito à Heresia, o direito de achar que Deus só existe em nossos pensamentos. Será que temos uma resposta á essas perguntas ?

A origem do bem e do mal, a criação do homem, a construção do universo é sempre um assunto que nos remete á um debate permeado de especulações, tanto científicas quanto teológicas, mas o que podemos ver em nossos dias, é esse debate tornar-se cada vez mais interessante. O avanço da ciência nas últimas décadas tem contribuído de forma significativa para a discussão. Temos por exemplo a descoberta de dois cientistas há cerca de 30 anos atrás: Arno Penzias e Robert Wilson provaram cientificamente a existência de radiações do brilho avermelhado da explosão do chamado big bang, conhecida como radiação cósmica de fundo, descoberta aliás, que lhes rendeu um prêmio nobel. Em resumo,através deste feito, soube-se que o universo teve sim um início, através de um surgimento grandioso. Mas qual o significado disso para nossa questão sobre a existência de Deus ?

Robert Jastrow, diretor do maior observatório do mundo e fundador do instituto Goddard para estudos especiais da Nasa, autor do livro “Deus e os Astrônomos”, mesmo sendo um agnóstico confesso em relação á assuntos religiosos disse:
Os astrônomos percebem agora que se colocaram numa encruzilhada, porque provaram por seus próprios métodos que o mundo começou abruptamente, num ato de criação ao qual se pode rastrear as sementes de toda estrela , todo planeta, toda coisa viva no cosmo e na terra, eles descobriram que tudo isso aconteceu como um produto de forças que não esperavam encontrar...isso que eu e qualquer pessoa chamaria de força sobrenatural, é agora, penso eu, um fato cientificamente comprovado.

Nas últimas palavras de seu livro Jastrow ainda afirma:
Para o cientista que tem vivido pela fé no poder da razão, a história termina como um sonho ruim. Ele escalou as montanhas da ignorância, está prestes a conquistar o pico mais elevado e, quando se lança sobre a última rocha, é saudado por um grupo de teólogos que estão sentados ali há vários séculos.
O que se percebe é que se realmente estudarmos a ciência é certo que seremos levados para mais pertos de Deus.
Usando uma citação de Saramago sobre a frase de Nieztsche: “Tudo seria permitido, se Deus não existisse”, penso haver uma verdade nessa frase, pois para aquele que argumenta a favor da não existência de Deus, tudo não só seria, mas é permitido, até mesmo escrever coisas tão sem sentido. E à essa mesma pessoa que se diz ateísta, será difícil reunir uma linha de raciocínios e argumentos capazes de explicar a existência de Deus, pois conforme o próprio Nieztche (também ateu) disse, “é nossa preferência que decide contra o cristianismo, e não os argumentos.” Portanto, não importa o que eu tente responder aqui para Saramago, ele já conhece todas as possíveis explicações e até provas que indicam a existência de um criador e de uma criação sobrenaturais. Sua opção pelo “Fator Deus” é uma questão pouco inteligente de preferência pessoal.

Lendo há alguns meses atrás um artigo sobre o caso da morte da menina Isabella Nardoni, jogada pelo próprio pai pela janela do 6º andar do prédio onde morava em São Paulo, e que comoveu a opinião pública do Brasil, assim como todas as outras tragédias citadas por Saramago que chocam todo o mundo, uma pergunta chamou-me a atenção: “Onde estava Deus ?”

Penso eu, que Deus estava onde sempre esteve. Na posição que sempre assumiu desde o princípio da criação do universo e do homem, dando-lhe liberdade para fazer escolhas e agir. E é claro que essa afirmativa não deve ser um ponto final na resposta à pergunta, é claro que uma frase não vai confortar os corações aflitos nem tampouco deixar-nos livre da dor de ver tantas pessoas indefesas, incluindo crianças, morrendo de forma tão horrenda; e penso que é muito provável que nem essa e nem tantas outras frases que tentei ou tente dizer aqui serão suficientes para explicar coisas tão humanamente irracionais.

