Atingidos pelos Reflexos...

terça-feira, 16 de julho de 2013

Um Exame do Ensino de Rick Warren

Um Exame do Ensino de Rick Warren
sobre "Crescimento Exponencial"
por
Brian Jonson

Rick Warren, pastor da maior Southern Baptist Church no mundo, se tornou um nome familiar. Autor do best-seller “Purpose-Driven Life” (Uma Vida com Propósito), ele tem maior exposição, tanto para o mundo infiel, quanto para a Igreja, do que qualquer outro autor cristão. Claramente, quando ele fala, o povo ouve. Tiago 3:1 nos lembra que quem ensina está sob um nível de escrutínio de Deus diferente de qualquer outra pessoa. Encarregado de anunciar o evangelho das Boas Novas, um ministro deve aproximar seu chamado com o máximo de sobriedade e cuidado. Nesta breve discussão, eu não tenho nenhuma intenção de entrar na questão dos motivos de Rick Warren. Eu não tenho nenhuma razão para acreditar que ele não ama a Deus, sua igreja e os infiéis. Não há nada em sua vida que me leve a acreditar que ele seja um lobo em pele de ovelha. No entanto, a Bíblia nos encoraja a examinar todas as coisas como os bereanos e discerni-las. Ninguém está acima deste exame bíblico. Os fins nunca justificam os meios quando isto se refere ao ministério cristão.
O vídeo [1] sobre crescimento exponencial, apresentado por Warren, é um dos mais chocantes ensinos que eu jamais vi emergindo de uma Batista do Sul. Nossa denominação é considerada conservadora e completamente baseada na Bíblia. Quando um ministro na Igreja Batista do Sul apresenta filosofias ou doutrinas que são contrárias às Escrituras, ele deve ser repreendido. Isto é verdadeiro para o pastor da menor congregação assim como para o da maior. O fato da Igreja de Saddleback ser a maior em nosso movimento faz esta ação tanto mais urgente.
Eu não me envergonho de confessar que eu nunca fui um fã do "Uma Vida com Propósitos", "Uma Igreja com Propóstios" ou atividades associadas. Eu li algo de ambos os livros e, francamente, não precisei finalizar nenhum deles. Existem duas características distintas presentes na filosofia de Warren. Primeiro, ele conta com uma doutrina pragmática e fraca. Segundo, ele faz mal uso das Escrituras a um grau tamanho que eu questiono se ele teve um simples curso de hermenêutica bíblica.
Pragmatismo é a prática de contar com métodos ou técnicas mais do que em nosso Soberano Deus para os resultados. Pragmatismo é a noção de que o significado ou importância é determinado por conseqüências práticas. É a filosofia que olha para as metodologias de marketing do mundo ou pesquisas de mercado mais do que para exemplos ou mandatos bíblicos. Quando determinar como se deve “tocar” uma igreja, um pastor com bases na Bíblia perguntará “o que mais honra a Deus ou está claramente revelado nas Escrituras”, enquanto o pragmático buscará a avaliação na comunidade. Uma das ações mais famosas de Warren é na área de música. Ele alega que pesquisou a comunidade local e perguntou qual era sua preferência musical. Após determinar o consenso popular, ele “se livrou do órgão” e montou uma banda de rock. Não há nada anti-bíblico a respeito de uma banda de rock, mas tomar aquela resolução baseada numa pesquisa popular de infiéis é na melhor das hipóteses um método questionável. R.C. Sproul coloca isto muito bem quando ele diz:
Os únicos seekers [Nota do revisor: literalmente "os que estão procurando"; termo utilizado para descrever aqueles que vão à igreja, que estão "procurando", mas não são convertidos] que visamos atrair com um culto que os sensibilize são os crentes que estão procurando uma igreja diferente. Apresentando um Deus que quer que olhemos para nós mesmos, que não julga e comanda, que tenha um conjunto de maravilhosos insights sobre como ter um casamento feliz e saudável, nós colocamos o aval de Deus no narcisismo. Não há nada que os evangelicais gostem mais do que ouvirem dizer que Deus os ama do jeito que eles são.
Mas por que os seekers não estão vindo? Eles gostam de música pop, então nós lhes damos música pop. Eles gostam de histórias, então nós lhes damos peças de teatro. Eles gostam de anonimato, então deixem ter. Eles gostam de conveniências, então nós iremos trocar o óleo enquanto eles estão aqui (isto na verdade está sendo feito)...O problema é que nós não podemos fazer nenhuma destas coisas tão bem quanto o mundo pode. Por que se levantar numa manhã de domingo e dirigir a algum lugar para ouvir música pop, se ela está tão perto quanto meu aparelho de som? Por que escolher roteiros malfeitos quando a televisão faz isto muito melhor? Por que gastar uma hora numa troca de óleo quando os profissionais podem fazer isto em dez minutos? [2]
A teologia fraca e o mal uso das Escrituras por Warren é significante e está repleta do começo ao fim em seu material. Visivelmente ausente em “Uma Vida com Propósito” é um clara definição do que seja nascer de novo. [3] Não há nenhuma dúvida em minha mente de que esta é uma das razões para que ele se mantenha na lista dos best-sellers. Talvez a seguinte citação seja o mais próximo do que Warren explica sobre o que é ser redimido:

“Deus não pergunta sua prática religiosa ou visão doutrinária. A única coisa que vai importar é, você aceitou o que Jesus fez por você e você aprendeu a amar e confiar nele?” (Warren, 34) 

Realmente? Se isto é verdade, então os mórmons podem ficar em grande conforto. Depois de instar seus leitores a acreditar que Deus os escolheu e que receberam o poder do Espírito Santo para “cumprir sua vida com propósitos” (Warren,58), ele oferece uma pequena oração que salvará as pessoas. De acordo com Warren, aqui está como você será salvo: “Eu te convido a inclinar sua cabeça e em silêncio sussurrar a oração que mudará sua eternidade, ‘Jesus, eu creio em você e te recebo’”. Então ele faz sua promessa: “Se você concorda sinceramente com esta oração, congratulações! Bem-vindo à família de Deus!” (Warren, 59).
Onde está a ira de Deus contra os pecadores? Onde está a redenção do sangue de Cristo? Este é um exemplo da fraca teologia de Warren.
A respeito de seu mal uso das Escrituras, veja o seguinte:
“A Bíblia diz: ‘Auto-ajuda não é ajuda de maneira nenhuma. Sacrifício próprio é o caminho, meu caminho, para se encontrar a si mesmo, seu verdadeiro eu’” (Warren, 19).
A passagem que ele cita é Mateus 16:25. A tradução (ou paráfrase) é do The Message. A versão New King James diz: “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.” (N.T. ARA).
Claramente, esta passagem está ensinando que nós devemos considerar nossas vidas mortas (carregar nossa cruz) diariamente, para seguir a Cristo. Esta passagem não ensina nada a respeito de auto-ajuda ou auto-estima. E ainda, Warren faz uma ligação estranha a exatamente isto quando ele diz: “É a respeito de se tornar o que Deus te criou para ser.” (Warren,19). Isto é simplesmente falso.
Existem muitos exemplos deste tipo de erro em seu livro. Warren trabalhou na escola de Robert Schuller de crescimento da igreja. A ênfase de Schuller na auto-estima e no pragmatismo são claramente adotados na filosofia de Warren. Schuller endossa o livro “Uma Igreja com Propósito” logo nas primeiras páginas. Como Warren pôde aceitar o endosso de um homem que negou o pecado e perdeu completamente o evangelho, está além da minha compreensão.
Agora eu gostaria de discutir o vídeo “Pensamento Exponencial” que eu mencionei no começo. Este vídeo é dirigido a pastores que estão se preparando para o programa de igreja “Com Propósito”. Nesta apresentação de 20 minutos, Rick Warren afasta-se da sã hermenêutica cada vez mais. Desde suas primeiras frases, eu poderia facilmente substituir esta Batista do Sul por um Carismática moderna e não teria percebido a diferença. Não há quase nada Batista abordado em sua breve argumentação.
Aqui estão algumas coisas que Warren disse em seus breves primeiros minutos:
“...O fundamento mais importante – pensamento exponencial.”
“Se você quer que Deus faça algo realmente grande em sua igreja, você terá que aplicar os princípios de pensamento exponencial como são ditos na Bíblia.”
“O Senhor claramente pôs uma idéia em minha mente...Deus me disse que minha fé não era grande o suficiente...‘você precisa pensar exponencialmente’ foi o pensamento que Deus continuou inculcando em minha mente.”
Agora, meu primeiro pensamento é, “o que é pensamento exponencial?” Ele está afirmando que é “o princípio mais importante”, e então é justo examinar este termo como ele o define. Essencialmente, Warren alega que pensamento exponencial é “adicionar um zero” a qualquer número que você tenha em mente. Vamos por isto no contexto. Warren esta introduzindo uma estratégia de crescimento de igreja e alega que este é o princípio mais importante. O que é a igreja? A igreja é uma organização? É um negócio? É uma organização benevolente, sem fins lucrativos? É um centro de aconselhamento? Não, a Igreja é o corpo vivo de Cristo. Não é uma organização, é um organismo. Cristo é a cabeça e Ele é responsável pelo seu crescimento. Veja Atos 2:46.
“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” [4]
Me parece claramente que o “princípio mais importante” do crescimento da igreja é a supervisão do Senhor Jesus Cristo. A estratégia de Warren de pensamento exponencial suplanta o papel de Deus como o único que no final das contas faz Sua igreja crescer. Nenhum pacote de estratégias, macetes, persuasão ou promessas resultará num verdadeiro crescimento da igreja. Nosso soberano Senhor é O responsável por isto.
Quando Warren diz “se você quer que Deus faça algo realmente grande...” então você tem que pensar exponencialmente. Também, ele diz “Deus me disse que minha fé não era grande o suficiente.” Eu tenho que admitir, quando eu o vi fazer estas declarações, eu instantaneamente pensei no tipo de falso ensino que alguém vê na TBN em qualquer dia da semana. Hebreus 1 diz que “Deus...nestes últimos dias, nos falou pelo Filho.” Ninguém ouve a voz audível de Deus. Se Warren quis dizer que ele teve uma impressão que sua fé não era grande o suficiente, então ele deveria ser cuidadoso em expressar deste modo. Um pastor responsável não deveria ser tão descuidado. Não obstante de como isto foi expressado, alguém precisa questionar se isto é uma declaração verdadeira. Se Deus é o responsável pelo crescimento de Sua igreja, e nenhum outro método é deste modo legítimo, então Deus deveria castigar Warren por falta de fé em algo que ele não pode fazer? Desde o começo , sua premissa é imperfeita. Entretanto, ele alega que Deus lhe deu 10 princípios ligados ao crescimento exponencial. Eles são:

