Atingidos pelos Reflexos...

sábado, 31 de janeiro de 2009

Pensamentos...


Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino? Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V? Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria? Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra? Você sabia que o termo ex cathedra significa “desde o trono”, numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo? Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol? Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos? Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de “História das origens cristãs”? Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.? Você sabia que o título “Atos dos Apóstolos” surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os “Atos de Anibal” e os “Atos de Alexandre”?
Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”. A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada, especialmente o Novo Testamento.
Convido você a nos acompanhar, a mim e ao Pastor Ariovaldo Ramos, nessa caminhada. Vamos dominicalmente ler e reler os livros de Lucas e dos Atos dos Apóstolos. Seja Deus nosso guia, mediante seu Espírito Santo, que nos leva a toda a verdade.

Um Pouco de Filosofia

O mito da caverna de Platão...by Maurício de Souza.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Nossos Conflitos Internos e a Expectativa de Deus.


"O sofrimento surge assim que as nossas capacidades de manter a continuidade e a integridade de nosso eu tornam-se deficitárias [...]" (Kaës, 1987).

Algumas experiências que tive no decorrer das últimas semanas, associadas a algumas leituras que o período de recesso na faculdade me permitiu, colocaram-me quase que de forma obrigatória, na busca de algumas respostas para questões da vida...

Quando você se depara com situações únicas em sua vida, não há como evitar o confronto de idéias e conceitos que você obtera até ali, com os sentimentos que o inesperado e desconhecido lhe apresentam. Instintivamente você começa a pensar sobre o assunto buscando uma explicação para aquilo que o aflige. Ocorre, que a bagagem que você carrega de aprendizado e experiência, talvez não permitam que você possa tirar conclusões e nem mesmo avaliar a situação de maneira lógica e satisfatória. Então, ao não conseguirmos explicar o que nos traz sentimentos desagradáveis, sofremos... E esse tipo de sofrimento inibe nossas capacidades e destitui nossa linguagem, ele quase que paralisa nossa atividade mental e por que não dizer, até mesmo física. Somos levados então á perceber que não há outro caminho, a não ser , como sugerem os filósofos, o de buscar a explicação da verdade, a qualquer preço. Assim, gosto de uma opinião tirada de um texto que li dia desses... “Pensar é fácil. O difícil é pensar as coisas como são – e para isto é preciso contrariar muitas vezes o nosso pensamento, obrigá-lo a ir para onde não quer”.

Entendo que um dos motivos pelo qual o sofrimento nos faz mal, deva-se ao fato de que ele tira nossa liberdade, limita nossas ações e algumas vezes fará com que nos sintamos incapazes de reagir. Porém, analisando-se a situação de outro ponto de vista, será que podemos definir com segurança um conceito para a palavra sofrimento ? Será que temos consciência plena de qual é essa tal liberdade que ele nos tira ?

Como afinal determinamos se algo é bom ou ruim para nós ? Segundo a definição apresentada no início por Kaes, o sofrimento (ou o mal, a dor, o indesejável) é algo que torna a integridade do nosso “eu” prejudicada. Percebe como é tudo muito subjetivo ? O que pode ser prejudicial para meu “eu”, pode não ser para outro indivíduo, logo o sofrimento será sempre passível de uma interpretação dúbia, dependerá de como cada ser entende uma situação como sendo boa ou ruim...Isso também vai depender de uma série de outros fatores, como lugar ou época. O que entendemos com ruim hoje, pode não o ser daqui a algum tempo, ou ainda o que julgo ruim para mim, pode não o ser para outra pessoa. Nos tornamos o juiz, daquilo que consideramos ser bom ou ruim, queremos determinar o julgamento dos fatos pela ótica duvidosa de nossa própria subjetividade. E quanto à liberdade ? O que significa essa palavra para nós ? Seria a capacidade e autonomia para escolher aquilo que achamos (dentro de nossos conceitos) melhor e nos dá mais satisfação? Então me responda...Qual é seu nome? Você teve capacidade ou autonomia para escolhê-lo ? Quem são seus pais ? Em algum momento você pôde determinar quem eles seriam ? A cidade em que você nasceu, foi uma preferência sua ? Talvez tenhamos a mesma liberdade que tem um peixe dentro de um aquário. Penso que é fácil nos enganarmos ao tentarmos definir conceitos de sofrimento e liberdade. Só conseguimos ver o que está diante de nossos olhos, nos perdemos em nossas ponderações sobre os fatos, no momento em que não temos uma visão completa da situação. Assistimos somente o prólogo de um filme e tiramos nossas conclusões sem ao menos procurar saber como será seu desenvolvimento e com absoluta falta de informações sobre seu final.

Acabamos brincando de Deus dentro de nossa independência. Gastamos a maior parte do tempo em que vivemos tentando adquirir o que achamos bom; como: prosperidade financeira, uma boa saúde, um bom emprego, um ótimo casamento, uma bela aposentadoria... Enfim , uma lista interminável de coisas que nos faz gastar uma imensa quantidade de energia, simplesmente por achar que tudo isso nos afastará daquilo que determinamos ou consideramos ser algo ruim.

Para obtermos verdadeira liberdade e paz, temos que desistir desse desejo irracional de independência.

Existe uma idéia corrente de que Deus tem grandes expectativas em relação á cada um de nós. Acabamos então, criando regras e padrões de comportamentos que ao serem cumpridos nos levem para mais perto do sagrado. Mas a estratégia talvez tenha o efeito contrário, e ao invés disso nos aproximar de Deus, acaba por nos distanciar. Não precisamos ir longe... Qual homem que na busca de corresponder às expectativas de Deus, conseguiu seguir todos os dez mandamentos que Ele deixou ? Os mandamentos nesse contexto, nada mais são do que a confirmação de que não conseguimos atingir objetivos alicerçados em regras e leis. Jesus lançou luz sobre os dez mandamentos, ao fazer-nos entender que o importante não era o cumprimento das regras como meio de agradar á Deus. Mas o amar á Deus e as pessoas, isso sim nos levaria a um verdadeiro relacionamento e entendimento da vontade dEle.

O caminho para entendermos um pouco mais sobre sofrimento e liberdade, certamente está no relacionamento com Deus. Não na preocupação de colocá-lo como prioridade ou no “topo da lista” de nossas necessidades, mas sim, na busca constante e incansável de que Ele seja o “centro” de nossas vontades e ambições. Precisamos procurar esse relacionamento, á ponto de entendermos o que significa a confiança plena em Deus e à entrega de todas nossas ações à direção e bondade inerente dEle. E pensando bem, seguir regras pode até tornar as coisas mais fáceis para o homem, mas a mesma facilidade o afastará do verdadeiro conhecimento e relacionamento com a pessoa de Deus. As regras e os princípios são sem dúvida mais simples do que o relacionamento, pois não envolvem um compromisso pessoal ou uma parceria, por parte de quem quer cumpri-los, basta seguir as normas. Com leis e regras adquirimos o poder de julgar os outros e nos tornar superiores à eles. Nos deixa mais seguros do ponto de vista humano. De outro lado, a conversa com Deus, sentir sua proteção sobre nossas vidas, o desejo de conhecer sua vontade, nos entregar a um desejo profundo de sentirmos sua presença, enfim... nossa busca por esse relacionamento é algo á ser cultivado em todos os momentos de nossas vidas, e requer de nós uma firme disposição em amar e sermos amados e assim cuidados por Aquele que nos criou.