Deus , quando em sua forma humana através de Jesus, passou por este mundo, deixou marcas. Cientistas, filósofos, historiadores, teólogos, psicólogos e até mesmo ateus, reconhecem que seus ensinamentos e sua habilidade em se relacionar com aqueles que o cercavam era algo impressionante. E se atentarmos bem para sua história, veremos que o centro de suas atividades está mesmo no homem. Ao multiplicar os pães e peixes, ao transformar água em vinho, ao fazer a pesca fracassada no mar da Galiléia se transformar em um sucesso, Ele não abre mão da participação do homem em cada um desses episódios. Lembram ? “Encham as talhas de água”..., “Tragam-me os cinco pães e os dois peixes”..., “joguem a rede”... Ele poderia ter feito tudo isso do nada, bastava um estalar de dedos e tudo aconteceria. Porém ele se preocupa com o homem, quer vê-lo sentindo-se parte importante no processo de mudança. Para Jesus o homem é indispensável nessa tentativa de transformar mal em bem. Suas atitudes e ensinamentos sempre apontavam para uma única direção: o fazer o bem. Mas o ser humano insiste pelo mal. No ato da criação humana, Deus dá algumas recomendações do que devia ser feito, mas a escolha pelo erro é feita pelo homem. Jesus, muitos anos depois, volta a relacionar-se com o homem na tentativa de fazê-lo entender que ainda há tempo. O homem teima em não entender; o amor incondicional (e isso inclui amar até mesmo seu próprio inimigo), o abraçar e amar as criancinhas (Jesus demonstra essa preocupação várias vezes no evangelho), curar os doentes, se preocupar com os pobres...enfim, o homem resolve de alguma forma, que nada disso é bom...Então Jesus sofre, a humanidade sofre. Jesus porém, sofre como nenhum outro ser humano sofreu e jamais sofrerá. A cruz então, nos faz pensar e refletir sobre as trágicas mortes que citamos até aqui : Qual outra morte poderia ser tão injusta quanto á de Jesus ? Sim, ela é injusta em nossa perspectiva humana. Alguém bom e inocente não deveria sofrer, nunca deveria morrer. Mas nos esquecemos de que Deus está no controle de tudo, Sua mente divina que projetou todo o universo está no lugar onde sempre esteve e sempre vai estar, se preocupando com o homem. Querendo fazer-nos entender que aquilo que vemos nem sempre será aquilo que enxergamos.
Reconheço; a mente humana, minha mente, sua mente e a mente de Saramago são muito limitadas para entender certas coisas. A garotinha Isabella , sua inocência e fragilidade atacadas por um ser humano covarde que não entendeu os propósitos do criador para sua vida, e escolheu o mal como regra de conduta, me leva a ter vontade de chorar. Os milhões de mortos inocentes em tantas tragédias causam-nos repulsa. Quando penso na mãe de Isabella (como pai que sou), tento imaginar o sofrimento e a dor que a invadiram aquele instante. Creio que ela tenha vivido o ápice de seu sofrimento.

Jesus, o filho de Deus, no ápice de seu sofrimento clamou: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste ?” Naquele momento, Ele sentiu-se separado de Deus, enquanto tomava sobre si todo mal da humanidade, Ele, por um instante me parece , deixou de ser Deus por não poder ter parte em todo esse mal voluntário do ser humano, mas logo em seguida disse: “Está consumado”...Tudo estava cumprido, sua missão estava completa. Fez o que tinha que ser feito. E assim, a história nos conta que Ele foi á direita do Pai.
Talvez essa seja a frase ecoando na cabeça da Mãe de Isabella, “Deus meu, Deus Meu, porque me desamparaste”...Talvez ecoe nas mentes de tantos outros como Saramago através da pergunta:”Deus onde está você !”

Deus conta com o ser humano, para estabelecer o bem e a verdade no meio onde vive. O mal moral, presente no coração do ser humano não é um atributo divino nem sequer faz parte de sua criação. É fruto da escolha que o homem faz entre o certo e errado e talvez esse preço seja alto demais para mãe de Isabella , para mim e você, e talvez não seja hoje que ela e nenhum de nós entendamos isso perfeitamente, em sua plenitude. Mas Deus existe, e estava presente em cada uma dessas situações !
Li um livro do qual tirei algumas frases contidas nesse texto, e do qual tiro também o título para deixar como conclusão e resposta à Saramago e todos aqueles que tem negado algo tão evidente :

“Não tenho fé suficiente para ser ateu !” (Norman Geisler e Frank Turek)
Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, tem sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis. Romanos 1:20


José B. Silva Junior

sábado, 16 de agosto de 2008

É assim que Deus faz...

