Atingidos pelos Reflexos...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Além da Pergunta

Essa semana é a última antes do reinício das aulas. Resolvi então aproveitar bem os momentos ao lado de minha família, e como já postei aqui as fotos da Júlia e do Joás, vou também postar um texto que escrevi uns dias atrás, mais precisamente no dia 13/06/2008, um dia após o chamado, dia dos namorados. O Texto fala sobre o amor, e é na verdade uma declaração á alguém mais do que especial prá mim...

Além da Pergunta...

Inspirado pelo dia dos namorados, e por um amigo da faculdade, que conversou comigo ontem e se disse animado com o futuro casamento, fiz a mim mesmo uma pergunta que deixa muita gente confusa: “O que é o amor” ?. Enquanto namorados (as), noivos (as), esposos (as) e companheiros (as), quando recebemos aquela tradicional e famosa pergunta: “Você me ama?, o que respondemos ? Quase que invariavelmente a resposta é sim. Mas sabemos mesmo o que é o amor ?

Já vou logo de antemão, dizendo que não serei capaz aqui, de organizar palavras ou frases que possam responder ou dar uma definição sintetizada do que seja o amor. Mesmo por que, penso ser o amor no aspecto homem/mulher , um sentimento inexplicável, uma experiência pessoal, algo que precisa ser vivido e experimentado. Vou tentar entender então, junto com você leitor, o que seria o amor.

Imagine um casal de namorados, os dois com 16 anos de idade, no auge da adolescência, criados em cidades diferentes, em famílias que nunca se viram. Com três meses de namoro separam-se pela distância, mas apesar disso, continuam o relacionamento. Durante mais de dois anos, relacionam-se por cartas, telefonemas e eventuais viagens que o namorado fazia. Completam cinco anos de namoro, e é importante destacar que a sustentação do relacionamento sempre foi baseada na sabedoria, paciência, discernimento e disposição em perdoar da namorada ante os conflitos do namoro. Ele na maioria das vezes mostrava imaturidade para resolver as questões sobre os assuntos que envolviam o casal. Decidem assim mesmo, que já estavam, aos 21 anos de idade, preparados para o casamento. Após dois anos de casamento, o agora marido, decide deixar a cidade onde moravam ,ela então abre mão do convívio com mãe, ,irmãs e sobrinhos. abre mão de suas origens, das amizades e da comunidade da qual fazia parte para dedicar-se ao relacionamento e ao casamento. Após 08 anos de casamento, já tinham 02 filhos. O convívio com a esposa, fazia com que o marido reconhecesse que dependia daquela mulher para viver. Seu exemplo de fé, sua dedicação, entrega, renúncia e doação de vida em favor do marido e dos filhos, fosse nos momentos alegres ou tristes da vida, fazia com que ele desejasse fazer a mesma coisa. Hoje, o casal já completou 15 anos de casados, 20 anos desde o primeiro beijo e do primeiro “eu te amo”. Ontem, dia dos namorados, após um dia difícil e cansativo no trabalho quando o marido chegou da faculdade, achou em seus recados no computador a seguinte mensagem:

“Amar...
Amar é olhar para dentro de si mesmo
É dizer: eu quero! É viver intensamente
É sonhar com uma gota de realidade
É realizar uma gota desse sonho
É estar presente até na ausência
Amar é ter em quem pensar
É razão que ninguém teria razão para nos tirar
É ser só de alguém, e nunca deixar esse alguém só
É pensar em você tão alto a ponto de você escutar
Amar é ir até a morte, é acordar para a realidade do sonho
É vencer através do silencio ,é ser feliz até com um pouco...quando muito não é bastante.
Amar é dar anistia ao seu coração, é sonhar o sonho de quem sonha com você
É sentir saudades...é chegar perto na distancia
Amar é a força da razão , é quando os momentos são eternos
Amar é ser adulto e se sentir criança, é viver a vida em versos...e ao inverso
É a maior experiência na vida de um homem ,mas acima de tudo ,Amar é crer em Deus...
Porque Deus é amor”

“Junior ,Te Amo ! Ass. Nilce.”