Então diante disso, qual seria a expectativa de Deus com relação ás nossas atitudes dentro dos conflitos e sofrimentos pelos quais passamos ? Diria que nenhuma...Isso mesmo, Deus não tem expectativa nenhuma em relação a você, a mim e a qualquer outro ser humano. Afirmar que Deus tem expectativas com relação a nós, significaria dizer que Ele não sabe nosso futuro, ou que Ele estaria esperando que nós mesmos determinássemos o que fazer para se obter um resultado desejado. Sabemos ao estudar sobre a natureza de Deus que isso é impossível. Pois esse mesmo Deus diz que é ELE que opera em nós tanto o querer como o efetuar segundo a sua vontade”(Fil. 2:13).

Deus nos conhece e sabe tudo sobre nós. Por que Ele teria uma expectativa diferente daquilo que já sabe? O que sabemos de Deus, e o que Ele nos deixa claro, é sua prontidão constante e a disposição que Ele tem em dar-nos a capacidade de reagir a qualquer situação e circunstância em que nos encontramos.

Não sei se assim como eu, você viveu ou esteja vivendo momentos que considere difíceis em sua vida. O que sei, é que o Deus que se apresenta como o grande “EU SOU”, não faz nada fora do amor. Pois Ele é amor. E o que escrevo aqui, tenta de alguma forma transmitir esse amor que só pode ser sentido de forma prática quando buscamos esse relacionamento, apesar de passarmos pelo que julgamos ser um sofrimento. Muitas coisas acontecem em nossas vidas, as quais pela limitação de nossas mentes somos incapazes de imaginar ou entender. O que podemos fazer nessa hora é usar o máximo da confiança que temos em Deus e buscar essa aproximação, que nos fará entender que toda e qualquer mudança significativa em nossas vidas e a compreensão de toda e qualquer situação, só acontece quando permitimos em nós o agir desse maravilhoso e amoroso Deus. Pois sem Ele...nada podemos fazer.
José B. Silva Junior

“Um Deus infinito pode se dar inteiro a cada um de seus filhos.Ele não se distribui de modo que cada um tenha uma parte, mas a cada um ele se dá inteiro, tão integralmente como se não houvesse outros. “ - A.W. Tozer

PIOR, QUE É VERDADE!

Texto atribuído ao Neto, MENTOR MUNIZ NETO, diretor de criação e sócio da Bullet, uma das maiores agências de propaganda do Brasil, sobre a crise mundial.
"Vou fazer um slideshow para você. Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes. Quem sabe até já se acostumou com elas. Começa com aquelas crianças famintas da África. Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele. Aquelas com moscas nos olhos. Os slides se sucedem. Êxodos de populações inteiras. Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro. Durante décadas, vimos essas imagens. No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto. Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados. São imagens de miséria que comovem. São imagens que criam plataformas de governo. Criam ONGs. Criam entidades. Criam movimentos sociais. A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza. Ano após ano, discutiu-se o que fazer. Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que sesucederam nas nações mais poderosas do planeta. Dizem que 40 bilhões de dóares seriam necessários para resolver o problemada fome no mundo. Resolver, capicce? Extinguir. Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta. Não sei como calcularam este número. Mas digamos que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro. Ou o triplo. Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo. Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse. Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse. Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram dacartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores. Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar...Se quiser, repasse, se não, o que importa?"O nosso almoço tá garantido mesmo..."

sábado, 24 de janeiro de 2009

Casamento


Alexandre e Paula...

Quando casamos...casamos.

Casamos primeiro com quem nos apaixonamos e amamos...

Mas casamos também com as imperfeições, com as dúvidas e com as discordâncias...

Casamos...porque não podemos e não conseguimos viver sozinhos...

Casamos...porque somos incompletos...e nos completamos quando achamos quem nos torna completos.

Casamos com a esperança, com a alegria, com a euforia, com o inexplicavelmente prazeroso...

Mas casamos também, com a tristeza, com o desânimo, com o aborrecimento...

Casamos, porque entendemos que o amor existe e faz com que tudo que façamos ou deixemos de fazer, será aceito e compreendido por quem nos ama....

Quando casamos...casamos. Para sempre...!

O amor entre um homem e uma mulher,
está descrito na indefinição de ser definido e na impossibilidade de ser compreendido...

Que Deus dê á vocês, amor e sabedoria para compreenderem um ao outro, dia-a-dia, em todos os dias que vocês viverem.


Do amigo Júnior e Família.
24/01/2009



O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (Apóstolo Paulo)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Igreja com Propósitos


Não há como negar que estamos respirando novos ares sobre a forma de ser da Igreja. A multiformidade tomou conta do redirecionamento das comunidades religiosas no limite do bizarro. A questão já não é se línguas estranhas existem ou não, e pouca gente dá importância para isto hoje. Os tempos em que se discutia o “bater palmas” durante a liturgia já foi superado até por católicos. Já não se fala mais sobre determinados instrumentos, se são sacros ou não, ou até determinados cânticos e suas letras pouco convincentes do ponto de vista bíblico.


A minha questão não é tentar fazer sobreviver o antigo modelo, até porque o antigo também havia sido inovação e a cada tempo “antigos” e “novos” se chocam para gerar o “novíssimo” que ficará antigo e que, por sua vez, também será substituído. Quando alguém diz: - O que será da Igreja daqui a tantos anos? Está perguntando em linha reta. A melhor resposta poderá ser: - Sei lá! Qual o “antigo” que será substituído pelo “novíssimo” que acabará ficando velho, superado, e que um dia será lembrado apenas como modelo histórico?


O problema central não é este. Creio que a pergunta que se levanta, ou a postura que se tem, não deve ser a rejeição pelo “novíssimo” esperando que ele fique “antigo” – Já que vai ficar antigo, para que mudar? Isto é uma forma de se justificar não ter saído do lugar sabendo-se por antecipação que as coisas continuariam do mesmo jeito. A questão é: como movimentar uma dinâmica sabendo-se que não será a forma final e ao mesmo tempo como não permitir que uma determinada forma se torne impossível se ser mudada? É como se você fosse pintar um quadro. O quadro não pode ser “atualizado”. Veja o caso da Monaliza. Só tem valor porque ficou “pregada” num tempo, é o “retrato” de uma época e estilo do autor. O autor, que pintou outros quadros, mudando assim a sua forma de ver o mundo, não pode mudar o olhar enigmático da Monaliza. Seu valor cultural para a humanidade está no fato de atravessar o tempo: mudam-se as interpretações, mas o olhar da Monaliza continua sendo o seu mistério. Um outro exemplo: passei três dias em Iguape durante esta semana. Já a conhecia. Só que ver aquele museu a céu aberto, de uma das mais antigas cidades do Brasil, é realmente fascinante. Casas coloridas, na tentativa de resgatar a época colonial. Quem não sabe que aquelas casas foram recuperadas, recuperadas e recuperadas. Só que foram recuperadas semelhantes ao que poderiam ter sido na época colonial, e elas só têm valor quando se aproximam disto. Uma preciosidade. Entre o casario, uma casa moderna, bonita, cheia de jardins, vidros temperados e garagem. Uma casa moderna, cheia de cimento, que se misturou com o museu. Uma linda casa, porém um monstrengo. Estava fora de lugar! Deveria estar num bairro, ou à beira mar, mas não ali. Ali, ela se transformou numa imagem bizarra, grotesca, intrusa, fora de lugar, uma aberração, quase um erro da natureza (estou dizendo do arquiteto, é claro), qualquer coisa parecida com um E.T.