Quem poderia imaginar que o menino ia ajudar alimentar a multidão...?

Já parou para pensar que VOCÊ é importante para Deus e que VOCÊ está nos planos dele ?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Dez razões por que nunca tomo banho


Outro do Jornal Batista, achei interessante...


Dez razões por que nunca tomo banho



Escrito por ISALTINO GOMES COELHO FILHO
12-Aug-2008
As pessoas que não freqüentam a igreja apresentam argumentos curiosos em defesa de sua atitude. O adjetivo “curiosos” se aplica mais pelo seu teor simplório.

Para mostrar a inconsistência de alguns desses argumentos, alguém elaborou uma lista bem-humorada chamada “Dez razões por que nunca tomo banho”. Veja as razões e compare-as com as desculpas dadas para não freqüentar uma igreja:
1. Meus pais me forçaram a tomar banho quando eu era criança. Tomei aversão.
2. As pessoas que tomam banho são hipócritas. Elas se julgam mais limpas que as outras.
3. Há muitos tipos de sabonete. Eu nunca saberia, exatamente, qual deles usar.
4. Eu costumava tomar banho, mas tornou-se algo rotineiro e perdeu o encanto.
5. Nenhum dos meus bons amigos toma banho e eu preciso ser igual a eles. Se souberem que tomo banho vão zombar de mim. Preocupo-me mais com a opinião deles do que com minha higiene pessoal.
6. Tomo banho no Natal e na Páscoa. Isso não é suficiente?
7. Começarei a tomar banho quando ficar mais velho. A juventude não é uma época boa para se tomar banho, pois há coisas mais importantes por fazer. O banho atrapalha minhas aspirações de jovem.
8. Não tenho tempo. Ando muito ocupado, trabalhando, estudando, cuidando do meu futuro. Banho pode esperar. Um pouco de sujeira não faz tão mal assim. Na realidade, banho é para desocupado.
9. O banheiro é muito frio. Ou: “O banheiro é muito quente”. Ou, ainda: “É difícil o estacionamento para se chegar ao banheiro”.
10. Os fabricantes de sabonete estão somente atrás do meu dinheiro.
O paralelo é óbvio. As desculpas para não se ir à igreja, em sua maioria, senão totalidade, são totalmente inconsistentes. Da mesma maneira são fracas as desculpas que as pessoas utilizam como justificativa para não dar atenção à sua situação espiritual. Se um simples banho não comporta desculpas assim tão ocas, imagine a questão da vida eterna e do relacionamento com Deus. O pr. Aníbal Pereira Reis, ex-padre, pregando numa ocasião em igreja que pastoreei (PIB de Bauru) perguntou a uma pessoa, ex-colega seu, se ela não queria aceitar Jesus como Salvador. A pessoa respondeu: “Eu tenho minhas convicções!”. O dr. Aníbal, que a conhecia bem, olhou-a firmemente e disse: “Convicções ou conveniências?”. Não entrei em detalhes da discussão, mas guardei a frase: “Convicção ou conveniência?”. Muita gente não tem convicção alguma sobre coisa alguma. Apenas nutre conveniências, tendo um credo tipo “picadinho”, pegando coisas daqui e dali, mas sem sequer costurar as idéias, sem ter qualquer visão completa da vida, sem uma cosmovisão. São pessoas que se recusam a pensar e a analisar, indo ao sabor de momentos e conveniências. De argumentos fracos, suas desculpas parecem as dadas pelo sujeito com vocação para ser Cascão (o personagem de Maurício de Souza que não gosta de banho).
Pois é, você tem algum motivo sério para não cuidar do seu relacionamento com Deus? Ou eles são da mesma espécie das desculpas do avesso ao banho? Não há nenhuma desculpa válida para ignorar-se Deus.
(Elaborado a partir de um recorte encontrado nos arquivos da Igreja, sem dados identificadores.)