Hoje eu sei o que é amor. Fui ensinado a percebê-lo e a cultivá-lo. E quando a Nilce me pergunta: Você me ama ?, eu respondo com toda a certeza e com toda a convicção: “Sim Nilce, Eu amo você”! E agradeço a Deus pela ajudadora que me deu, por ter uma mulher que vive Sua palavra e intercede pela minha vida e dos meus filhos continuamente, sem desanimar.


“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor”
I Coríntios 13,1-13

Que Deus, abençoe a todos os casais...
E que Seu amor seja o mais importante em nossas vidas !

José B. Silva Junior

sábado, 26 de julho de 2008

Sessão Coruja !



"Como flechas na mão do guerreiro,assim são os filhos..".Salmo 127.4

Senhor, ajuda-me a acertar o alvo...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Olimpíadas


No próximo dia 08/08/08 com início da cerimônia marcada para ás 08:08 Hs, será aberta mais uma edição dos Jogos Olímpicos, em Pequim , na China . Mais de 10 mil atletas correndo atrás de superar seus limites, apresentando um espetáculo esportivo para milhões de espectadores por todo o mundo.

Confesso que sou fascinado por competições esportivas desde criança. O esporte é algo que pode fazer o ser humano conhecer seus limites, uma das formas mais belas de superação e prova de capacidade que o homem pode experimentar, quando se propõe a querer ser o melhor naquilo que faz. São várias as histórias de homens desacreditados pela sociedade, sem perspectivas nem objetivos em suas vidas, que descobriram um sentido para continuar a viver através do esporte. Quem não se lembra por exemplo, do emocionante episódio ocorrido nas olimpíadas de 2000 em Sydney, quando o nadador da Guiné Equatorial Eric Moussambini registrou o pior tempo numa prova de 100 m estilo livre em Jogos Olímpicos, (1m52s72, contra 47s84 do vencedor) mas ainda assim saiu aplaudido de pé ? Em determinado momento de sua performance, Eric começou a bater os braços ainda que desordenadamente, com toda a força que ainda tinha, e com o pouco fôlego que parecia restar-lhe, para poder completar a prova. Os espectadores presentes, percebendo que estavam diante de um desses momentos inesquecíveis que o esporte nos proporciona, se levantaram, gritando e incentivando Eric, como se ele fosse estabelecer uma nova marca de recorde mundial. Eric precisava chegar ao final da prova, naquele momento esse era o sentido da sua vida.

E apesar de reconhecer que o esporte pode fazer com que enxerguemos a vida sob uma perspectiva de superação e sentido, sabemos que em determinado momento de suas vidas esses atletas, seja um Eric Moussambini ou um Ian Thorpe, já não terão vigor físico para completarem os 100 metros rasos, seja em primeiro ou em último lugar. E caso o sentido de suas vidas, esteja somente no fato de baterem a mão na borda da piscina certamente terão problemas.

O esporte, quem diria, já existia na época de Jesus e de seus discípulos. Aliás muito antes disso, a história nos conta que um dos primeiros jogos dos quais se tem conhecimento datam de 776 a. C na Grécia Antiga. E já nos tempos de Jesus, nosso conhecido Apóstolo Paulo usou ilustrações de provas de atletismo para nos ensinar lições sobre a vida Cristã. Em sua carta aos Cristãos e provavelmente também aos atletas de Corinto ele assim escreveu:

"Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado." (1 Coríntios 9:24-27)

A palavra de Deus, diz que os atletas da época corriam para alcançar um prêmio que , ao invés de nossas medalhas de ouro, era uma coroa de louros. Se preparavam, se abstinham de tudo para dedicarem-se aos treinamentos, assim como os atletas atuais.