O que estou querendo dizer é que qualquer propósito, qualquer belo ou relação deve-se fazer a partir da função: algo pode ser belo, por ser exatamente fora de tempo, e pode ser feio mesmo sendo moderno. Cada dia que passa estou achando que as Igrejas estão ficando feias, cheias de propósitos, mas feias. Se parecem com máquinas que engolem gente. Tenho lido sobre “igrejas com propósitos”, “ministérios com propósitos”, “famílias com propósitos”, “pequenos grupos com propósitos”, etc. . O Pr. Isaltino (Igreja Batista do Cambuí) afirmou numa das suas pastorais (ou será que foi numa conversa?) que daqui a pouco teremos “zeladoria com propósitos”. A questão que tem sido colocada é: “como fazer a minha igreja crescer?” Não é necessário dizer que neste “propósito” vale tudo. São cultos “shows”, “louvor profético”, repetição de cânticos em euforia com a mesma música e letra por quinze minutos, trinta, quase uma hora! Quando se estabelece um propósito, o que vale é enxergar o alvo. Que coisa consumista! Quem fica olhando para o final da estrada não vê o jardim! Na pressa de chegar ao ponto, esquece que enquanto caminha, se vive, o sentido da vida não é chegar ao fim, mas apenas caminhar.


Gosto de pensar na Igreja como este caminhar contemplativo da vida. Não sei se consigo enxergar muito à frente, porque o que está lá pode ser apenas uma miragem, projeção do presente como se houvesse um deslocamento virtual do que é (ou parece ser) sendo colocado no futuro, ou seja, aquilo não é futuro, é apenas o presente “modificado”. É miragem, que só tem valor como imagem, quando se chega lá só areia e areia - nada mais. Isto gera uma certa frustração.


Gosto de pensar numa Igreja que não tem um único rumo, onde tudo é experimental, parando-se a cada passo para se ver as flores. Isto poderá não fazer a Igreja crescer tanto (o que não acredito!), mas que a gente vai ter mais tempo para desfrutar da benção da vida, isto com certeza! Alguma coisa como uma planta que cresce e faz nascer os brotos onde não se espera, que procura o sol e se inclina em sua direção, que faz das folhas pequenos copos como depósitos de águas e desabrocha em flores como se jamais pudesse haver algo igual. Alguém poderá dizer que não ter um “propósito” já é um “propósito”. Bem, neste caso, diria que este propósito seria associar Igreja com poesia, vida com viver e conviver, sem engessamento, contemplando as bênçãos de Deus que sempre ficam esquecidas quando não se olha para os lírios do campo.




Pastor Natanael Gabriel da Silva
Igreja Batista Em Barão Geraldo – Boletim Dominical – 19/10/2003

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Unidos apenas pela verdade

Unidos apenas pela verdade...
“A melhor maneira de promover união é promover a verdade. De nada nos servirá estarmos todos unidos por nos dedicarmos uns aos erros dos outros. Devemos nos amar uns aos outros em Cristo; mas não deveríamos ser tão unidos que não sejamos mais capazes de enxergar as faltas uns dos outros, e especialmente as nossas próprias. Não! Purifiquemos a casa de Deus, e então raiarão grandiosos e abençoados tempos sobre nós”. Charles H. Spurgeon

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aproveitando as ocasiões e oportunidades.


Ouvi semana passada uma exposição do texto bíblico que se encontra no livro de Atos, capitulo 24.

Tentarei narrar a situação ali apresentada.

É um julgamento. Acontece na cidade de Cesaréia.

Da parte da acusação apresentam-se: O sumo-sacerdote Ananias, algumas testemunhas identificadas como “anciãos judeus”, e um orador, que penso poder ser chamado também de advogado, por nome Tértulo.

Da parte da defesa: Nosso conhecido apóstolo Paulo.

Na cadeira de julgador, o governador de Cesaréia - Félix.

Félix , de acordo com a história, não era um bom governador, mas um homem cruel que aproveitou sua posição para cometer injustiças contra as pessoas. Da mesma maneira, Tértulo, em sua posição de advogado de defesa, faz um discurso totalmente hipócrita antes de começar sua acusação, o que evidencia que os Judeus que acusavam Paulo não estavam nem um pouco preocupados com a verdade, antes com o controle e manutenção do poder. Em sua acusação, Tértulo, o advogado, afirma: “Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo, e chefe da seita dos nazarenos; o qual tentou profanar o templo; e nós o prendemos.”

Félix então, dá um sinal á Paulo, para que fizesse sua defesa. Paulo explicou que não tinha agitado nem incitado ninguém, durante os poucos dias que ficara em Jerusalém. Ele negou as acusações de Tértulo, dizendo que a diferença entre ele e os judeus não era sobre a lei, mas sim sobre a ressurreição dos mortos que Paulo pregava e alguns dos Judeus não aceitavam. Ainda em sua defesa, Paulo diz que as pessoas que o acusaram em Jerusalém, não compareceram ao julgamento para fazer as acusações e que os que ali estavam não faziam acusações legítimas.

O governador decide que não daria uma solução rápida para o caso, o julgamento final caberia a Cláudio Lísias. Assim, Paulo ficaria ainda mais dois anos em Cesaréia, aguardando esse novo julgamento. Preso, porém com regalias na cadeia, tal como receber a visita de todos os seus e ainda sob as ordens de Félix de que todos fossem tratados com brandura.

O que acontece nesses dois anos seguintes, talvez seja o principal motivo da injusta acusação de Paulo. No texto sagrado encontramos um resumo , que denota qual era a intenção do apóstolo, tão mal compreendida pelas pessoas que o acusavam.

“Alguns dias depois, vindo Félix com sua mulher Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo, e ouviu-o acerca da fé em Cristo Jesus.”“E discorrendo ele sobre a justiça, o domínio próprio e o juízo vindouro, Félix ficou atemorizado e respondeu: Por ora vai-te, e quando tiver ocasião favorável, eu te chamarei.”

A lição que podemos tirar do apresentado até aqui é a seguinte:

Ás vezes deparamo-nos com situações em que tudo parece conspirar contra nós. Talvez até falsas acusações sejam levantadas. É provável que em nossa caminhada , muitas vezes nos sintamos sozinhos e mal compreendidos. Porém, toda essa situação pode estar apontando para mais uma oportunidade que Deus nos dá de nos revestirmos de coragem, discernimento, e perseverança para realizar Sua vontade. Paulo entendia isso, e nunca perdeu de vista sua missão, nem se abateu por ter que se defender sozinho. Deus o revestia de sabedoria para que usasse as palavras certas. Paulo aproveitou a ocasião e a oportunidade.