1 - Crescimento exponencial é possível – Gn 47:27
Com seu primeiro ponto, Warren começa a descarrilamento de exegese imperfeita.

“Assim, habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen; nela tomaram possessão, e foram fecundos, e muito se multiplicaram.” [5]
De algum modo, Warren deseja pegar esta passagem fora do contexto e tenta aplicá-la para um programa específico de crescimento da igreja. A passagem de Gênesis simplesmente declara um fato: os filhos de Israel se multiplicaram extremamente, até mesmo exponencialmente. Entretanto, isto está diretamente ligado ao fato de que Deus especificamente disse a Abraão que eles iriam! Não há nada revelador aqui. Não há nada relacionado com o programa dos “40 Dias de Propósito” de Warren aqui. Surpreendentemente, ele analogamente menciona a Starbucks e Krispy Kreme como exemplos do porque nós deveríamos esperar que nossas igrejas cresçam exponencialmente. Ao invés de reconhecer que a igreja não é um negócio, ele a compara a duas companhias que tiveram crescimentos rápidos. Qualquer um com uma carga razoável de discernimento deveria ver a invalidade desta ilustração.

2 - Crescimento exponencial é o modelo do Novo Testamento – Atos 6:7 
“Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé.” [6]

Warren pega uma declaração geral a respeito do corpo de Cristo e a aplica para congregações individuais. A igreja teve um crescimento exponencial desde o livro de Atos? Certamente. Nós devemos esperar aquele mesmo crescimento em cada congregação? Nada nos diz que devíamos. Pela Providência de Deus, existe igrejas cristãs em quase todas as comunidades da América. Muitas destas comunidades são muito pequenas . Algumas delas estão em cidades que estão extinguindo. É razoável para uma pequena igreja que honra a Deus, em uma cidade pequena, experimentar um crescimento exponencial? Eu diria que não. Isto significa que a fé do pastor é deficiente? Eu não penso isto. Chamar o crescimento exponencial de modelo do Novo Testamento só é certo se alguém se refere ao corpo de Cristo como um todo e não congregações individuais.


3 - Crescimento exponencial traz honra a Deus – Is 26:15 
“Tu, SENHOR, aumentaste o povo, aumentaste o povo e tens sido glorificado; a todos os confins da terra dilataste.” [7]

Este ponto é quase desnecessário. Ninguém questiona a verdade do que está dito aqui. A passagem em Isaías está olhando na direção da realidade profética de que Israel iria ser aumentado depois de seu cativeiro. Deus não iria esquecê-la e Ele iria os restaurar e devolver crescimento. Deus receberá honra por aquilo. Não há nenhuma aplicação direta para congregações individuais aqui. Pior, ele faz esta afirmação se referindo a este ponto:
“Nós limitamos Deus quando nós pensamos em adição ao invés de multiplicação ...Deus quer que nós pensemos em termos exponencial.”
Ele quer? Onde Deus diz isto em Sua Palavra? O expectador é chamado a aceitar esta afirmação pelo valor declarado, sem nenhum suporte qualquer. Talvez Warren confie no fato que ele já tenha indicado que ele ouve a voz verdadeira de Deus, então como nós poderemos questioná-lo? A sugestão de que nós “limitamos Deus” é uma blasfêmia. É uma afronta máxima à um Deus soberano sugerir que nossas ações, ou inércia, de alguma forma negue a Ele a capacidade de realizar Seus propósitos. Existe uma muito, muito grande má teologia aqui e eu estou receoso de que muitos expectadores nem mesmo reparam isto.

4 - Crescimento exponencial prende a atenção do mundo incrédulo – Ex 1:12 
“Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam; de maneira que se inquietavam por causa dos filhos de Israel.”[8]
Qualquer estudante preguiçoso da Bíblia identifica esta passagem como significativa por causa de seu contexto. Os capatazes egípcios estavam colocando uma carga pesada sobre os escravos hebreus. Por causa da promessa abraâmica de crescimento fenomenal, os filhos de Israel continuavam ampliando em número apesar de seus maltratos. Os egípcios estavam aflitos porque eles testemunhavam este fato. Com um completo mau trato da Palavra de Deus, Warren lança este exemplo para a era do Novo Testamento e diz: “Vocês não gostariam, pessoal...de estarem alarmados porque sua igreja está crescendo tão rápido?” Eu não entendo como Warren pode fazer este tipo de pergunta.

5 - Crescimento exponencial e causado por Deus – Dt 1:10. 
“O Senhor, vosso Deus, vos tem multiplicado; e eis que, já hoje, sois multidão como as estrelas dos céus.”[9]
Esta passagem é relacionada a Israel, do mesmo modo como era nos pontos anteriores. Entretanto, sua afirmação, “crescimento exponencial é causado por Deus” é indiscutivelmente verdade. Minha pergunta para Warren é esta: Se crescimento exponencial é causado por Deus, então porque você está ensinando as pessoas como atingir isto usando seu programa? Eu realmente me admiro se Warren está remotamente consciente de como ele contradiz seu programa de propósitos, concordando com a soberania de Deus aqui.

6 - Crescimento exponencial é o resultado da benção de Deus sobre sua vida – Is 51:2
“Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque era ele único, quando eu o chamei, o abençoei e o multipliquei.” [10]
Warren parece fixado com as promessas de Deus para Abraão de aumentar o número de Israelitas, provavelmente porque isto se encaixa em sua tese tão bem. Esta técnica, de encontrar textos isolados ou não relacionados que suportam uma tese ou posição particular , vem se tornando mais e mais comum entre os Batistas do Sul. Quando um pastor/professor aborda a Palavra de Deus fragmentada, ao invés de verso a verso e no contexto, ele corre o risco de cometer erros de interpretações sérios. Este é um exemplo perfeito. Acrescentando, a suposição que ele está fazendo no ponto seis é errada. É uma afirmação lógica “se/então”. Se Deus abençoa sua vida, então você experimentará o crescimento exponencial. Ele está atribuindo este crescimento à benção de Deus. Então, ele aplica isto para cada congregação da igreja da mesma forma. Como eu disse antes, não é razoável esperar que toda igreja local cresça como Warren espera que elas cresçam. Existem muitas razões demográficas e certamente espirituais porque certas igrejas não irão crescer exponencialmente. Eu vou ainda mais longe a ponto de dizer que a Bíblia indica apostasia crescente nos últimos dias, não um crescimento repentino na igreja. Se é que ocorra, o que podemos esperar ver é um crescimento menor já que o Caminho é estreito.

7 - Crescimento exponencial faz Deus sorrir. Ele recompensa isto – Nenhuma referência bíblica. 
Warren se referiu à parábola dos talentos depois de apresentar este ponto. Talvez o leitor tenha notado o que eu notei –se crescimento exponencial é causado por Deus (veja ponto 5) e isto trás honra a Deus (ponto 3), então porque Deus está recompensando o homem por isto? Ele está ensinando como causar que ocorra crescimento exponencial, mas então diz que tudo é de Deus. Depois de dizer que tudo é de Deus ele está alegando que Deus irá nos recompensar por fazer isto. Isto é contraditório e confuso, na melhor das hipóteses.

8 - A única barreira para o crescimento exponencial é nossa incredulidade – Mc 6:52 

“Porque não haviam compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido.” [11]
Não há nada no verso acima relacionado a se a igreja local vai ou não experimentar uma taxa específica de crescimento. Nossa falta de fé limita Deus? Não, certamente não. Nossa falta de fé limita nossa efetividade ou restringe o que Deus pode fazer por nosso intermédio? Esta pergunta merece uma consideração teológica cuidadosa. Em pelo menos uma ocasião nosso Senhor limitou os milagres que ele fez baseado na falta de fé do homem (Mc 6:6-6). De qualquer modo que nós tratemos deste fato, nós podemos estar certos que não se aplica como Warren supõe. Deus é soberano sobre Sua igreja, Ele é quem causa o crescimento. Warren está fazendo isto uma responsabilidade do homem.