O Apóstolo Paulo queria dizer que devemos seguir esse exemplo em nossas vidas cristãs. Devemos correr, nos dedicar, nos abster daquelas coisas que nos afastam do objetivo de alcançar nossa coroa da vitória. Não aquela coroa de louros ou aquela medalha de ouro, mas a coroa que Paulo chamou de incorruptível. O prêmio maior que nós podemos desejar. A vida eterna através de Cristo, à quem devemos subjugar nossos corpos à servi-lo, para que não corramos o risco de sermos reprovados ao final da prova. “...Correis de tal maneira que o alcanceis...”

Me preparo para assistir as competições dos jogos olímpicos da China, torcendo para que o sentido da vida dos "Erics Moussambinis" , dos "Ians Thorpes", meu e seu, não estejam somente em quebrar recordes ou em ver nosso país ganhar um grande número de medalhas , mas em nos preparar para alcançar a coroa incorruptível mencionada por Paulo.

“Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras.”II Timóteo 2:5.

Á Deus todo o louvor...
José B. Silva Junior

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Filhos...


Em nossas conversas por aí, escutei essa semana de uma mãe sua confissão de impotência frente à árdua tarefa de educar e fazer com que os filhos andem sempre por caminhos seguros. Tenho certeza que ela não está sozinha nessa luta. Em que pese hoje em dia termos fácil acesso à informações sobre o desenvolvimento psicológico e afetivo de nossos filhos, de conhecermos algumas regras básicas sobre o comportamento da criança, do adolescente e do jovem, penso ser comum a dúvida em como devemos agir nessa ou naquela situação. Como pais, apesar de sempre nos esforçarmos para dar um bom exemplo, de ensinar valores e princípios que acreditamos serem os melhores, de indicarmos sempre as melhores opções para nossos filhos, existe sim a possibilidade de errarmos, aliás diria que o que existe é a possibilidade de acertarmos. A frase que parece já feita, faz sentido para muitos pais: "Ninguém tem a receita certa para educar um filho". E isso é dito até mesmo por psicólogos especializados em aconselhamento na área do desenvolvimento da criança e do adolescente. Conversando com pessoas mais experientes, ouvimos quase que através de unanimidade, a opinião de que os dias de hoje, fizeram com que esse problema fosse potencializado por uma série de fatores. Em suma, podemos admitir com segurança, que educar filhos hoje em dia é uma missão das mais complicadas .

Porém uma coisa é certa, são os pais, os principais responsáveis pela boa educação de seus filhos. Essa tarefa não pode ser delegada às instituições de ensino e nem às religiosas, apesar de ambas poderem ajudar neste processo. E apesar de todas as dificuldades que apareçam, pai e mãe juntos, tem condições sim de vencer esse embate .


Temos um belo exemplo de como ser bem sucedido na educação dos filhos, e à essa altura você já deve estar imaginando de onde vem esse nosso exemplo. Isso mesmo, das páginas da Bíblia.


No livro de Deuteronômio, logo após Moisés ter lido os 10 mandamentos para os Israelitas, é clara a preocupação de Deus, com as famílias e com os filhos em especial. Deus já sabia das dificuldades que viriam através dos tempos, e em um dos mais belos textos da Bíblia , conhecido por "Shemá" e chamado pelos judeus até hoje como "O coração da Bíblia", Deus recomenda, a "receita" para um lar abençoado, com pais e filhos vivendo em harmonia. A palavra de Deus assim nos fala:


"Ouça ó meu povo: O Senhor , o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas essas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos, converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços, e prenda-as na testa. Escreva nos batentes das portas de sua casa e em seus portões." (Deuteronômio 6:4-9)


Tentando contextualizar, Deus parece estar dizendo: Busquem-me com todas as forças que vocês tiverem. E para que meus ensinamentos não sejam esquecidos, ensine-os sempre aos seus filhos, por todas as gerações, converse a toda hora sobre minha palavra, a Bíblia. Isso mesmo, dê um jeito de falar nela sempre, quando estiver andando , sentado, ou deitado. Se preciso for, coloque alguma coisa amarrada em você mesmo, no portão de sua casa, na porta do seu quarto, no espelho do banheiro, na frente da televisão, enfim, faça o que for...MAS NÃO DEIXE DE LER MINHA PALAVRA PARA SEUS FILHOS....