Como resultado negativo da situação, entendemos que Félix e sua mulher Drusila, perderam a oportunidade dada por Deus através da vida de Paulo, de acertarem suas vidas. Preferiram o conforto que o poder e status lhes conferiam, ao interesse pelas verdades que Paulo pregava em relação à suas vidas com Deus agora e no futuro. Em sua última palavra, Félix diz... “Por ora, vai-te...” Não houve outra hora, para que Paulo falasse com ele. Felix desperdiçou a oportunidade de ouvir do apóstolo acerca da fé em Jesus . Félix desperdiçou a ocasião e a oportunidade.

Isso implica também em nossas vidas a aproveitar as oportunidades para buscarmos um relacionamento genuíno e de compromisso com Deus, assim como ensinado pelo apóstolo Paulo, que não se abalava com as situações de oposição á sua volta. Compromisso esse negado por Félix que colocava em 1º lugar, sua posição diante dos homens.

Lembrei enquanto escrevia sobre o texto de Atos, de um artigo que li há uns dias e que nos fala sobre a vida de um grande escritor...e nos ensina também algo sobre a importância de construirmos esse relacionamento sólido com Deus....

“Ernest Hemingway cresceu em um lar solidamente evangélico em Oak Park, Illinois. Seus avós eram missionários e seu pai era dedicado à igreja e o melhor amigo do evangelista Dwight Lyman Moody. A família Hemingway vivia conforme o código cristão mais severo e quando criança o jovem Ernest participava ativamente da vida de sua igreja, servindo como membro do coral.Então veio a Primeira Guerra Mundial e Ernest viajou como correspondente de guerra e presenciou a morte e o desespero que só uma guerra como aquela poderia causar. Seu entusiasmo juvenil pelo cristianismo secou a ponto de, progressivamente (nos anos que se seguiram), rejeitar sua própria formação e negar a validade e a credibilidade de Cristo, que antes ele defendia. Ou será que não?Embora certamente não saibamos tudo o que se passou, parece correto afirmar que Ernest Hemingway jamais desenvolveu um relacionamento realmente pessoal com Cristo. Viver em um ambiente cristão, participar de classes de estudo, obedecer às regras e expressar aceitação geral pelas verdades das Escrituras não é realmente o que consiste o cristianismo genuíno.O cristianismo autêntico (aquele de Paulo diante de Félix...) compõe-se de seguidores irredutíveis que progressivamente se movem em direção a Cristo e que entendem tudo da vida e do mundo no contexto dos seus ensinos e sua verdade. Se não cultivarmos um relacionamento vivo e vital com Cristo, também poderemos responder como Hemingway quando as questões da vida se tornaram agonizantes e sem resposta ou quando nossos impulsos forem muito sedutores e não conseguirmos resistir. Sistemas, rituais e regras como ponto de lealdade jamais são suficientes para nos manter firmes e leais.O ponto não é realmente a vida de Hemingway. É a nossa vida. O ponto é se somos viajantes indo na mesma direção, com outros motivos além de Cristo, ou se realmente estamos buscando um relacionamento genuíno com ele”.

Seguimos refletindo....Sob a dependência e misericórdia de Deus...


José B. Silva Junior

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O MAL EXISTE ?



O MAL EXISTE ?


Alemanha Inicio do século XX Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta: Deus criou tudo o que existe? Um aluno respondeu valentemente: Sim, Ele fez. Deus criou tudo? - Perguntou novamente o professor . Sim senhor - respondeu o jovem. O professor respondeu: Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau. O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse: Posso fazer uma pergunta, professor? Lógico - foi a resposta do professor. O jovem ficou de pé e perguntou: Professor, existe o frio? Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio? O rapaz respondeu: De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

E existe a escuridão? - Continuou o estudante.O professor respondeu: Existe. O estudante respondeu: Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não, até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não. Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? A Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente. Finalmente, o jovem perguntou ao professor: Senhor, o mal existe? O professor respondeu: Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.

Ao que o estudante respondeu: O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência de Deus, é o mesmo dos casos anteriores. O mal é uma definição que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz. Deus não criou o mal. Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado.

Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome. E ele respondeu: ALBERT EINSTEIN

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sentimentos


Há momentos em nossas vidas que experimentamos sentimentos únicos. Daqueles que não conseguimos explicar. Como por exemplo, o nascimento de um filho, o primeiro beijo, o reencontro com alguém que amamos após um grande período, uma traição, uma grande decepção...


Ás vezes, eles podem acontecer em nossas vidas, dentro de períodos bem curtos de tempo. Podem variar, em questão de horas, do mais insuportável ao mais prazeroso. Porém, como são únicos, não conseguimos nomeá-los, pois nunca havíamos nos deparado com eles. E teimamos em querer dar nome á algo que não podemos.

Mas é certo, que nem tudo na vida precisa ser definido reduzido e enquadrado em palavras.

Um grande desafio Deus encarou quando Moisés "peitou" e perguntou: "Mas se eles perguntarem quem me mandou o que eu digo? Quem é o Senhor?"

Então Deus resumiu a si mesmo em "Eu Sou", mas isso, na verdade, foi uma tremenda simplificação apenas para Moisés, pois Ele é indefinível até por Ele mesmo, então... Nem tudo se expressa em palavras. E esse é o grande mal de nossa sociedade atual... Queremos resumir tudo a palavras e definições e colocar no papel... Passa-se mais importância ao papel do que ao espírito que há por trás, a intenção, o contexto... E aí, ficamos limitados a ter que colocar em palavras e papel o que pensamos, o que é fruto de longas ponderações e reflexões... Aquilo que pra nós mesmos está tão claro, para outros não está... Esforçamos-nos e nos empenhamos em fazer todo um sentimento, uma impressão, um desejo, uma vontade caber dentro de limites estreitos do vocabulário que possuímos. O português pode ser rico como for, mas quem é que consegue de fato expressar ao seu parceiro o quanto o ama?

Nem mesmo João conseguiu isso!... "Porque Deus amou o mundo de TAL MANEIRA..."
O que é "Tal maneira" se não apenas a expressão frustrada da limitação do apóstolo em não encontrar meios de expressar o que ele compreendeu do amor de Deus?

Por isso, nem sempre vamos conseguir dar nome ao que sentimos...


Texto extraído do site – amigosdeverdade.com


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Caminhando...


Que diremos pois a estas coisas ? Se Deus é por nós, quem será contra nós ? Romanos 8:31

Você tem sentido dificuldade em encontrar pessoas dispostas a lhe dar apoio, estar ao seu lado nas horas difíceis e entendê-lo ? Ao mesmo tempo é tão comum identificar os inimigos, os críticos, os opositores . Aqueles que estão prontos à agressão, ao julgamento fácil e que parecem sempre estar buscando destruí-lo.

Se isso o abala traz desânimo ao seu coração.

Mas é importante lembrar que a posição das pessoas em relação a nós é insignificante se comparada com a de Deus !