9 - O segredo do crescimento exponencial é crer em Deus para grandes coisas – Mt 9:29 e Tg 5:16. 
“Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé.” [12]
“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”[13]
A promessa de Warren neste ponto é contingente sobre a validade do conceito de crescimento exponencial. Como nós estamos descobrindo, a premissa inteira é errada e, portanto, este comentário é irrelevante. As passagens que ele providenciou são particularmente instrutivas aqui. É verdade que nossa crença em Deus pode/vai resultar em “grandes coisas”. Cura física como parte da profecia messiânica e ter nossos pecados perdoados são elementos bíblicos essenciais. Crer em Deus para um programa de crescimento de igreja local é totalmente outra coisa.

10 - Crescimento Exponencial começa com pensamento exponencial – Is 4:2,3. 
“Naquele dia, o Renovo do SENHOR será de beleza e de glória; e o fruto da terra, orgulho e adorno para os de Israel que forem salvos. Será que os restantes de Sião e os que ficarem em Jerusalém serão chamados santos; todos os que estão inscritos em Jerusalém, para a vida.” [14]
Eu sou incapaz de achar a conexão entre o décimo ponto de Warren e esta passagem de Isaías.
Quando eu leio uma afirmação igual a esta, eu imediatamente penso em Norman Vincent Peale ou Robert Schuller. Este tipo de “mude a realidade com seu pensamento” faz parte da heresia da fé do mundo carismático. Não há desculpa para um ministro da Batista do Sul estar se metendo nestes assuntos. Infelizmente, a popularidade de seu livro e programas parecem ter entorpecido o discernimento doutrinário de milhões de evangelicais. A meu ver, uma afirmação como esta deveria disparar alarmes vermelhos imediatamente.

Como se dez pontos não sejam suficientes, Warren então gasta alguns minutos explicando como utilizar o pensamento exponencial. Aqui estão algumas citações:
“Como você pensa exponencialmente? Você simplesmente põe um zero atrás do número.”
Ele disse que Deus disse para ele:“você não está pensando grande demais – acrescente um zero”. Ao invés de 3000, pense 30.000. Ele nos recomenda a fazer isto em nossos eventos. “Deus teria que mostrar...forçar-nos a pensar do jeito que nunca pensamos antes.”
“Pensamento exponencial te protege de cometer o erro de preparar um sistema que não se torne maior”. Ele disse que a igreja está “presa em um calçado que não é capaz de se tornar maior.” Isto é devido a nosso pensamento errado.
“Pastores e líderes...vocês estão limitando o crescimento de suas igrejas porque vocês não estabeleceram metas que os forcem a pensar fora do enquadramento e ... fazer as coisas de novos modos.” “ Nós podemos estar limitando a vontade de Deus para nossas igrejas.” “A fé nos alarga...age no reino do impossível...o que não provém da fé é pecado.”
Por favor leia novamente estas citações. Estas afirmações não estão sendo feitas por um Oral Roberts ou Benny Hinn, elas são completamente de um pastor da maior igreja da Convenção Batista do Sul. Onde está a responsabilidade final? Quem está refutando Warren em sua doutrina errônea e a teologia centrada no homem? Como um programa deste tipo desfruta de tamanha aceitação? Eu creio que a resposta é o pragmatismo. Muitos pastores estão infelizes e até mesmo deprimidos com suas pequenas congregações. Eles sentem como se pregar a Palavra exponencialmente não seja interessante o suficiente. Eles vêem Rick Warren tirar suas meias e colocar uma camiseta havaiana e pensam que o poder de Deus está por trás disto. Existe uma pela Palavra de Deus em nossa terra. Não existe uma fome de mega-igrejas ou de livros de Rick Warren. E, eu temo que estes que estão tentando subsistir numa dieta da filosofia de “guiado por propósito” achará seus ouvidos coçando e a força espiritual partindo.

NOTAS:
[1] http://purposedriven.com/content.aspx?id=4903
[3] Tendo admitido que eu nunca terminei seu livro, eu, apesar de tudo, sustento esta declaração baseado em discussões que tive com cristãos que o leram e podem confirmar este ponto.
[4] The New King James Version. 1996, c1982 . Thomas Nelson: Nashville
[5 ]The New King James Version. 1996, c1982 . Thomas Nelson: Nashville
[6] The New King James Version. 1996, c1982 . Thomas Nelson: Nashville
[7] The Holy Bible : King James Version. 1995 . Logos Research Systems, Inc.: Oak Harbor, WA
[8] The Holy Bible : King James Version. 1995 . Logos Research Systems, Inc.: Oak Harbor, WA
j ?Gen. 15:5?; ?22:17?; ?Ex. 32:13?; ?Deut. 7:7?; ?10:22?; ?26:5?; ?28:62?
[9] The New King James Version. 1996, c1982 . Thomas Nelson: Nashville
[10] The Holy Bible : King James Version. 1995 . Logos Research Systems, Inc.: Oak Harbor, WA
[11] The New King James Version. 1996, c1982 . Thomas Nelson: Nashville
[12] The New King James Version. 1996, c1982 . Thomas Nelson: Nashville
[13] The New King James Version. 1996, c1982 . Thomas Nelson: Nashville
[14] The Holy Bible : King James Version. 1995 . Logos Research Systems, Inc.: Oak Harbor, WA




Tradução livre: Edwagner Martins
Revisão: 
Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 04 de Setembro de 2004.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

É Deus Mamãe !!!

Como disse o Caio Fábio: Precisávamos de mais redemoinhos como esse pelo Brasil afora. rsrs

quinta-feira, 19 de julho de 2012

I Fix You

Se perdeu alguma coisa que não pode recuperar... luzes vão te guiar até sua casa... seus ossos serão inflamados... e EU vou tentar recuperar você,,, Algum artista "gospel" poderia ter gravado.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Em que pensas ?


Fico de frente com a pergunta que sempre se repete cada vez que abro aquele site da rede social: No que você está pensando? 

 Penso na dificuldade de escrever e expressar minhas idéias através de palavras e memórias. Lembrar dos tempos, dos anos passados, não é difícil, difícil é achar o equilíbrio que deve haver entre as experiências vividas e pensadas e as palavras que vão mostrá-las. Discutir vivências, querer mostrar ao mundo sua interpretação da vida, deixar registrado aquilo que importante se tornou através dos tempos e que foram motivos de rugas, manchas na pele e cabelos grisalhos ou de fortes alegrias, das emoções afloradas e dos sentimentos de satisfação plena, é sem dúvida um trabalho por demais complexo. 

 Nesse desejo de querer transformar vida e pensamentos em códigos que outros possam interpretar, acabamos construindo e destruindo limites que separam o real do irreal, colocamos memórias e lembranças em intercalações contínuas e descontínuas, tudo em busca do desejo de fazer-nos entender e de entender a nós mesmos. 

 Mas que pretensão essa minha, de querer através de simples grafismos e marcas fonéticas mostrar ao mundo o que vivo, sinto e penso. Conseguirei algum dia? 

 Torço pelos que olham os sinais gráficos de que disponho,para que o façam com grande sensibilidade e que junte-os com inteligência . Que se preocupem não só com aquilo que se apresentou acontecido, mas principalmente com aquilo que o acontecimento pode movimentar na vida e na alma das pessoas que conheceram o acontecido. Mas ainda que difícil, é isso que escolho... o risco de compartilhar memórias da vida, tentar criar vínculos... e não ser compreendido. 

 É inevitável que na construção de ajuntamentos de minhas memórias dentro desses 41 anos vividos, faça eu uso de experiências únicas, ( é óbvio, qualquer que queira comunicar algo, o fará com base em memórias e experiências adquiridas no âmbito do convívio familiar e de todos os outros seres humanos com quem tenha trocado algum tipo de relação), logo, quanto mais conhecer pessoas e outras culturas, mais próximo de ser entendido por outros estarei. Há a consciência de que quanto mais ampliamos esse círculo, mais efeito terá nossa comunicação. 

 Porém, dentro do grupo de experiências pelas quais tenho passado e das quais tenha feito uso na elaboração de meus escritos tenho que destacar algumas. A família, os professores (ou mestres) e principalmente a religião. Digo religião aqui não no sentido de minha escolha pessoal, mas por entender que ela constitui, sem dúvida alguma, uma das expressões mais antigas e universais da alma humana. Devemos entender que toda tentativa de querer se comunicar com a estrutura psicológica da personalidade das pessoas, deve considerar que a religião é um assunto importante para um grande número de indivíduos. O filósofo William James parece ter definido bem a influência da religião no entendimento da personalidade do homem quando disse: “O homem de conhecimentos muitas vezes não tem fé, embora seu “temperamento seja religioso”. Por isso minha idéia de comunicar começa sempre através da reflexão teológica. Apesar de ter sido e influenciado e tomado por alguns exemplos de líderes religiosos que exerceram alguma autoridade sobre mim, infelizmente não foram os que me deram bons exemplos os que mais me deixaram marcas. Ter experimentado o aspecto negativo da religião também teve sua parcela positiva na formação de pontes que me levaram ao exercício da reflexão e conseqüente crescimento espiritual. Aguardo o momento oportuno para falar mais sobre essas experiências. 