ISALTINO GOMES COELHO FILHO - Pastor da IB do Cambuí, Campinas (SP)

domingo, 10 de agosto de 2008

Ser Seminarista

Atendendo ao pedido de algumas pessoas coloco aqui um texto que escrevi e que foi publicado na edição de "O Jornal Batista", do dia 20/07/2008.




Ser seminarista

“Olho para dentro de mim e vejo sementes que precisam morrer, a fim de poderem dar muito fruto.”



A metafísica aristotélica procura entender a verdade e explicar as coisas, através do ser enquanto ser; trabalha com o pensamento de um mundo verdadeiro e real cuja essência é a multiplicidade de seres e a mudança incessante. (E não é que aprendi algo na aula de Filosofia!)
Comecei essa semana refletindo sobre o assunto, tentando me lembrar por quantas mudanças já tive que passar, situações às quais tive que me adaptar, convicções que deixaram de ser convicções, dúvidas que passaram a ser certeza, descobertas que fizeram a diferença para mim, e diferenças que me impediram de fazer descobertas. Desde minha entrada para o curso de Teologia, essa reflexão tem sido uma constante em minha rotina de seminarista. Uma mudança incessante dentro de um ser que absorve, a cada dia, um pouco da multiplicidade de outros seres.
O ser seminarista (é assim que chamam aquele que decide estudar teologia) é algo não tão fácil de se explicar. Somente quem já passou pelo processo ou vive no ambiente de uma faculdade teológica vai saber o que estou querendo (ou tentando) dizer. Você tem de um lado sua convicção de chamado, a certeza da vocação, a vontade de entregar-se à direção de Deus e cumprir seus desígnios; de outro, você tem a dura tarefa de sair de casa, todos os dias, 7h e chegar à meia-noite. Sua vida muda... você, inevitavelmente, será cobrado a se tornar um modelo de cristão, terá que saber dividir seu tempo e se dedicar da melhor maneira possível a ler inúmeros livros e artigos, preparar várias resenhas, fichas de leitura, trabalhos e apresentações em forma de seminário, ser submetido a testes escritos e orais, entregar todos os trabalhos e leituras nas datas pré-estabelecidas (segundo um professor, se você não faz isso, não será indicado, pelo menos por ele, como um “bom pastor”), dar atenção à sua esposa, a seus filhos e à sua família, de modo que eles não tenham do que reclamar quanto à sua postura como esposo, pai, irmão, filho, tio. (já que... “aquele que não governa bem sua própria casa...”). Também deverá ser exemplo de trabalho e dedicação na igreja, afinal, a comunidade investe em você, nada mais justo do que estar presente e ativo em todas as atividades demonstrando e provando sua vocação a todos. As críticas que você receber certamente serão para testar sua vocação e fazer você crescer. Sua vida profissional não pára, você continuará sendo cobrado e exigido segundo os padrões de competitividade do mercado, apesar de talvez não entenderem o por que de alguém que trabalha na área de administração opte por fazer um curso de Teologia. Você deverá continuar se dedicando ao máximo no trabalho, do qual você tira o sustento seu e de sua família.
Em meio a todos esses fatores externos que o cercam, você deverá saber lidar também com os conflitos internos que com certeza virão, e se existir desordem interna, certamente você experimentará frustrações, ansiedades e pouco ou nenhum crescimento. Você não conseguirá se manter em pé se não separar um tempo diário à prática da oração, conversando com Deus sobre tudo que tem feito, buscando orientação do alto sobre as decisões que deverá tomar, estar em permanente contato com sua Palavra para poder assim estar sensível à voz do Pai. Cultivando esse relacionamento com Deus podemos fazer com que nosso senso de auto-estima cresça, nossas intenções sejam renovadas. Será através dessa prática que manteremos nossa comunhão com Deus e moldaremos nosso caráter. Ocorre que nesse período, nem sempre (ou quase nunca) conseguimos atingir esse objetivo. Carecemos mesmo da misericórdia do Senhor. Que bom que elas se renovam a cada manhã!
Olho para mim e vejo sementes que precisam morrer, a fim de poderem dar muito fruto, e toda morte exige sofrimento, e sofrimento é algo indesejável para qualquer um de nós, mas se a semente nega-se a morrer ela também se nega a virar vida, não se transforma, não se multiplica. Talvez essa seja a explicação do por que as pessoas serem tão resistentes às mudanças. Mudar implica em renunciar a si mesmo, deixar que as sementes que estão dentro de você morram. Mudar dói...
O que percebo hoje é que todas essas mudanças me conduzem para um discernimento correto, aponta para uma segurança e maturidade maior do objetivo para o qual caminho, e penso que a ação de mudança contínua me leva a entender de forma mais profunda a necessidade de transformações que ainda preciso experimentar.
O processo todo faz com que a vocação seja confirmada, dia após dia, e vejo que ela é muito mais importante do que achava ser há tempos. Mais crises virão pela frente e mais crises ficarão para trás, o ser enquanto ser depende cada vez mais do Ser-Supremo.
Usando o jargão de um colega seminarista – “Tudo são pressupostos”. O que realmente importa é estarmos atentos a cumprir a missão para a qual fomos chamados