Amado leitor, se sua vida é correta, se você tem buscado agradar ao Senhor, e não nutre más intenções contra o seu próximo, então não há o que temer nem com que se preocupar, pois Deus está com você !

Descanse nessa proteção...

José Junior


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Você ainda vai ligar os pontos...

Sempre seguindo a máxima de "reter o que for bom e jogar fora o que não presta", achei excelente o vídeo abaixo. Vale a pena assistir..mas vale mesmo. A 1ª e a 2ª parte ! Obrigado mais uma vez ao meu amigo Max, que me indicou os vídeos.


Pendência


"A diplomação dos prefeitos eleitos está marcada para dezembro, mas alguns dos vitoriosos estão com as candidaturas sendo questionadas. Estão no bolo os eleitos de Paulínia, Jaguariúna, Vinhedo e Monte Mor. Todas as ações foram impetradas pelos candidatos derrotados. Os advogados dos chefes dos Executivos dizem que estão tranqüilos e que seus clientes não cometeram nenhuma irregularidade. De qualquer forma, é sempre bom ficar de olho, até porque, na semana passada, Miguel Hadad (PSDB), prefeito eleito de Jundiaí, teve a sua candidatura cassada pela Justiça por abuso de poder econômico. O tucano vai recorrer. Pendência 1 No caso Vinhedo, um funcionário da Prefeitura afirma que Milton Serafim (PTB), teria dado tíquete- combustível para cabos eleitorais – o que pode configurar compra de voto. O prefeito eleito, Gustavo Reis (PPS), é acusado pela mesma irregularidade. Em Monte Mor, Rodrigo Maia (PSDB), está sendo questionado – ação que começou ainda durante a campanha – por ter distribuído uma cartilha sobre a sua gestão. Já José Pavan Júnior (DEM) é acusado de abuso de poder econômico."
Jornal Cosmo On Line – 30/11 /2008.

Acompanhamos semana passada uma reportagem , na qual José Pavan Junior, hoje prefeito de Paulinia ,negociava a contratação de suposto empresário para trabalhar em sua campanha política nas eleições do ano passado. Em gravação telefônica, o provável contratado pedia um “adiantamento” de R$ 100.000,00, quantia pela qual prometia ao candidato Pavan Junior, “conseguir muitos votos”. Gravação esta, examinada pelo renomado perito Ricardo Molina da Unicamp, e confirmada como sendo um material onde inexiste a possibilidade de fraudes. Existe processo no Ministério Público que investiga a questão.

O assunto nos faz pensar em até que ponto nós , que nos chamamos cristãos, devemos nos envolver no apoio ou defesa pública, desse ou daquele candidato. Sou do tempo, (apesar de ainda jovem...rs) onde o envolvimento da igreja com a política era quase que nenhum. Não aceitavam-se, por parte das igrejas de denominação batista, doações declaradas de nenhum órgão público. Os recursos tinham origem nas ofertas voluntárias e dízimos de seus membros. O cuidado com as entradas de ofertas de não membros, era algo muito mais rigoroso .

O que percebemos hoje em relação ao assunto é algo no mínimo preocupante. Em época eleitoral vemos candidatos encherem os bancos das igrejas, tal qual enchem os bairros da periferia. Após eleitos, difícil de encontrá-los nos mesmos lugares. As igrejas têm sido mais receptivas à idéia do apoio à esse ou aquele candidato, na maioria das vezes, não se importando com as práticas dos mesmos no que diz respeito á conduta ética e cristã. Temos visto, não raro, pastores e líderes rasgarem elogios á candidatos potenciais aos mais altos cargos até mesmo nos púlpitos das igrejas. (Coisa que talvez os liderados das próprias igrejas há algum tempo não ouvem pelo excelente trabalho que fazem).

Surge então uma dúvida quando nos deparamos com essa situação. Seria possível que hoje até mesmo as igrejas do Senhor Jesus, estejam correndo atrás não só de almas, mas também das benesses que a máquinas política e administrativa de uma cidade podem lhe dar ? Será mesmo que ás vezes por um cargo político possamos estar abrindo mão de princípios tão sólidos de outrora ? Não quero acreditar nisso, seria estar se vendendo por um preço baixo demais. Isso não pode caber dentro de uma mente dirigida por Cristo.

Penso que é missão da Igreja sim, levar a Palavra de Deus e demonstrar aos políticos o amor e ensinamentos de Cristo, aliás não só aos políticos, mas á todas as classes de trabalhadores, sejam de empresas privadas ou repartições públicas. Acompanhando o pensamento de Charles Spurgeon, um dos maiores pregadores que já existiu que disse dos políticos: “Eu tenho ouvido, ‘Não traga a religião para a política’. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro”.

Creio que levar Jesus aos políticos requer de nós um firme propósito e alicerce na Palavra de Deus, que nos recomenda não nos filiarmos à um jugo desigual, afinal, que sociedade tem a justiça com a injustiça ? Faz-nos pensar na responsabilidade que temos com a moral, com a ética e com a honestidade que a Palavra de Deus nos recomenda. Era a ênfase de Spurgeon. Não há nada errado com o Cristão que tenha um cargo político. Já um Cristão que compartilha as mesmas idéias de um político desonesto e faz alianças partidárias com grupos que vão na direção contrária à doutrinas que entendemos serem corretas só nos afasta do verdadeiro cristianismo. E quando isso é aceito por líderes e pastores de nossas igrejas, as conseqüências podem ser ainda piores.

“Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de
Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão”. I Tim. 6:9-11.



José B. Silva Junior
01/2008

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo !


Balanço

No passado trabalhei em algumas empresas onde nessa época do ano, tinha a função de fazer a contagem dos produtos estocados. O serviço consistia em separar todas as mercadorias, classificadas por códigos, confrontar com as entradas e saídas ocorridas no ano, e assim verificar se o saldo daquele item no estoque estava correto. Não existe outra maneira de se fazer essa conferência, os itens deviam ser contados um a um. Isso fazia com que ficássemos todos sujos, pois muitas vezes os itens a serem contados estavam fora de lugar, no meio de outros com códigos diferentes, sujos, empoeirados, esquecidos no estoque. É sem dúvida um trabalho chato e demorado, que exige muita atenção, porém necessário á toda empresa que queira saber sua real situação ao final do exercício.

É costume de algumas pessoas, também nessa época do ano, fazerem o que se convencionou em chamar-se de “Resoluções para o ano novo”. Apesar de pessoalmente acreditar que devamos fazer isso diariamente, creio que a idéia de estabelecer novas metas para nossas vidas é salutar em toda e qualquer época.