 Quando cito a influência dos professores e mestres, não quero falar sobre os que carregam títulos adquiridos no âmbito acadêmico. Me refiro não somente aos que fizeram do ensinar e educar, suas profissões. Estou falando mesmo é dos que têm a missão de trocar conhecimentos e fazem disso um estilo de vida e se preocupam verdadeiramente com o crescimento e formação intelectual e ideológica de seus aprendizes . São aqueles que esperam por resultados, cobram, testam, olham e acompanham cada passo de seus alunos. Durante minha jornada, foram em poucos que pude perceber todas essas qualidades, mas os que as tinham, fizeram a diferença nas construções de meus pensamentos. Tenho a imagem desse professor (e imagino que ele saiba que estou falando dele e vai concordar) como um revolucionário e agitador. Acho mesmo que é disso que precisamos... Agitar e revolucionar nossas existências em busca do saber. Precisamos de alguém que nos chame de ignorante e também que nos diga que estamos no caminho certo. Algo como o treinador que prepara os cavalos para saltar obstáculos, subindo o nível das balizas no momento oportuno. São a esses mestres a quem eu me refiro que contribuem sobremaneira à arte de nossas habilidades em lidar com o mundo. 

 E por fim, e não por ordem de importância vem a contribuição da família na construção de nossas memórias. Creio na família, como orientadora e formadora fundamental de nosso caráter e personalidade. É a comunidade familiar que vai estabelecer nossos parâmetros basilares de respeito ao nosso semelhante. Baseando-se em informações científicas na área psicológica, verificamos a necessidade primordial do grupo familiar na composição de uma estrutura saudável de educação do indivíduo. Estudos demonstram que os dois primeiros anos de vida são cruciais neste processo. Não tenho muitas lembranças dessa época de minha vida, nem consigo mensurar os benefícios e/ou os prejuízos que tive em relação ao que recebi por parte de minha família. O que consigo vislumbrar hoje é que todos os membros de minha família (os que comigo estão e os que já se foram) e também a que formei já na vida adulta, contribuem e são elementos que dão vida à inspiração para que eu continue nessa obstinação em transmitir minhas memórias vividas.


 Hoje... foi nisso que pensei.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Pensando um pouco...




Na última postagem, comentei algo sobre pessoas que deixam que outros pensem por elas. 

 Escreverei mais sobre isso, porque reflito que nossos pensamentos precisam estar sempre em processo de organização. Se não temos uma forte resistência mental e conseqüentemente crescimento intelectual produzido, será muito difícil que possamos pôr ordem em nossas crenças e convicções.

Nessa sociedade pressurizada em que vivemos, aqueles que não tiverem uma boa resistência mental exercitada pelo trabalho de pensar, geralmente serão vitimados por idéias e sistemas que são destrutivos para o espírito e para as relações humanas. Essas pessoas ficam prejudicadas porque não aprenderam a pensar, nem se empenharam no desenvolvimento de sua mente, que é uma tarefa para a vida toda. Sem as vantagens de uma mente forte, vão se tornando dependentes das idéias e opiniões de outros. E em vez de trabalhar no campo das idéias e das questões, cercam sua vida de leis, regulamentos e programas. 

 V.M. Burrows escreveu o seguinte:

 “Uma das mais tristes experiências que pode sobrevir a um ser humano é ele dar-se conta, de cabelos grisalhos e próximo do fim de uma carreira improdutiva, do fato de que, através dos anos, esteve utilizando apenas uma pequena parte de si próprio” 

 Aliás, ele foi até bem sucinto. Muitos de nós estamos sempre correndo o risco de desperdiçar o rico e enorme volume de poder mental que Deus plantou na humanidade quando nos criou. Ele ordenou que fôssemos mentalmente alertas, e não indolentes. Contudo quem quiser ser mentalmente alerta precisará exercitar disciplina e se esforçar muito. A indolência mental é produto do medo e da preguiça. 

 O suicídio em massa dos membros da igreja do povo, ocorrido na Guiana em 1978, é um triste exemplo de onde as pessoas podem chegar quando sua mente não tem resistência. Quando os membros daquele grupo começaram a deixar que Jim Jones pensasse por eles começaram a correr perigo. Pararam de pensar, esvaziaram a mente, e passaram a depender dele para isso. E quando a mente dele deixou de raciocinar corretamente, todos eles sofreram as conseqüências. Ele lhes prometera orientação segura em meio a um mundo hostil e violento. Oferecera apoio pessoal e soluções para seus problemas. E aquelas pessoas renunciaram ao seu direito de pensar por si mesmas, o preço pago para ter essa segurança. 

 Mas muitos dos que não estão com a mente fortalecida nem sempre são indivíduos sem inteligência. O problema é que nunca pararam para pensar que precisam exercitar a mente para seu próprio desenvolvimento, pois isso é um aspecto importante da vida espiritual. É muito fácil deixar nossa mente se tornar apática, principalmente quando estamos cercados de pessoas de temperamento dominante, que querem pensar por nós. Ás vezes vemos isso em famílias sem equilíbrio, sem vida espiritual, onde uma pessoa intimida todas as outras, e estas acabam deixando que a primeira determine suas opiniões e tome todas as decisões. Temos também exemplos de igrejas cujo pastor possui personalidade dominante, e os membros deixam a ele a tarefa de sempre pensar por eles. (Isso é realmente comum que aconteça, muitas vezes por interesses religiosos, políticos e econômicos, que infelizmente ocorrem em igrejas dirigidas por esse tipo de líder). 

 A terceira carta de João (NT da Bíblia ) tem uma acusação a um homem de nome Diótrefes, um líder que, como Jim Jones, estava praticamente controlando todo mundo. Os cristãos simplesmente haviam sujeitado a ele seu direito de pensar. Eis as palavras de João contra ele:

 “Escrevi algumas palavras à igreja. Mas Diótrefes, que ambiciona dominar, não nos aceita. Por isso, quando eu for aí, não deixarei de reprovar o modo com que ele age, pois nos difama com palavras mal-intencionadas. Não contente com isso, ele se recusa a receber os irmãos e impede aqueles que desejariam fazê-lo, expulsando-os da Igreja.”

 Precisamos (sendo cristãos ou não), treinar nossa mente para pensar, analisar, criar. Quem possui uma mente bem ordenada é porque se esforça para ser um pensador. Esse tem uma mente alerta, viva e está sempre recebendo novos conhecimentos a cada dia, e regularmente faz novas descobertas, raciocina e chega a conclusões; são pessoas que exercitam a mente todos os dias. 

Certo pensador afirmou o seguinte: 

 “Eu possuía informação sem conhecimento, opiniões sem princípios e instintos sem crença alguma”.

 Quando chegamos a uma conclusão parecida com essa, pensamos que talvez fosse nisso que o apóstolo Paulo pensava quando escreveu:

 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rom. 12.2)  

Pense nisso.. !

sábado, 23 de junho de 2012

Mudei !




É... Desde que criei esse blog até iniciar a digitação desse texto, tenho que admitir que mudei alguns pontos de vista com respeito à teologia... (e não só em relação à teologia)... também aos relacionamentos, à igreja, à família, ao trabalho... enfim... à vida ! Acho bom ter mudado ! E espero que até o final desse texto tenha mudado mais alguma coisa, pois como diz um famoso teólogo e escritor, “desejo de mudar é coisa de gente... e só não dá em poste de ferro”. 

 Mas tenho que confessar também que há um preço a pagar por essas mudanças. Esse negócio de “pensar”, “refletir” e “mudar”, nem sempre é bem visto para (como dizem por aí) um “crente”. Mas tenho certeza que esse exercício do pensar (desenvolvido dentro de um contexto de respeito pelo reino e pela criação de Deus) tem sido um ótimo trabalho pra mim. O que percebo ás vezes em alguns diálogos, é que alguns cristãos têm medo de pensar. Ficam perturbados quando tem de se haver com perguntas que admitem mais de uma resposta. E não vêem sentido em se trabalhar com grandes idéias, a não ser que possam sempre chegar a conclusões e respostas fáceis. Por causa disso sofrem um declínio em sua vida e atividade mental, em direção à mediocridade. Com isso perdem grande parte dos benefícios de Deus para seus filhos, benefícios que deveriam apreciar à medida que fossem descobrindo as obras das mãos de Deus no contato com o universo que ele criou. Parece-me que uma vida vivida nessas circunstâncias não passa de mero divertimento; é atuar sem pensar. 

 Acho que o crente (ou evangélico – como preferirem), que não pensa está sendo perigosamente absorvido pela cultura que o cerca, embora não se dê conta disso. Como sua mente está destreinada e não é preenchida com idéias válidas, ele não tem condições de apresentar ao mundo os questionamentos penetrantes com os quais possa desafiar suas teses. E a maior dificuldade que o crente moderno, vivendo numa sociedade secular, tem diante de si hoje talvez seja o de colocar diante do mundo esse questionamento para que surjam então as oportunidades de oferecer-lhe respostas baseadas nos pensamentos de Cristo. Estamos constantemente recebendo grandes volumes de informação secular, e, por causa disso, o crente que não quer raciocinar sente ímpetos de fugir, deixando a uma pequena elite de líderes e teólogos evangélicos o encargo de pensar por eles. (o que considero um grande perigo). 