“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta" (Hb 12.1).

A saída para o nosso desânimo está no alicerce que sustentava Jesus quando cada pedra, prego ou fardo era lançado sobre ele. Ânimo meu irmão!

JOSÉ B. SILVA JUNIOR - Seminarista, segundanista da FTB de Campinas (SP)


sábado, 9 de agosto de 2008

DIA DOS PAIS


Esse é o primeiro dia dos pais sem a presença do “Seu Silva”...

Dia difícil, onde as lembranças ressurgem com mais força, e a vontade de ir até sua casa abraçá-lo, aumenta. Saudade de poder subir os degraus depois do portão, e dali mesmo já vê-lo nos esperando, dar aquele costumeiro beijo em sua face, e receber o costumeiro tapinha nas costas e a saudação ... “e aí filhão, tudo bem ?”. Sentar no sofá, de frente á ele, e conversar sobre aquelas banalidades de sempre, afinal, o assunto quase sempre era um assunto qualquer, o que importava mesmo era estarmos ali perto, ver o seu sorriso, ouvir suas queixas, contar-nos sobre seu trabalho, falar de política, de futebol, sobre as coisas da igreja...

Saudade das reuniões em família, da mesa repleta de comida e dos filhos, filhas, genros, noras, netos à sua volta...da churrasqueira que não se acendeu mais..., de vê-lo com o pano de prato sobre o ombro, a tábua de carne na mão, “já parou Junior...? Há..tá esperando o segundo tempo...?” Saudade de vê-lo implicando com o barulho das crianças, com os latidos dos cachorros..., de vê-lo assobiando uma melodia qualquer, das quintas-feiras à noite (devia ter ido mais...), da costela na cebola , do pão com mortadela e da coca-cola gelada que ele tanto gostava...

É ...“Seu Silva”...quanta saudade.

Quis nosso Pai dos Céus, que assim fosse esse dia dos pais de 10/08/2008. E pensando assim, lembrei que “Seu Silva”, antes de ser o papai, era um querido filho do nosso PAI maior.

E agora lá está ele, em Sua presença. Ano passado, logo após o papai ter nos deixado, escutei uma música que me confortou. A música, falava de buscarmos uma proximidade com Deus, e do desejo que Ele tem em que façamos isso. Fez-me pensar em como Deus nos ama como Pai e do seu intento de ter um relacionamento conosco de pai para filho , e que seus propósitos, apesar de nem sempre os entendermos, são sem dúvida, os melhores pra nós. Mas a situação que estávamos vivendo fez também com que eu percebesse, que além de buscarmos ter esse contato mais próximo com Deus e podermos alcançar essa vida cheia da alegria que só Ele pode dar enquanto temos nossos pulmões cheios de ar, além disso ainda, podemos entender também, que Deus está nos esperando para um contato ainda mais próximo, para dar a cada um de nós, uma vida incomparável á essa que temos hoje: A vida que Ele deu ao nosso papai Silva. Imaginei o soberano Deus aguardando o momento de encontrá-lo, assim como nós também sempre aguardávamos encontrá-lo em sua casa. Assim como queríamos seu abraço Deus também o esperava para abraçá-lo. Posso até imaginar Deus falando com ele... “E aí filhão , tudo bem ?”. Papai, encontrou-se com Deus, e Deus o tomou no colo e deu novas vestes à ele. Nesse dia, quando ouvi essa música, imaginei Deus falando com o papai:





FELIZ dia dos pais !!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Adesão ou Conversão ?