Nesse último dia do ano, estou tentando fazer o balanço que fazia nas empresas onde trabalhei, em minha vida pessoal . Quero verificar se tudo que tenho “estocado” dentro de mim, confere com aquilo que tenho adquirido ou se já não é algo do que já tenha me desfeito. Já verifiquei que há algumas coisas fora de ordem, outras “empoeiradas” que havia até me esquecido que as tinha, mas que tem muito valor. Há ainda outras , as quais já não deveriam mais estar aqui e muitas que preciso urgentemente providenciar para compor o “estoque”. Estou percebendo que vou gastar mais tempo para fazer isso do que imaginava, talvez até me “suje” um pouco por conta disso, mas é necessário. Preciso planejar melhor minha vida, ter um futuro certo, depositar minha esperança em resoluções que valham a pena. Preciso criar o hábito de aplicar aquilo que tenho aprendido de bom de forma prática e efetiva em minha vida e na vida das pessoas que estão á minha volta. Preciso me desfazer de certos hábitos que acredito me impedirem de atingir meus objetivos. Preciso fazer com que minha vida seja produtiva, de tal forma que os resultados do balanço no ano que vem superem todas as minhas expectativas... E nesse tempo de reflexão, lembro da palavra infalível de Deus, para que os meus (e também os seus) planos dêem certo...


Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vocês, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para dar a vocês um futuro e uma esperança. Então vocês me invocarão, e virão até mim , e falarão comigo, e eu ouvirei vocês. Vocês me buscarão, e me acharão, quando me buscarem de todo o vosso coração.( Jeremias 29:11-13)


Por que sem Mim...nada podeis fazer. (João 15:5)

Meus votos nesse novo ano que se inicia é de que todos nós possamos fazer esse balanço de fim de ano, verificar nossa real situação, e de posse dessas informações, traçar planos conforme os planos de Deus para nossas vidas.

UM FELIZ 2009 á todos os amigos ...

José B. Silva Junior

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL !

FELIZ NATAL Á TODOS !!! Que a PAZ...a verdadeira PAZ que só a redenção através de Jesus Cristo pode nos dar esteja presente no lar de todos que estão lendo essa mensagem ! Que a liberdade que esse Natal nos proporciona possa ser cantada por todos. !!!

Hoje sou livre...livre...Ele vive !!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Por que ?


Não me pergunte o motivo, mesmo porque não saberia explicar. Apesar de reconhecer minha propensão à racionalidade e procurar sempre o uso da capacidade cognitiva para justificar minhas ações, preciso reconhecer que não sou capaz de fazê-lo nesse momento. Deixo-me levar pelo sentimento...sentimento de tranqüilidade comigo mesmo, sentimento de poder agir segundo minhas convicções, sentimento de paz, descrito pelo apóstolo Paulo quando disse: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração”.

Sinto também que talvez algo devesse ser feito, falado ou escrito. Palavras que precisem chegar à algum lugar onde encontrem pelo menos uma reflexão. Palavras (ou gestos) que alguém talvez esteja esperando. Mas , o sentimento que prevalece, é o de ética, respeito e admiração que impedem qualquer literalidade, discurso ou ação que possam ferir esses sentimentos construídos ao longo de tantos anos.

Talvez esteja sendo egoísta, já pensei nisso...Mas quando você sente o perigo á sua volta, é natural, que pense em você. Preservar-se é o primeiro passo para não prejudicar à si mesmo, nem aqueles que você ama.

Há quase uma unanimidade na conclusão de que vivemos dias difíceis. Mas, o que na verdade têm nos ameaçado ? O que nos tem afligido ? Por que você não está plenamente satisfeito como (ou onde) está ? Alguém respondeu que a culpa é do sistema. E talvez seja mesmo esse o perigo que enfrentamos hoje e que traz tantas ameaças às nossas vidas.

Mas, o que esse sistema pode contra nós ? Ele vai conseguir diminuir-nos a ponto de negarmos nossas origens ? Como nos relacionamos com o sistema de modo que possamos não o servir sem pensar ? O que precisamos talvez, é aprender a viver neste tempo que se chama hoje, como verdadeiros seres humanos, racionais que somos. E isso, pode ser feito, quando nos mantemos fiéis aos nossos próprios ideais, rejeitando as exigências impessoais e impostas pelo sistema que nos pressiona. Ainda que sejamos bem sucedidos em nossos propósitos, pense um pouco: Que espécie de vida é essa ? Que tipo de sucesso é esse que o obrigou a nunca mais fazer nada do que quis e aprendeu em toda sua vida ? Quando você sentir que encontrou um caminho, que é por ali que deve ir, então mantenha-se firme no caminho que você escolheu, e não deixe ninguém desviá-lo dele.


José B. Silva Junior

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Perguntar não ofende...

Extraído do Site http://www.crerepensar.com.br/ do meu "xará" José Junior.

Perguntas Retóricas - Renato Fontes



Por Renato Fontes
Estive pensando em algumas coisas ao longo dos últimos anos e, de tão intrigado que fico com algumas delas, decidi colocar minhas indagações na forma de perguntas. Algumas das perguntas ouvi de outros, como a 4, a 5 e a 6, que aprendi com Juan Carlos Ortiz (do livro "O discípulo"), mas a maioria veio de experiência própria. Resolvi utilizar o mesmo estilo de argumentação de Philip Yancey, no seu livro "I was just wondering" ("Perguntas que precisam de respostas", editora Textus). Afinal, como diz o ditado, "perguntar não ofende"...Eu só queria saber:
1. Por que palavras como "paixão", "fogo", "glória", "poder" e "unção" vendem muito mais CDs do que "graça", "misericórdia" e "perdão"?
2. Por que aqueles que mais falam sobre "prosperidade" evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?
3. Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como "ajudar os domésticos na fé" e "não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade"? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?
4. Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra "amarrar o espírito de perseguição", pra "repreender a potestade de Roma", ou coisa semelhante?
5. Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?
6. Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?
7. Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular, quando a proporção nos salmos é muito menor?
8. Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?
9. Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?
10. Por que tanta gente que acredita que a salvação é pela graça, ou seja, não é obtida sendo "bonzinho", paradoxalmente acredita que ela pode ser perdida sendo mau? Pode algo ganho sem mérito ser perdido por demérito?
11. Por que a Igreja é muito mais rigorosa com pecados sexuais como o homossexualismo do que com a gula ou a ganância? Aliás, por que em tantas igrejas a ganância nem é vista como pecado, mas como virtude, disfarçada com o nome de "prosperidade"?
12. Por que tantos evangélicos chamam seus líderes de "apóstolos", mas criticam os católicos por seguirem um líder chamado "papa"?
13. Por que, mesmo o Cristianismo crendo que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?
14. Por que, na maioria dos grupos de louvor no Brasil, não há espaço pra quem toca instrumentos brasileiros como o cavaquinho e o berimbau?
15. Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?
16. Por que alguém como Lair Ribeiro faria mais sucesso como pregador hoje do que, digamos, Francisco de Assis?
17. Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como "rios de unção" e "chuvas de avivamento", ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?
18. Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é "espírito ruim" das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os "espíritos ruins" já foram "amarrados" uma vez, por que todo ano eles precisam ser "amarrados" de novo?
19. Por que uma doutrina como o pré-tribulacionismo, que apregoa que Jesus vai tirar a igreja da reta de qualquer sofrimento ou perseguição, não faz sucesso algum na China, no Irã ou na Indonésia? Aliás, por que ela fazia tanto sucesso na China pré-comunista, e depois declinou por lá?
20. Por que se canta todos os dias "Hoje o meu milagre vai chegar"? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de "hoje"?
21. Por que Jó não cantou "restitui, eu quero de volta o que é meu", nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de "campanha de libertação" quando perdeu tudo?
22. Por que tanta gente acredita que a terra e o universo foram criados há 6 mil anos, interpretando Gênesis 1 literalmente, mas esses mesmos nunca dizem que o sol gira em torno da terra, interpretando literalmente Josué 10, tampouco dizem que a terra é retangular, interpretando literalmente a expressão bíblica "os quatro cantos da terra"?
23. Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, "doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor"? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?
24. Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais "atos proféticos"? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?
25. Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?
26. Por que se faz apelo ao fim de uma "pregação" que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?
27. Por que se enfatiza tanto a ordem bíblica para pregar a Palavra e se negligencia tanto as ordens para fazer justiça social e alimentar os famintos? Quantas vezes cada uma delas aparece na Bíblia?
28. Por que Deuteronômio 28:13 ("o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda") é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 ("somos considerados como o lixo do mundo") ninguém gosta de citar?
29. Por que quem pensa diferente de nós é sempre "inflexível", "fariseu" ou "duro de coração" (quando não chamamos de coisa pior)?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Elogium