 Em seu livro, The Christian Mind (A mente Cristã), Harry Blamires indaga se existem no meio cristão, pessoas com mente desenvolvida, capazes de confrontar essa cultura moderna que está se distanciando cada vez mais de Deus. Ele expressa o anseio de que haja homens que saibam raciocinar sobre as grandes questões morais da humanidade segundo as linhas de pensamento cristão. O receio dele, que eu compartilho, é de que achemos que somos pessoas que pensam, quando, na verdade, não somos, enganando-nos a nós mesmos. E ele diz o seguinte, dirigindo uma enérgica repreensão aos cristãos em geral:

Retiraram do cristianismo sua relevância intelectual, castrando-o. Talvez ele continue sendo um veiculo de orientação moral e espiritual a nível de indivíduo, mas a nível de comunidade cristã, ele é pouco mais que a expressão de um ajuntamento sentimental. "Quando o crente permite que sua mente fique embotada, ele se torna presa fácil dos divulgadores de um esquema de valores não cristãos, pessoas que não negligenciaram sua capacidade de pensar - e simplesmente nos superaram no plano intelectual.

E então... vamos seguir pensando, refletindo e mudando ?

"E vos renoveis no espírito de vossa mente." (Ef. 4.23)



Extratos do livro: "Ponha ordem no seu mundo interior" - Gordon Macdonald.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Iso 666 - A novidade que faltava

Do site: http://www.crerepensar.com.br


Por José Barbosa Junior


A “criatividade” evangélica me surpreende a cada dia. Sinceramente já não sei mais o que esperar daqueles que se chamam pelo nome de cristãos. Novidades são sempre bem vindas nesse meio em que o que importa é o crescimento numérico, a influência político-religiosa e o domínio territorial de onde estão inseridos. Em meio às novidades, vale de tudo... métodos de crescimento instantâneo ( no melhor estilo “miojo evangélico – em 3 minutos está pronta a refeição) dominam nossos arraiais, naquelas igrejas que buscam incessantemente “cair na graça do povo”, sem que antes experimentem a “graça de Deus”.

No meio neo-pentecostal a onda do G-12 invadiu, implodiu e explodiu várias igrejas no afã de impactarem e transformarem a vida de seus membros através de seus métodos nada ortodoxos, alguns até mesmo anti-cristãos, e conquistarem as cidades para Cristo... não o Cristo bíblico, mas o cristo rejudaizante e manipulador dos bispos-apóstolos-donos-de-igrejas-e-mentes. Igrejas pentecostais e muitas “tradicionais” aderiram ao “modelo dos 12” e embarcaram nessa canoa, que a cada dia começa a mostrar seus furos... e seus naufrágios.Não me proponho a falar do G-12 neste texto até porque muito já se foi falado....

Agora parece que os mais tradicionais, que não se renderam à esquizofrenia do modelo dos 12 e à alienação rejudaizante desse movimento pernicioso, estão buscando sua “santa maneira tradicional” de entrar no MERCADO evangélico de crescimento a todo custo. E aí começamos a ver em nossas igrejas os mais diferenciados métodos “ortodoxos” de crescimento de igrejas... redes ministeriais... núcleos celulares... e o mais recente, bombástico, fantástico e vitaminado de todos: UMA IGEJA COM PROPÓSITOS.

O quê ??? Sua igreja ainda não se transformou numa filial da Saddleback ?? Sua Igreja não possui o selo de qualidade de “Igreja Sadia”, conferida pela toda poderosa organização de Rick Warren e Cia. ??? então você está por fora... sua igreja não tem porque existir... ela não tem propósitos!!!

Ontem conversando com um amigão meu (Esdras),ele mostrou-me em um site de uma Igreja Batista (do Estado de São Paulo) algo que me deixou estarrecido... um selo de qualidade (uma medalha estampada no final do site) “Church Health”(Igreja Saudável), conferida pelo vaticano das igrejas tradicionais, principalmente batistas (fico à vontade para falar por ser batista), a Saddleback Church... igreja famosa no mundo inteiro por seu crescimento vertiginoso através de seu infalível método de Igreja com Propósitos.

Ainda não sei o que falar direito... meu sangue está fervendo... um selo de qualidade para igrejas ??? Quem deu à Saddleback o copyright de Deus ?? Quem fez com que pastores brasileiros se rendessem ao encanto do milagre americano de crescimento a todo custo ??? Que coisa nojenta ver a igreja que se chama de Cristo correndo atrás de favores e aprovações humanas...

Foi-se o tempo em que igrejas saudáveis eram as que pregavam a Palavra... pura e simples... que louvavam a Deus sem ter que apelar ao emocionalismo barato dos movimentos rejudaizantes... que cresciam na graça de Deus e por isso caiam na graça do povo sem apelar para os métodos de qualidade total empresariais que visam o crescimento numérico apenas...

Sei que muita coisa ajuda a esse comportamento. Em retiros de pastores, ou nos grandes congressos em que eles se reúnem, quando se vê algumas rodinhas pode contar que o assunto ali é “quem tem a igreja maior?”... parecem aquelas rodas de meninos adolescentes disputando quem tem o “bilau” maior pra conquistar as meninas... pura ilusão... puro encantamento de adolescentes que ainda não sabem nada da vida... e pensam que tamanho é tudo. Pastores infantis que mentem em suas estatísticas para impressionar outros pastores mentirosos e viverem seus mundinhos de “construção de catedrais” para honrarem seus próprios nomes.

Chega dessa palhaçada em nome de Deus... assumam logo que querem ver seus nomes escritos nos anais da história evangélica... não como homens de Deus, mas como super poderosos pastores... rendam-se ao ISO 666 de qualidade total para as “igrejas saudáveis”... e abandonem de vez àquele que realmente poderia trazer saúde à igreja, se realmente fosse isso que desejam.

Querem uma igreja sadia ??? Procurem na Bíblia o “modelo”... e ele não está na igreja de Atos, como muitos querem... ele está clara e simplesmente revelado em Jesus... o cabeça dessa mesma igreja. Jesus é o modelo... e o que passa dele, realmente passa... e já não interessa exatamente porque passa... fica no passado... cai no esquecimento... Jesus não... Ele permanece... se seguirmos o seu modelo... não o dos 12 nem dos 40, mas do UM.. do ÚNICO... ah... nunca nos preocuparíamos em “colar em nossos sites” o selo de Saddleback ou do diabo que fosse... pois o mundo saberia “que Cristo é o Senhor... para glória de Deus Pai” e não para a glória desses pastores-de-si-mesmos carimbados com o ISO-666.

Nele, que é modelo, cabeça e fim de todos nós,

José Barbosa Junior

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ele não viu Deus, mas eles viram.

Deus se revela através das coisas criadas, mas é só pela fé que entendemos que aquilo que se vê não foi feito do que é visível.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ateísmo, um problema moral ?



Do Christian Post
publicado no GNotícias

James S. Spiegel tem uma tese desconfortável para propor. Ele argumenta: “ceticismo religioso é, no fundo, um problema moral”.

Um professor de filosofia e religião da Universidade de Taylor em Upland, Indiana, EUA, James Spiegel, escreveu um livro de 130 páginas. The Making of an Atheist (O Making of de um Ateu) é uma resposta aos novos ateus. Mas ao contrário das inúmeras respostas que surgiram a partir de apologistas cristãos, o livro de Spiegel centra-se nas raízes psicológicas do ateísmo.

Enquanto os ateus insistem que a razão fundamental para rejeitar a Deus é o problema do mal ou a irrelevância científica do sobrenatural, o filósofo cristão diz que o argumento é “apenas um ardil” ou “uma cortina de fumaça conceitual para mascarar o verdadeiro problema – a rebelião pessoal”.

Ele admite que poderia parecer inadequado ou ofensivo sugerir que a falta de fé em Deus é uma forma de rebelião. Mas ele disse em uma entrevista recente ao Evangelical Philosophical Society que era obrigado a escrever o livro porque está convencido de que “é uma clara verdade bíblica”.

Seu objetivo ao escrever o livro não é nem para provocar as pessoas, nem mostrar que o teísmo é mais racional que o ateísmo. Ao contrário, seu objetivo é orientar as pessoas a “explicação real do ateísmo”.

“A rejeição de Deus é uma questão de vontade, não do intelecto”, afirma. “O ateísmo não é o resultado da avaliação objetiva da prova, mas de desobediência obstinada, mas isso não decorre da aplicação cuidadosa da razão, mas da rebelião intencional. Ateísmo é a supressão da verdade por maldade, a conseqüência cognitiva da imoralidade.



“Em suma, é o pecado que é a mãe da descrença”. Deus fez a sua simples existência, desde a criação – a partir da vastidão inimaginável do universo para o complexo universo das micro-células individuais, de acordo com Spiegel. A consciência humana, as verdades morais, as ocorrências milagrosas e o cumprimento das profecias bíblicas são também evidências de que Deus é real.

Mas os ateus, que rejeitam, ou como Spiegel diz, “fazem perder a importância divina de qualquer um destes aspectos da criação de Deus” menosprezam a própria razão.

Isto sugere que outros fatores dão origem à negação de Deus. Em outras palavras, algo que não seja a busca da verdade leva ao ateísmo. Spiegel diz que o problema do ateu é a rebelião contra a pura verdade de Deus, como claramente revelado na natureza. A rebelião é solicitada pela imoralidade e comportamento imoral ou cognição é pecado.

O autor explicou que “há um fenômeno que eu chamo de ‘paradigma induzindo à cegueira’, onde a visão falsa de uma pessoa impede de ver as verdades que de outra forma seriam óbvias. Além disso, a indulgência pecaminosa de uma pessoa é uma maneira de amortecer a sua natural consciência de Deus, ou, como John Calvin chama, o Divinitatis Sensus. E quanto mais esse sentido inato do divino é reprimido, mais resistente a pessoa fica em acreditar em Deus”.