Fico impressionado, com o amor de Deus por nossos filhos. Faz-me lembrar de uma frase que postei a pouco tempo em uma das reflexões. “Que pai não faria todo o esforço para levar tamanha felicidade a um filho?”.


Que o Deus que nos deu a receita, possa nos dar forças, para aplicarmos essa verdade em nossas vidas. E que o amor que sentimos pelos nossos filhos provoque em nós a consciência da necessidade de ensinarmos a Palavra de Deus a eles...em todos os momentos.


Que Deus nos abençoe !
José Junior

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Onze Homens e Um Segredo.

E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão. E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário;Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar.E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? E, quando subiram para o barco, acalmou o vento.” Mateus 14:22-32

No episódio bíblico em que Pedro anda sobre as águas, indo ao encontro de Jesus, ele e mais onze discípulos estão no barco e passam por uma grande tempestade. Doze homens dentro de uma embarcação que já não obedece ao comando de nenhum deles, chicoteado pelas ondas, com vento contrário, no meio do mar e em total escuridão. O texto nos revela que isso tudo acontecia durante a madrugada, o que aumenta ainda mais a dramaticidade do fato. É interessante observar que tudo acontecia enquanto Jesus orava. Possuindo o atributo divino da presciência e portanto já sabendo que tudo aquilo aconteceria com eles , Ele dá uma ordem aos discípulos: “Entrem no barco, e vão adiante para o outro lado...”. Então, depois de orar, Ele aparece aos seus queridos seguidores de uma forma pouco convencional - Andando sobre as águas. Paralisados pelo pânico, aqueles homens chegam a pensar que seria um fantasma. Jesus então diz: Animem-se, sou Eu...não tenham medo ! Fiquei pensando na situação, e tentando imaginar as reações de pavor e desespero daqueles homens. Contudo, as reações não seriam todas iguais até o fim do relato.

Penso que o medo nos paralisa algumas vezes. Faz com que deixemos de tomar decisões que podem mudar nossas vidas. Provoca em nós um sentimento de frustração e nos faz pensar o que poderíamos ter conquistado se o vencêssemos. Analise os principais erros nossos e debaixo deles encontrará o medo. Aqueles conceitos e atitudes que tanto admiramos em outros e sabemos que seria bom adotarmos nem sempre é fácil de colocarmos em prática por sentirmos medo de não executarmos tão bem quanto os outros; a decisão de escolhermos ou mudarmos nossa carreira profissional que não vai bem, pode ser algo que faça com que sintamos medo pelo futuro que nos aguarda; a necessidade que sentimos em nos entregar mais aos relacionamentos com as pessoas ás vezes emperra quando tenho medo da reação delas quanto à minha aproximação. Ou até mesmo diante da necessidade que sentimos em assumir o compromisso de cuidar melhor de nossa vida espiritual faz com que fiquemos com medo da reação das pessoas que estão á minha volta em relação ao assunto. Ficamos adiando decisões, prorrogando um novo começo que nunca acontece, aguardando um novo dia que nunca chega. Muitas vezes pelo medo, pensamos mais nas críticas que podemos receber e em tudo que possa dar errado, do que nos benefícios que poderemos experimentar.