Adesão no dicionário da língua portuguesa figura com os seguintes significados : Aderência, união, junção: força de adesão. / Fig. Consentimento, aprovação: dar sua adesão ao projeto. / Inscrição num partido, numa associação.

Aderimos á planos médicos e odontológicos, partidos políticos, provedores de Internet, operadoras de celular, Tvs à cabo, etc. Esses dias estava até pensando em fazer uma adesão á um plano funerário, me convenci de que é uma adesão necessária.

Adesão então, implica em consentirmos com ideais e projetos apresentados, estarmos inscritos como participantes e beneficiários das vantagens que esses ideais podem nos proporcionar, não importando o quanto eu participe daquilo que o plano ao qual aderi tem por meta, meu objetivo será o poder usufruir de suas vantagens, no momento em que precisar.

Penso que ás vezes, refletindo teologicamente, temos feito uma adesão ás coisas de Deus.

Aderimos á uma comunidade que prega Jesus Cristo, consentimos e aprovamos suas doutrinas e práticas, nos inscrevemos através do batismo á um grupo religioso. Nos unimos, perante a sociedade, à uma associação entre pessoas que mantém uma mesma crença , nos tornamos participantes e aguardamos pelas benesses que isso possa nos render.

Josué, reuniu pessoas que haviam feito uma adesão á um grupo, e explicou-lhes a diferença entre adesão e conversão.

Já avançado em idade e preocupado com o destino do povo Israelita, ele lembra à todo o povo de como Deus havia cuidado milagrosamente de seus antepassados, das vitórias nas guerras, da travessia do Mar Vermelho, das terras férteis e produtivas que tinham recebido das mãos Dele. Possuíam todos esses benefícios pela adesão que fizeram à cidadania Israelita.

Josué então também os lembra de que era necessário além dessa adesão,uma total conversão por parte deles. Em um dos textos mais contundentes do Antigo Testamento, Josué pede que todo o povo faça uma decisão séria, de seguirem verdadeiramente à Iavé.

“Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade. Joguem fora os deuses que seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito, e sirvam ao Senhor. Se porém não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos seus deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor”. Josué 24:14-15.

Não é incrível notarmos como todo o povo tendo passado por tantas maravilhas na presença de Deus, ainda precisasse ser alertado a quem devessem servir? No versículo 19 do mesmo capítulo Josué declara para o povo: “...vocês não tem condições de servir ao Senhor...”, e no verso 24 ele diz que o povo estava voltado para deuses estrangeiros que tinham em casa.

Penso ás vezes que assim como aquele povo, não temos condições de servir ao Senhor. Fazemos tal qual o povo de Israel naquele momento, uma adesão aos ensinos Divinos. Falta-nos uma conversão verdadeira. Nos apegamos aos nossos “deuses estrangeiros”, corremos atrás de adesão ao poder, adesão aos prazeres e adesão ás posses. Servimos ao “deus do materialismo” e por vezes ao “deus do intelectualismo”.

Deus deseja que sigamos e prossigamos além da adesão. Ele quer conversão total e compromisso sério e exclusivo com ele. Esse compromisso em nossas vidas implica em uma decisão que temos que fazer dia-a-dia, de escolher a quem servir em cada momento de nossas vidas.

Que possamos refletir e estar tomando a mesma decisão que o povo de Israel:
“E o povo disse à Josué: “Serviremos ao Senhor, o nosso Deus, e lhe obedeceremos” Josué 24:24

Que Deus nos ajude !
José B.Silva Junior

terça-feira, 29 de julho de 2008

Além da Pergunta

Essa semana é a última antes do reinício das aulas. Resolvi então aproveitar bem os momentos ao lado de minha família, e como já postei aqui as fotos da Júlia e do Joás, vou também postar um texto que escrevi uns dias atrás, mais precisamente no dia 13/06/2008, um dia após o chamado, dia dos namorados. O Texto fala sobre o amor, e é na verdade uma declaração á alguém mais do que especial prá mim...

Além da Pergunta...