Spiegel, que se converteu ao cristianismo em 1980, testemunhou o padrão entre vários de seus amigos. Seu trajeto do cristianismo ao ateísmo envolve: derrapagem moral (como a infidelidade, o ressentimento ou rancor), seguido pelo afastamento do contato com outros crentes, ocorrendo crescentes dúvidas sobre sua fé e contínua vida de pecado, culminando em um rejeição consciente de Deus.

Examinando a psicologia do ateísmo, Spiegel cita Paul C. Vitz, que revelou uma ligação entre o ateísmo e orfandade. “Os seres humanos foram feitos à imagem de Deus, e a relação pai-filho é um espelho mostrando os seres humanos como descendentes de Deus”, diz Spiegel.

“Nós, inconscientemente (e muitas vezes conscientemente, dependendo de uma visão de mundo), concebemos a Deus como o padrão do nosso pai terreno. No entanto, quando um pai terrestre é defeituoso, seja por morte, abandono ou maus-tratos, projetamos esse pai terreno em Deus”.

Alguns dos ateus cujos pais morreram incluem David Hume e Friedrich Nietzsche. Aqueles com pais abusivos ou fracos incluem Thomas Hobbes, Voltaire e Sigmund Freud. Entre os Novos Ateus, o pai de Daniel Dennett morreu quando tinha cinco anos e o pai de Christopher Hitchens “parece ter sido muito distante. Hitchens confessou que ele não se lembra de nada sobre ele”.

Quanto à Richard Dawkins e Sam Harris, há pouca informação disponível a respeito de seus relacionamentos com seus pais. “Parece que as conseqüências psicológicas de um pai com defeito deve ser combinada com a rebeldia – uma resposta persistente e imoral de alguma sorte, como o ressentimento, ódio, vaidade, falta de perdão, orgulho. E quando essa rebelião é bastante profunda e prolongada, o ateísmo dá resultados”, explica Spiegel.

Em essência, “ateus finalmente optam por não acreditar em Deus”, diz Spiegel. E “esta escolha não ocorre em um vácuo psicológico”.

“Ela é feita em resposta aos desafios à fé profunda, como os pais com defeito e talvez outros ensaios emocionais ou psicológicos”, afirma. “A escolha também não é feita em um vácuo moral. O impacto do pecado e suas conseqüências também serão significativos”.

“Estes efeitos morais e psicológicos acarretam em uma maior chance para negar a realidade do divino, sem qualquer sentido (ou muito) de incoerência em uma visão do mundo”.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Porque Deus permite tanto sofrimento ?‏

Se um Deus bom existe, então por que o mal existe? Ou como expressou Epicuro: “Ou Deus quer abolir o mal, e não pode; ou ele pode, mas não quer; ou ele não pode e não quer. Se ele quer, mas não pode, ele é impotente. Se ele pode, e não quer, ele é cruel. Mas se Deus tanto pode quanto quer abolir o mal, como pode haver maldade no mundo?”. Este é o chamado “problema do mal”.


Se Deus é bom... porque permite tanta morte e sofrimento como vimos essa semana, principalmente no Rio de Janeiro ?




*“...para Deus, o propósito principal da vida não é a felicidade em si, mas o conhecimento de Deus. Uma razão do problema do mal parecer confuso assim é porque nós tendemos a pensar que a meta da vida humana é a felicidade neste mundo. Mas na visão cristã isto é falso. O fim do homem não é felicidade como tal, mas o conhecimento de Deus – o qual no fim trará verdadeira e perpétua satisfação humana. Muitos males que acontecem na vida parecem totalmente insensatos com respeito a produzir felicidade humana, mas eles podem não ser injustificados com respeito a produzir o conhecimento de Deus. Sofrimento humano inocente provê uma ocasião para uma dependência e confiança mais profunda em Deus, ou por parte do sofredor ou talvez dos que estão ao redor dele. Se o propósito de Deus é alcançado por nosso sofrer tudo depende em como nós respondemos livremente.”



“Nós estamos providencialmente limitados em espaço, tempo, inteligência e perspicácia, mas o Deus onisciente e soberano, que vê o término desde o princípio, coordena a história de forma que os Seus propósitos são alcançados, no final das contas, por decisões humanas livres (como por exemplo a especulação imobiliária de um local onde aquelas casas não deviam existir). Para alcançar os Seus fins, Deus pode ter que aguentar males no caminho, os quais os humanos livremente perpetram. Podem ser vistos males que nos parecem insensatos dentro de nossa estrutura limitada, mas ser justamente permitidos dentro da estrutura ‘mais larga’ de Deus. Um assassinato brutal de um homem inocente, por exemplo, poderia produzir todo tipo de ondulação ao longo da história tal que a razão moralmente suficiente de Deus por permitir isto poderia não emergir ou talvez até séculos depois em outra terra. Quando você pensar na providência de Deus em cima da história toda, então eu penso que você pode ver como é desesperador para observadores limitados especularem na probabilidade que Deus pudesse ter uma razão moralmente suficiente por permitir um mal particular. Nós não estamos em uma boa posição para avaliar tais probabilidades.”



“Na visão cristã, esta vida não é tudo. Jesus prometeu vida eterna a todos que crerem e confiarem nele como Salvador e Deus. Na vida após a morte Deus recompensará esses que carregaram o sofrimento com coragem e que confiaram com uma vida eterna de alegria indizível. O apóstolo Paulo, que escreveu muito do Novo Testamento, viveu uma vida de sofrimento incrível e ainda ele escreveu: ” Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. ” (II Cor. 4. 16-18). Paulo imagina uma escala, na qual são investidos os sofrimentos desta vida em um lado, enquanto no outro lado é investido a glória que Deus dará aos filhos dEle no céu. O peso de glória é tão grande que os sofrimentos desta vida podem literalmente nem mesmo serem comparados! Além disso, levando em conta o longo tempo da eternidade, os maiores sofrimentos desta vida encolhem para um momento infinitésimo. É por isso que Paulo pode se referir a eles como uma aflição “leve” e “momentânea.” Apesar do que ele sofreu, os sofrimentos dele estavam simplesmente subjugados pelo oceano de eternidade divina e alegria que Deus esbanja nos que confiam nEle.”



“O conhecimento de Deus é um bem incomensurável. Conhecer Deus, a fonte de bondade infinita e amor, é um bem incomparável a satisfação plena da existência humana. Os sofrimentos desta vida podem nem mesmo ser comparados a isto. Assim, a pessoa que conhece Deus–não importa o que ele sofra, não importa quão terrível seja a sua dor–ainda pode dizer, “Deus simplesmente é bom a mim” em virtude do fato que ele conhece Deus, um bem incomensurável.”



*Trechos do discurso de abertura do debate entre o filósofo cristão William Lane Craig e o filósofo ateu Kai Nielsen sobre a existência de Deus e o problema do mal na Universidade de Western Ontário em 1991.



Uma boa semana a todos !

Junior.

"A dor é o megafone de Deus para advertir o mundo moralmente surdo". C.S. Lewis

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Momentos de crise. Análise, reflexão e crítica .



Crises (em grego: Χρύσης, transl. Khrýsēs)

A crise pode ser definida como uma fase de perda, ou uma fase de substituições rápidas, em que se pode colocar em questão o equilíbrio da pessoa. A evolução de uma crise pode ser benéfica ou maléfica, dependendo de fatores que podem ser tanto externos, como internos. Toda crise conduz necessariamente a um aumento da vulnerabilidade, mas nem toda crise é necessariamente um momento de risco. A crise também é vista como uma ocasião de crescimento. A evolução favorável de uma crise, conduz a um desenvolvimento benéfico, à criação de novos equilíbrios, ao reforço da pessoa e da sua capacidade de reação a situações menos agradáveis.

Os conflitos entre várias de nossas crenças ou entre essas crenças e um conhecimento estabelecido, indicam a principal circunstância em que somos levados a algumas mudanças em nossas atitudes, e quando uma crença contradiz outra ou parece incompatível com outra, ou quando aquilo em que sempre acreditamos é contrariado por outra forma de conhecimento, entramos no que também podemos chamar de crise.

Algumas pessoas se esforçam para fazer de conta que não há problema algum e vão levando a vida como se tudo estivesse “muito bem, obrigado”. Outras, porém, sentem-se impelidas a indagar qual é a origem, o sentido e a realidade daquilo em que acreditamos.

É assim então, que o conflito entre minha vontade e as regras de minha sociedade me levam a colocar a seguinte questão: Sou livre quando quero ou faço algo que contraria minha sociedade, ou sou livre quando domino minha vontade e a obrigo a aceitar o que minha sociedade determina? Ou seja, sou livre quando sigo minha vontade ou quando sou capaz de controlá-la? Ora, para responder a essa questão, precisamos fazer outras perguntas, mais profundas. Temos de perguntar “O que é a liberdade?”, “O que é a vontade?”, “O que é a sociedade?”, “O que são o bem e o mal, o justo e o injusto?”

O que está por trás de tais perguntas? O fato de que estamos mudando de atitude. Quando o que era objeto de crença aparece como algo contraditório ou problemático e por isso se transforma em indagação ou interrogação, estamos passando da atitude passiva e costumeira de aceitar as idéias como são apresentadas á nós, à atitude ativa de querer conhecer mais sobre nossas convicções.