A maioria das pessoas que lêem essa passagem do livro de Mateus lembra da falta de fé que fez com que Pedro começasse a afundar. E realmente podemos mesmo tirar essa lição do texto. Mas há um outro aspecto a ser considerado e ao qual nem sempre nos atentamos. Aqueles doze homens no barco experimentaram o sentimento de pânico, porém onze permaneceram estáticos, paralisados diante do medo. Assim como os outros onze, Pedro trazia em seu coração os ensinamentos e as palavras de Jesus que antes já o haviam feito entender que seguir os passos do Mestre, seria sempre o melhor em sua vida. Há uma frase de Goethe que diz o seguinte “Nós só possuímos, o que compreendemos”. Penso que talvez, esse era o segredo de Pedro. Ele compreendeu que quando perdesse o medo, iria viver a melhor experiência de sua vida. A experiência de viver algo sobrenatural, a fantástica sensação de estar sendo sustentado, sobre as águas, pelo poder de Jesus. O segredo estava em aplicar essa verdade em sua vida. É provável, que ao passar sua perna pela borda do barco em direção ao mar agitado, Pedro tenha sido alvo de críticas por parte dos seus onze amigos. Podemos até ouvir: “Pedro você está louco, não faça isso”, “Você vai fracassar”, “você não é capaz de fazer isso”. Li um livro que chamou os outros onze discípulos de “Os bananas do barco”, talvez tenha sido um exagero, talvez não. O que eu sei, é que sou ás vezes, como um “banana”. Fico protelando minhas decisões, tenho medo de sair da zona de conforto e da segurança que ela me proporciona. Esqueço de depositar minha confiança naquele que pode fazer com que eu vença todos meus medos, dificuldades e limitações. Deixo de viver experiências maravilhosas, pelo fato de guardar um segredo tão bem, que chega a ficar escondido de mim mesmo. Pedro, apesar de ser conhecido por seu ímpeto e coragem, com certeza sentiu tanto medo quanto os outros discípulos que estavam no barco, a diferença foi que ele viu no meio daquela situação, uma oportunidade de tomar uma decisão e dar um passo que iria transformar sua vida, a de ser o único mortal a andar sobre as águas em toda história da humanidade.

E apesar da inesquecível e maravilhosa experiência de andar sobre as águas, de vencer o medo, de depositar toda a confiança no cuidado de Jesus, em determinado ponto da caminhada Pedro começou a afundar. O texto diz que Pedro “reparou no vento”. O detalhe é muito importante para nós, pois quando você tomar a decisão de vencer seus medos, de sair de sua área de conforto, você poderá sim viver algo sublime, mas isso não será a garantia de que as coisas sempre andarão bem. A possibilidade de adversidades continuarem ao seu redor é grande, mas o segredo nessas horas será “não reparar no vento”. Se Pedro continuasse com seus olhos fitos em Jesus, certamente não começaria a afundar, por isso, na hora de ir à direção de Jesus não tenha dúvidas, aconteça o que acontecer, mantenha-se sempre na direção Dele. Mas ainda mesmo assim, se você reparar no vento e começar a afundar , se aquela decisão que você estava adiando foi tomada e nem tudo saiu como você esperava, lembre-se que é o próprio Jesus quem pede para você “ir adiante, para o outro lado” e também é Ele, que sabe tudo que você precisa e precisará. Ele estará ao seu lado para te socorrer, para te ajudar, para tomá-lo nos braços e o conduzir sobre as águas.

Então, o que está esperando? Venha andar sobre as águas. Pode ser que você passe apuros durante a caminhada, que precise da ajuda de Jesus para te socorrer, mas sem dúvida alguma, você viverá uma experiência única, maravilhosa e sem igual em sua vida.

José Junior


“O que conta não é o crítico, aquele que diz em que ponto o forte tropeça ou em que aspecto alguém poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que de fato ocupa a arena. [...] Que, na melhor das hipóteses, no final conhece o triunfo da grande conquista, e na pior, se fracassar, ao menos fracassou por ter ousado muito. De forma que seu lugar jamais será entre as almas tímidas e inexpressivas, que não conhecem nem a vitória, nem a derrota.”
Theodore Roosevelt

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Acalma Meu Passo, Senhor !