Inspirado pelo dia dos namorados, e por um amigo da faculdade, que conversou comigo ontem e se disse animado com o futuro casamento, fiz a mim mesmo uma pergunta que deixa muita gente confusa: “O que é o amor” ?. Enquanto namorados (as), noivos (as), esposos (as) e companheiros (as), quando recebemos aquela tradicional e famosa pergunta: “Você me ama?, o que respondemos ? Quase que invariavelmente a resposta é sim. Mas sabemos mesmo o que é o amor ?

Já vou logo de antemão, dizendo que não serei capaz aqui, de organizar palavras ou frases que possam responder ou dar uma definição sintetizada do que seja o amor. Mesmo por que, penso ser o amor no aspecto homem/mulher , um sentimento inexplicável, uma experiência pessoal, algo que precisa ser vivido e experimentado. Vou tentar entender então, junto com você leitor, o que seria o amor.

Imagine um casal de namorados, os dois com 16 anos de idade, no auge da adolescência, criados em cidades diferentes, em famílias que nunca se viram. Com três meses de namoro separam-se pela distância, mas apesar disso, continuam o relacionamento. Durante mais de dois anos, relacionam-se por cartas, telefonemas e eventuais viagens que o namorado fazia. Completam cinco anos de namoro, e é importante destacar que a sustentação do relacionamento sempre foi baseada na sabedoria, paciência, discernimento e disposição em perdoar da namorada ante os conflitos do namoro. Ele na maioria das vezes mostrava imaturidade para resolver as questões sobre os assuntos que envolviam o casal. Decidem assim mesmo, que já estavam, aos 21 anos de idade, preparados para o casamento. Após dois anos de casamento, o agora marido, decide deixar a cidade onde moravam ,ela então abre mão do convívio com mãe, ,irmãs e sobrinhos. abre mão de suas origens, das amizades e da comunidade da qual fazia parte para dedicar-se ao relacionamento e ao casamento. Após 08 anos de casamento, já tinham 02 filhos. O convívio com a esposa, fazia com que o marido reconhecesse que dependia daquela mulher para viver. Seu exemplo de fé, sua dedicação, entrega, renúncia e doação de vida em favor do marido e dos filhos, fosse nos momentos alegres ou tristes da vida, fazia com que ele desejasse fazer a mesma coisa. Hoje, o casal já completou 15 anos de casados, 20 anos desde o primeiro beijo e do primeiro “eu te amo”. Ontem, dia dos namorados, após um dia difícil e cansativo no trabalho quando o marido chegou da faculdade, achou em seus recados no computador a seguinte mensagem:

“Amar...
Amar é olhar para dentro de si mesmo
É dizer: eu quero! É viver intensamente
É sonhar com uma gota de realidade
É realizar uma gota desse sonho
É estar presente até na ausência
Amar é ter em quem pensar
É razão que ninguém teria razão para nos tirar
É ser só de alguém, e nunca deixar esse alguém só
É pensar em você tão alto a ponto de você escutar
Amar é ir até a morte, é acordar para a realidade do sonho
É vencer através do silencio ,é ser feliz até com um pouco...quando muito não é bastante.
Amar é dar anistia ao seu coração, é sonhar o sonho de quem sonha com você
É sentir saudades...é chegar perto na distancia
Amar é a força da razão , é quando os momentos são eternos
Amar é ser adulto e se sentir criança, é viver a vida em versos...e ao inverso
É a maior experiência na vida de um homem ,mas acima de tudo ,Amar é crer em Deus...
Porque Deus é amor”

“Junior ,Te Amo ! Ass. Nilce.”

Hoje eu sei o que é amor. Fui ensinado a percebê-lo e a cultivá-lo. E quando a Nilce me pergunta: Você me ama ?, eu respondo com toda a certeza e com toda a convicção: “Sim Nilce, Eu amo você”! E agradeço a Deus pela ajudadora que me deu, por ter uma mulher que vive Sua palavra e intercede pela minha vida e dos meus filhos continuamente, sem desanimar.


“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor”
I Coríntios 13,1-13

Que Deus, abençoe a todos os casais...
E que Seu amor seja o mais importante em nossas vidas !

José B. Silva Junior

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