Seria como ordenar de maneira clara tudo aquilo que faz parte de nossas crenças. Imaginemos, portanto, alguém tomando a decisão de não aceitar as opiniões estabelecidas e começasse a fazer perguntas que os outros julgam estranhas e inesperadas. Em vez de “Que horas são?” ou “Que dia é hoje?” perguntasse “O que é o tempo?”. Em vez de dizer “Está sonhando” ou “Ficou maluco”, quisesse saber “O que é o sonho, a loucura, a razão?”.

Isso tudo se dá quando temos por meta, estabelecer uma fundamentação teórica e crítica dos conhecimentos e das práticas. Onde:

Fundamento: vem do latim e significa “uma base sólida” ou “o alicerce onde se pode construir com segurança.

Teoria: vem do grego, onde significava: “contemplar uma verdade com os olhos do espírito”

Crítica: vem do grego e significa “a capacidade para julgar, discernir e decidir corretamente, o exame racional de todas as coisas sem preconceito e sem pré-julgamento.

Essa atividade de mudança de atitude e também a crise passa então por uma análise (dos conhecimentos, da ciência, da religião, da arte, da moral, da política e da história), uma reflexão (volta do pensamento sobre si mesmo em busca da essência que nos forma, para reconhecer-se como capacidade para o conhecimento, a linguagem, o sentimento e a ação) e uma crítica (avaliação racional para discernir entre a verdade e a ilusão, a liberdade e a servidão.) de tudo aquilo que um dia adotamos como modo correto de ver a vida.

Penso, logo existo... entro em crise.

Talvez crise semelhante a de Pilatos frente a Jesus quando Este lhe disse que era Rei e havia vindo ao mundo para dar testemunho da verdade. A crise de Pilatos demonstrou-se na pergunta que fez na sequência:“Que é a verdade?” (Jo 18,37-38).

Como nos libertar dessa crise? O próprio Jesus nos orienta quando se dirige a alguns discípulos seus na narrativa de João: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará...”

Seguimos então o caminho, ora com crises, ora sem elas,... mas sempre em busca da verdade que liberta, em todos os sentidos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Verdades

"Você não terá uma visão clara e cristalina de quem é Jesus, enquanto estiver sob a influência das religiões e de seus líderes."

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Maçonaria e os Evangélicos no Brasil

Abaixo transcrevo o artigo de autoria do companheiro blogueiro Balnires Junior. Eu não tinha conhecimento de algumas das relações citadas entre a maçonaria e os evangélicos... principalmente os batistas. 

No mínimo interessante. 
Boa leitura !

Adaptado por Balnires Júnior – http://balniresjunior.blogspot.com

Definindo a Maçonaria

A Maçonaria é uma Ordem Universal formada de homens de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos por suas qualidades morais e intelectuais e reunidos com a finalidade de construírem uma Sociedade Humana, fundada no Amor Fraternal, na esperança com amor à Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo, com Tolerância, Virtude e Sabedoria e com a constante investigação da Verdade e sob a tríade LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, dentro dos princípios da Ordem, da Razão e da Justiça.

Diferente do que muitas pessoas pensam a Maçonaria não é uma sociedade secreta, no sentido como tal termo é geralmente empregado. Uma sociedade secreta é aquela que tem objetivos secretos e oculta a sua existência assim como as datas e locais de suas sessões. O objetivo e propósito da Maçonaria, suas leis, história e filosofia tem sido divulgados em livros que estão a venda em qualquer livraria. Os únicos segredos que a maçonaria conserva são as cerimônias empregadas na admissão de seus membros e os meios usados pelos Maçons para se conhecerem.

A Maçonaria não é contra qualquer religião. Ela ensina e pratica a tolerância, defendendo o direito do homem praticar a religião de seu agrado.(Assim como a declaração de princípios batistas*). A Maçonaria não dogmatiza as particularidades do credo e da religião. Ela reconhece os benefícios e a bondade contidas em todas as religiões.

A Maçonaria não é ateísta nem agnóstica. O ateu é aquele que diz não acreditar em Deus enquanto o agnóstico é aquele que não pode afirmar, conscientemente, se Deus existe ou não. Para ser aceito e ingressar na Maçonaria, o candidato deve afirmar a crença em Deus.

A ordem conta com cerca de seis milhões de membros atualmente, e tem uma longa história entrelaçada com o protestantismo – especialmente na Grã-Bretanha, na Europa, nos Estados Unidos (com 4 milhões de membros) e no Brasil. Ao mesmo tempo, a fraternidade orgulha-se de contar com membros das elites do mundo, seja no passado ou no presente: desde Voltaire, Mozart, Garibaldi e Goethe, até vários nobres da Europa - incluindo o rei da Suécia e a Rainha Elizabete II (Grande Patronesa da Loja Britânica) - além de catorze presidentes dos Estados Unidos (Johnson, Ford, Reagan etc.). George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos, era um Grão-Mestre maçom, sendo considerado um dos adeptos mais fiéis de todas as treze colônias de sua época. Não é por acaso que a cédula do dólar americano, que tem o retrato de Washington, traz a pirâmide, o esquadro, a águia e outros símbolos maçônicos.


Portanto, podemos definir claramente a Maçonaria como sendo uma organização mundial de homens que, utilizando-se de formas simbólicas dos antigos construtores de templos, voluntariamente se uniram para o propósito comum de se aperfeiçoarem na sociedade. Admitindo em seu seio, homens de caráter, sem consideração à sua raça, cor ou credo, a Maçonaria se esforça para constituir uma liga internacional de homens dedicados a viverem em paz, harmonia e afeição fraternal.

Primeiro Estatuto da Organização

Em 1723 foi publicado o primeiro estatuto da novel organização (A Grande Loja de Londres) conhecido mundialmente como "Constituições de Anderson" por ter sido compilada e redigida pelo Reverendo Presbiteriano James Anderson (1630-1739). Outros dizem ser as "Constituições" obra de seu prefaceador, o Reverendo Anglicano João Teófilo Desaguliers (1683-1744) de família francesa que emigrou para a Inglaterra após a revogação do Edito de Nantes.
No Brasil, a estrutura maçônica ficou bem definida com a fundação do Grande Oriente do Brasil em 1822, sendo o Imperador Dom Pedro I o primeiro Grão-Mestre da maçonaria brasileira.

A influência Protestante

É inegável que a Maçonaria Moderna foi organizada sob influencia protestante. Os redatores do primeiro Estatuto (Anderson e Desaguliers) por suas crenças, não poderiam deixar de introduzir princípios evangélicos na nova organização, principalmente devido ao fim a que ela se destinava. Provavelmente devido a tais princípios, a Maçonaria se desenvolveu muito nos países onde predominava a influencia protestante (Inglaterra. Alemanha e Estados Unidos), propagando-se depois para o resto do mundo.

A Maçonaria e os Batistas no Mundo e no Brasil

A maior igreja evangélica dos Estados Unidos da América, a Convenção Batista do Sul, responsável através da Junta de Richmond pela implantação do trabalho batista no Brasil, possui um grande número de membros maçons.
Os emigrados dos EUA que se estabeleceram em Santa Bárbara em São Paulo fundaram em 10/09/1871 a Igreja Batista em Santa Bárbara, a primeira Igreja Batista estabelecida em solo brasileiro (Pr. Richard Ratcliff), fundaram também em 1874 a Loja Maçônica "George Washington", onde se encontravam cerca de oito batistas sendo que pelo menos cinco deles foram também fundadores da Primeira Igreja, entre eles estava o Pr. Robert Porter Thomas .
O Pr. Thomas foi interino por diversas oportunidades tanto na Primeira Igreja quanto na Igreja da Estação (2a), fundada em 02/11/1879 (Pr. Elias Hoton Quillin). O pastorado interino do Pr. Thomas nas duas Igrejas somou cerca de 25 anos de profícuo trabalho, sendo o que mais tempo pastoreou tais Igrejas.Em 12/07/1880, a pedido da Igreja da Estação, foi formado um Concílio reunindo as duas Igrejas, para Recepção e Consagração ao Ministério do Irmão Antônio Teixeira de Albuquerque, tendo sido batizado pelo Pr. Thomas. Foi moderador do Concílio que se realizou no salão da Loja Maçônica, o Pr. Ouillin, conforme se descreve na carta subscrita pelo moderador e pelo secretário do Concílio ao Foreign Mission Board of fhe Soufhern Baptist Convention (Richmond, VA., U. S.A. ). Interessante observarmos que o Primeiro Pastor Batista Brasileiro, além de ter sido batizado por um Pastor que era Maçom foi ainda consagrado ao Ministério da Palavra no salão da Loja Maçônica. É importante recordar que a Igreja em Santa Bárbara era uma igreja missionária. Foi ela que insistiu e conseguiu, que a "Junta de Richmond" nomeasse missionários para o Brasil, estabelecendo-se então em Sta. Bárbara a "Missão Batista no Brasil". O primeiro missionário foi o Pr. Ouillin (1878), com sustento próprio. Seguiram-se, sustentados pela "Junta": Bagby (1880), Taylor (1882), Soper (1885), Putheff (1885) e outros sendo que Bagby, Soper e Putheff foram pastores da Igreja em Sta. Bárbara, que tinha entre seus membros, um expressivo grupo de maçons.