Segundo a psicologia Junguiana, a projeção, é o termo técnico utilizado para dizer que vemos nos outros, aquilo que não conseguimos ver em nós mesmos. Ou seja, quando critico alguém por alguma atitude (ou falta de atitude), é como se estivesse criticando a mim mesmo. Vamos tentar exemplificar: Quando julgo alguém por ser tímido, na verdade estou inconscientemente justificando minha timidez, criticando essa característica em outro indivíduo. Simplificando, criticamos em outros os defeitos que negamos em nós mesmos.

Por um outro lado, por que será que temos tanta dificuldade em elogiar (sinceramente) os outros ? O Consultor em Marketing Paulo Angelim, nos dá algumas respostas para a questão:

“As pessoas não reconhecem nem expressam as qualidades do outro, ou seja, não elogiam...
a) por medo de que isso signifique reconhecê-lo como melhor que elas;
b) por medo que isso fortaleça muito o outro e comprometa sua autoridade sobre ele (no caso, se o outro for um liderado);
c) por orgulho próprio, egoísmo e vaidade, uma vez que acham que são melhores em tudo;
d) por vingança, uma vez que nunca foram elogiadas;
e) por falta de discernimento e humildade em distinguir as qualidades do outro;
f) por serem negligentes ou por ignorarem a necessidade da construção de relacionamentos fortes;
g) por terem visão estreita do mundo, achando que somente elas são capazes de fazer as coisas bem-feitas;
h) por timidez;”

Tenho observado muitas vezes que preciso desenvolver o hábito de elogiar as qualidades das pessoas que me rodeiam. Não vou conseguir o respeito e atenção de minha esposa , filhos, amigos e pessoas que cruzam meu caminho se a maioria das palavras que troco com eles são de críticas negativas e repreensões por atitudes que julgo ir contra meus conceitos do que é certo. Quando reconheço as qualidades dos outros, estou mais aberto a aprender coisas novas e consequentemente me tornar uma pessoa melhor, além de estabelecer um canal de relacionamento saudável e prazeroso com o próximo.

Na sala onde trabalho, somos em 12 pessoas. E pensando nessa questão de relacionamentos e de como podemos ser mais atenciosos e amáveis uns com os outros, algo que sempre acontece lá tem me servido de exemplo. Temos um objeto na sala, que tinha tudo para ser motivo de discórdia: Um aparelho de ar condicionado. Algumas pessoas, não agüentam ficar com o aparelho ligado, pois sentem muito frio. Já outras preferiam ter o aparelho ligado durante todo o dia, pois sentem muito calor. Tudo para que um clima ( desculpem o trocadilho), de intriga e oposição fosse estabelecido. Mas o que se vê, na maioria das vezes, é que quem sente calor abre mão do aparelho ligado e quem sente frio concorda que o ar seja usado. Não foram poucas as vezes que as pessoas passaram frio ou calor, respeitando o sentimento e a opinião do próximo. Não tenho certeza pela parte dos outros, mas de mim, isso exige um certo sacrifício, exige que eu abra mão do que seria mais fácil: reivindicar os meus direitos e criticar quem não pensa igual a mim. Mas contrariar a teoria da projeção negativa é necessário. O bem que quero pra mim, tenho que querer também para os outros. Os elogios que espero, tenho que distribuí-los com o mesmo prazer que terei ao recebê-los. Meus amigos do trabalho tem me ajudado a compreender isso ...quando abrem mão do ar condicionado desligado.

Nas páginas da bíblia, encontramos vários textos que caminham no mesmo sentido. Pedro por exemplo diz: busque a paz e empenhe-se por alcançá-la...(I Pedro 3:11), o escritor aos Hebreus sugere : Segui a paz com todos...(Hb 12:14a). O próprio Cristo ensina a seus discípulos: ...tende paz uns com os outros... (Mc 9:50). A mesma mensagem Paulo traz em Romanos 12: 18: ... no que depender de vós, tende paz com todos os homens.

Existe um costume de se elogiar pessoas que já não estão mais vivas, tanto que é comum ouvirmos as pessoas dizerem que ao morrer todos ficam bonzinhos. Aliás, essa é a origem etimológica da palavra elogio: do idioma latim, elogium, significa “inscrição tumular; epitáfio... Eram as palavras positivas que eram colocadas nas lápides dos que eram sepultados....Talvez por aí se explique nossa dificuldade em elogiar pessoas que estão entre nós.
Nós que estamos vivos, precisamos nos empenhar em distribuir palavras agradáveis aos que estão á nossa volta. Em um mundo tão conturbado e violento, isso se torna quase que uma emergência.

E se você chegou até aqui lendo essa reflexão, saiba que não está entre os quase 80 milhões de brasileiros que não têm hábito de leitura. O que o torna uma pessoa com mais chances de obter informação e conhecimento. Parabéns !

Gostou do elogio ?


José B. Silva Junior

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Tozer

Publicado no Blog do Tiago...
Maná da Semana MANÁ DA SEMANA: APRENDENDO COM TOZER
MANÁ DA SEMANA: APRENDENDO COM TOZER
Sex, 24 de Outubro de 2008 11:29 José Benedito Silva Junior

Ontem durante o intervalo de aula na faculdade, num daqueles grupinhos que se formam para um bate papo informal , onde sempre temos a oportunidade de beber da experiência e do conhecimento de futuros teólogos ; conhecimento este, produto de horas de leituras e dedicação ás pesquisas em alguns dos mais de 14.000 volumes que compõem a biblioteca da Faculdade Teológica Batista de Campinas, entre um assunto e outro abordado pelos diletos estudantes, assuntos esses aliás, de notável relevância à contribuição do nosso desenvolvimento intelectual, foi exatamente o comentário sobre um livro e mais especificamente seu autor, o que mais despertou minha curiosidade.

O livro do qual falávamos, era uma coletânea dos escritos de A.W. Tozer. Na ocasião, alguém questionou sobre a abreviação do nome, e nenhum dos aplicados aspirantes à busca do saber ali presentes, incluindo esse que vos escreve, conseguiu se lembrar (é assim que falamos, quando não sabemos algo), do significado da abreviação “A.W”. Então, para que não mais nos esqueçamos (ou aprendamos) do nome de tão importante escritor e pensador Cristão aí vai:

Aiden Wilson Tozer nasceu em Newburg, Pensilvânia, Estados Unidos, em 21 de abril de 1897. Em 1912, sua família deixou a fazenda e foi para Akron, Ohio; e, em 1915, aos 17 anos de vida, converteu-se a Cristo, e imediatamente passou a ter uma fome e sede insaciáveis por Deus. Morreu em 1963 e na sua lápide foi escrito: “A. W. Tozer, Um homem de Deus”. esta afirmação, representa o sonho que este homem teve em toda sua vida: Ser “apenas” um homem de Deus. O reconhecimento não foi fruto de lábios lisonjeadores, mas da vida divina que exalava de um homem simples, sério e que amava profundamente ao Senhor e a sua Palavra.

Tozer certa vez escreveu: “Urge voltarmos ao verdadeiro cristianismo, não apenas no que se refere ao credo mas também a prática real de vida. Separação, obediência, humildade, naturalidade, seriedade, autodomínio, modéstia, longanimidade: tudo isso precisa fazer parte do viver cotidiano normal de quem se diz discípulo de Jesus. Precisamos purificar o templo, tirando os mercenários e os cambiadores, e ficarmos sob a autoridade do Senhor ressurreto. Daí, sim, poderemos orar em plena confiança, e aguardar o verdadeiro reavivamento que certo virá”. No seu enterro alguém disse: “Eu temo que nós nunca vejamos outro Tozer. Homens como ele não são gerados nas faculdades de teologia, mas ensinados pelo Espírito Santo”.

Com quase meio século após sua morte, o ministério de Tozer está vivo como nunca. Seus preciosos livros rodam o mundo todo, em dezenas de idiomas, carregando uma palavra profética de conteúdo imensurável. Eles causam repugnância aos superficiais, mas alimentam solidamente os que buscam conhecer profundamente a Jesus. Seus livros não ocupam lugares nas vitrines dos mercadores da fé, mas são publicados por trabalhos sérios.

Alguém também disse sobre Tozer: “Suas obras, nos entusiasmam tanto sobre a verdade que nos esquecemos de Tozer e tratamos de pregar a Bíblia.”

Que esse breve comentário sobre Tozer e sua obra, possa servir de inspiração para todos nós, à praticarmos aquilo que temos lido e aprendido , e que as “conversas do intervalo” sejam cada vez mais produtivas e inspiradoras.

Que Deus nos capacite...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ter razão ou ser feliz ?

Estamos no fim do semestre, e eu com varios trabalhos por fazer...por isso tambem, ando sem tempo de postar meus textos...Meu amigo Max me enviou a mensagem abaixo essa semana. Otimo para nossa reflexão. Valeu Max !

Ter razão ou ser feliz?
Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira a direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber: "Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais". E ela diz: "Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite".
MORAL DA HISTÓRIA
Essa pequena historia foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:
"Quero ser feliz ou ter razão?"
Pense nisso e seja feliz.
(autoria desconhecida)


sábado, 8 de novembro de 2008

Bolsa de Valores


Crise econômica. Essa é a notícia que anda de boca em boca nos últimos dias. Não entendo de economia e nem vou me arriscar aqui a querer explicar o que está acontecendo. O assunto é complexo demais . O que sei, é que já tenho pessoas ao meu redor sofrendo as consequências dessa crise. Amigos que perderam seus empregos, e outros que presenciam toda essa situação e encontram-se ansiosos e aflitos pelo futuro incerto que os esperam.

Outro dia ouvi pelo rádio alguem dizer que o que experimentávamos até aqui, era um falso crescimento econômico. Uma ilusão provocada pelo aquecimento da economia, com um dinheiro que na verdade não existia. Os valores circulavam pelo mercado, mas em algum momento seus verdadeiros donos o reclamariam. Apesar do comentário simples, pensei que talvez seja isso mesmo o que tenha acontecido.

E , como em nossa sociedade capitalista, tudo tem girado em torno do consumo, quando perdemos esse poder, a tendência é ficarmos preocupados pelo fato de talvez não conseguirmos fazer tudo aquilo que planejamos . Ficamos aborrecidos com a possibilidade de ficarmos distantes de nossas metas, e sofremos com isso.

Penso que ás vezes, temos nos cobrado demais. Conversando com uma amiga esses dias, chegamos a conclusão de que é fácil nos comportarmos desse jeito. Queremos ter tudo sob o nosso controle, comandar a situação, precaver problemas, eliminar riscos. Vivemos como se tivéssemos que ter as respostas pra tudo, agir sempre como se tivéssemos que provar que somos melhores do que os outros, parece que estamos sempre defendendo uma tese na qual não podemos tirar menos que 10. Temos medo de expor nossas limitações, revelar nossos fracassos, compartilhar as fraquezas . Talvez, passemos tempo demais querendo mostrar aos aos outros o que na verdade gostaríamos de ser. Mas a verdade é que não dá pra ser assim. O preço á pagar é alto demais e a cobrança imposta sobre nós pela sociedade chega a ser insuportável ás vezes. Mas há uma saída !

Deus, em sua infinita sabedoria e capacidade de sondar o coração do homem e seus desejos humanos, deixou-nos uma mensagem que nos alerta sobre como devemos agir em relação ao problema.

Quando percebemos que o futuro pode ser incerto, que os recursos financeiros podem em algum momento nos faltar, se talvez estejamos em algum momento nos iludindo que tudo que obtemos seja mesmo nosso, e através de nossos próprios esforços, convém lermos e lembrarmos sempre das palavras de Jesus no evangelho de Mateus:

“Não andeis ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Olhai para as aves do céu que não semeiam nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.25,26,33).

Não importa se hoje a Dow Jones, a Nasdaq ou a Bovespa tiveram queda ou subiram. Deus disse que não precisaríamos nos preocupar com esse tipo de coisa, afinal, as aves não fazem nada disso e Ele as sustenta. Somos mais valiosos para Deus do que qualquer outra criatura existente, (que bom saber que temos valor !). Não há ações em qualquer bolsa de valores desse planeta que faça com que Deus se esqueça de nós, e é Ele mesmo quem nos garante isso... "Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti". Isaías 49:15

Não podemos e não devemos nos iludir, tudo que acontece à nossa volta, o tempo e a maneira como vivemos, nossa própria vida, deve ser entregue ao seu verdadeiro dono, aquele que à criou. É a condição apresentada no texto de Mateus, o de buscarmos em primeiro lugar as coisas de Deus e sua justiça para que tenhamos tudo aquilo que precisamos.

Na bolsa de valores do céu, nossas ações, quando são orientadas e dirigidas por Deus, permanecem sempre em alta e podemos assim ter paz em meio à qualquer crise.

Deixo-vos a Paz, a minha Paz vos dou: Não a dou como o mundo a dá...João 14:27

José B. Silva Junior

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