Missionário Salomão Ginsburg

Em 1921, Salomão Luiz Ginsburg, Missionário da Junta de Missões Estrangeiras de Richmond, publicou o seu livro "Um Judeu Errante no Brasil ", sua autobiografia. Encontra-se em algumas partes de seu relato a descrição de sua condição de Maçom. Nas páginas de número 81 a 83, o missionário Salomão Ginsburg narra um contratempo que passou na cidade de Queimadas interior da Bahia e diz ele, "... Coloquei o meu harmônio no lugar mais central da feira e comecei a tocar alguns hinos... Pondo-me de pé sobre um tamborete comecei a explicar-lhes a minha missão e objetivo, (...) anunciar-lhes o grande dom de Deus: um Salvador, cujas dádivas eram de graça e cujas bençãos concedidas a quem lhas pedisse... o colportor chamou-me a atenção para um movimento... parentes do padre do lugar estavam concitando os fanáticos contra mim, dizendo-lhes que eu era o anticristo há muito esperado... Diversas pessoas tiraram os seus punhais e os afiavam nas palmas das mãos, e os apontavam para mim, como se disessem: 'isto fará ao senhor muito bem!' Oh! como orei, pedindo ao Senhor que me mostrasse a escapatória, não tanto por minha causa, mas por causa do homem que tão bondosamente deixara sua esposa e filhos e viera comigo ajudar-me no trabalho... Ele me olhou várias vezes com os olhos rasos de lágrimas, como se dissesse: 'Estamos perdidos!' Como um raio de luz, veio-me o pensamento de fazer o sinal de perigo da Maçonaria. Seria possível que naquele lugar houvesse um irmão maçom? Tentei o sinal, e pareceu-me como se alguém estivesse esperando por isso, pois, em menos de cinco minutos, cerca de meia dúzia de homens se aproximou de mim e me rodeou e me disse que me veio buscar para a sua casa. Logo fiquei livre e seguramente instalado em uma das melhores residências da cidade, protegido por soldados, com suas carabinas de prontidão. Agradeci ao meu Pai Celeste pelo livramento que me deu tão maravilhosamente daquela multidão enfurecida."
Foi Ginsburg o editor do Cantor Cristão, hinário das Igrejas Batistas do Brasil, inicialmente com 16 hinos em 1891 e na edição atual do referido Cantor ele aparece como Autor ou Tradutor de 102 hinos. O Pr. Ebenezer Soares Ferreira (veja O Jornal Batista nº 30 de 24/07/94), destaca que Ginsburg foi o fundador, na cidade de São Fidélis no Estado do Rio de Janeiro, da Loja Maçônica Auxílio à Virtude (02/07/1894) e da "Egreja DE CHRISTO, CHAMADA BATISTA" (27/07/1894) que foi a primeira Igreja Batista em São Fidélis. Segundo o mesmo autor (9, pg. 64), o primeiro Templo Batista construído no Brasil, foi o da Primeira Igreja Batista de Campos, edificado sob o pastorado de Salomão Ginsburg e com a colaboração financeira dos Maçons. Ginsburg fundou, em 1902, o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, e foi um porta-voz da necessidade dos batistas brasileiros organizarem-se em uma Convenção Nacional, o que aconteceu em 1907 com a criação da centenária Convenção Batista Brasileira.

O Missionário Salomão Luiz Ginsburg foi membro de diversas lojas maçônicas as quais destacamos: "Duke de Clarence Lodge" na cidade de Salvador, BA; Restauração Pernambucana em Recife, PE; Progresso em Campos, RJ; Auxilio a Virtude em São Fidélis, RJ e, na jurisdição da Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo é patrono da Loja "Salomão Ginsburg n° 3".

José de Souza Marques

O Pastor José de Souza Marques, que foi Presidente da Convenção Batista Carioca e da Convenção Batista Brasileira, tendo em 1940, na Convenção da Bahia, organizado a Aliança dos Pastores Batistas Brasileiros, que mais tarde tomou o nome de Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, permanecendo em sua Presidência até 1962, cujo fruto todos conhecem, exerceu cargos importantes na administração maçônica, tendo sido inclusive presidente, por muito tempo, do Supremo Tribunal de Justiça Maçônica. Ainda hoje, a única foto existente no Salão do Conselho do Palácio Maçônico do Lavradio, é a do Pr. Souza Marques. No mesmo Palácio, a sala de Tribunal de Justiça tem o nome de José de Souza Marques. Foi também Membro Efetivo do Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito, encontrando-se em sua sede em exposição, um retrato pintado a óleo do Pastor Souza Marques.Inúmeros outros Homens de Fé, verdadeiros cristãos, inclusive batistas de relevância na Denominação, têm sido maçons sem encontrar incompatibilidades entre a Fé Cristã e a prática Maçônica.

Os adversários da Maçonaria

Existem pessoas que têm razões para se oporem à Maçonaria. Todos os que defendem princípios contrários aos princípios maçônicos são adversários da maçonaria. Entre tais destacamos: Os Papas da Igreja Romana, os sectários contrários ao livre arbítrio, os totalitários (nazistas, comunistas, membros da TFP e outros); os fanáticos e muitos outros.A perseguição aos Maçons, devido aos princípios que defendem, é antiga.

O primeiro documento encontrado combatendo a Maçonaria é uma Capitular de Carlos Magno do ano de 779, proibindo a reunião de Guíldas. As autoridades laicas alegavam que os associados se reuniam em banquetes periódicos a fim de se entregarem ao vício da embriaguez, e as autoridades eclesiásticas afirmavam que a perseguição que moviam contra as Guildas era por causa do juramento. Diziam-se preocupadas pela salvação da alma do jurador no caso dele perjurar-se. Na realidade, tentavam com semelhantes pretextos especiosos, impedir o funcionamento das Gui1das temidas politicamente (8, pg. 46).

A perseguição dos Papas da Igreja Romana contra a Maçonaria começou pela edição da Bula "II Eminenti" (6, pg. 379) em 28 de abril de 1738, por Clemente XII e até 1907 seguiram-se mais 25 documentos entre "Bulas", "Encíclicas" e outros, de ataque à Maçonaria.Em 18/05/1751, o papa Bento XIV publicou a Bula "Providas" (6, pg. 381), onde, referindo-se à "II Eminenti", declarou: "Finalmente, entre as causas mais graves das supraditas proibições e ordenações enunciadas na constituição acima inserida a primeira é: Que nas sociedades e assembléias secretas, estão filiados indistintamente homens de todos os credos; daí ser evidente a resultante de um.grande perigo para a pureza da religião Católica." Seguem-se mais cinco causas; proclamando-se contra a obrigação do segredo, a forma de compromisso, a liberdade de reunião e outras. Conclama os Bispos, Superiores, Prelados e Ordinários, a não deixarem de solicitar o poder secular, para a execução das referidas regras. Foi assim decretada a "Inquisição" contra os Maçons, pela oposição papal à Instituição, com as conseqüências que a história amplamente registra.


* Os batistas consideram como inalienável a liberdade de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. O homem é livre para aceitar ou rejeitar a religião; escolher ou mudar sua crença; propagar e ensinar a verdade como a entenda, sempre respeitando os direitos e convicções alheias; (...) Cada pessoa é livre perante Deus, em todas as questões de consciência, e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar de sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros. (Principios Batistas – Item 3 Liberdade)


REFERËNCIAS BIBLIOGRAFICAS
1 - Aslan, Nicola, A Maçonaria Operativa, Editora Aurora Ltda, Rio de Janeiro (RJ), 1979.

2 - Constituições dos Franco-Maçons de 1723 (As), Reprodução do original e tradução de João Nery Guimarães, Editora A Fraternidade, São Paulo (SP), 1982.

3 - Autores Diversos, O Cantor Cristão, JUERP, Rio de Janeiro (RJ), 1971,4a. edição com música.

4 - Oliveira, Betty Antunes de, Centelha em Restolho Seco, Edição da Autora, Rio de Janeiro (RJ), 1985.

5 - Ginsburg, Salomão Luiz, Um Judeu Errante no Brasil, Casa Publicadora Batista, Rio de Janeiro (RJ), 1970, 2a. edição.

6 - Aslan, Nicola, A História da Maçonaria, Editora Espiritualista Ltda, Rio de Janeiro (Rl), 1959.

7 - Ferreira, Ebenezer Soares, História dos Batistas Fluminenses , Rio de Janeiro (RJ), Edição do Autor, s.d

8 - Aslan, Nicola, Histórica Geral da Maçonaria - Período Opera ivo, Gráfica e Fditora Aurora Ltda, Rio de Janeiro (RJ), 1979.

9 - Reimer, Haroldo, Maçonaria - A resposta a uma carta. Edições Cristãs, Ourinhos (SP)- s.d.

10 - Pereira, Carlos Eduardo, A Maçonaria e a Igreja Cristã, Livraria Independente Editora, São Paulo (SP), 1945, 3a edição.

11- Lyra,.Jorge Buarque, A Maçonaria e o Cristianismo, Editora Espiritualista Ltda, Rio de Janeiro(RJ), 1971, 4a edição.

12 - Prober, Kurt, A História do Supremo Conselho do Grau 33 o Brasil, Livraria Kosmos Editora, Rio de Janeiro (RJ), 1 981.13 - Pereira, I. Reis, A História dos Batistas no Brasil, JUERP, Rio de Janeiro (RJ), 1982

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