"Acalma meu passo, Senhor! Desacelere as batidas do meu coração, acalmando minha mente. Diminua meu ritmo apressado com uma visão de eternidade do tempo.Em meio às confusões do dia, dê-me a tranqüilidade das montanhas.Retire a tensão dos meus músculos e nervos com a música tranqüilizante dos rios de águas constantes que vivem em minhas lembranças.Ajude-me a conhecer o poder mágico e reparador do sono. Ensina-me a arte de tirar pequenas férias, reduzir meu ritmo para contemplar uma flor, papear com um amigo, afagar uma criança, ler um poema, ouvir minha música preferida.Acalme meu passo, Senhor...para que eu possa perceber no meio do incessante labor cotidiano dos ruídos, lutas, alegrias, cansaços ou desalentos, a Tua presença constante no meu coração.Acalme meu passo, Senhor...para que eu possa entoar o cântico da esperança, sorrir para o meu próximo e calar-me para escutar Tua voz.Acalme meu passo, Senhor...e inspire-me a enterrar minhas raízes no solo dos valores duradouros da vida, para que eu possa crescer até as estrelas do meu destino maior.Obrigado, Senhor, pelo dia de hoje, pela família que me destes, pelo meu trabalho, pelos meus amigos e, sobretudo, pela Tua presença em minha vida."



Texto de Ivete Tayar.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Filosofando

Recebi um e-mail uns dias atrás, que trazia um verso em seu rodapé. Achei interessante a mensagem, e também passei a fazer uso da frase no final de minhas mensagens eletrônicas. O verso está contido na bíblia, mais precisamente na carta escrita aos cristãos da cidade de Corinto. O apóstolo Paulo assim escreveu inspirado por Deus: “A pessoa que pensa que sabe alguma coisa, ainda não tem a sabedoria que precisa”. (1ª Coríntios 8:2) NVI.

Sócrates , filósofo grego, disse na mesma linha de pensamento: “Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância....” e o também filósofo Platão, discípulo de Sócrates, defendia a idéia de que deveríamos para obter o saber algo, ir sempre além daquilo que estivéssemos vendo ou percebendo.

As palavras de Paulo na epístola aos Coríntios, alertava cristãos da época, sobre a correta utilização do saber e do agir em suas vidas. A liberdade de que os Cristãos de Corinto agora desfrutavam, ao descobrirem que Jesus os tornara novas criaturas, estava gerando problemas entre aqueles que ainda não haviam descoberto essa nova vida em Cristo. Paulo estava querendo dizer em outras palavras, que quando achamos que temos convicção de alguma coisa, precisamos ter discernimento para usar esse conhecimento de uma maneira correta, sem que isso possa de algum modo prejudicar aquele que não tem essa sabedoria.

Temos visto parte de pessoas que se dizem cristãs, ostentarem uma posição de privilégio pelo fato de poderem dizer que são novas criaturas em Cristo. Parece que olham os outros sempre de cima para baixo, como se fossem as pessoas mais sábias e mais perfeitas do mundo. Apressam-se mais em julgar, do que em estender a mão. Se estamos agindo assim, talvez seja bom lembrarmos da recomendação bíblica :
“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo”. Efésios 4:32

Para que buscamos a Deus? Para uma vida espiritual saudável, cheia de alegria e bênçãos ou para mostrar que somos mais religiosos do que os outros? Colocamos nossas vidas a se esforçar em fazer a vontade do Senhor para receber dele a graça e a capacitação para melhor servi-Lo ou para mostrar nossa pretensa superioridade e sabedoria diante dos erros e falhas de nossos irmãos?

Ser uma nova criatura em Cristo, é sim um grande privilégio, aliás, é o maior dos privilégios que o ser humano pode experimentar. Todos somos dependentes e carentes dessa transformação em nossas vidas, que ocorre quando reconhecemos que a morte de Jesus na cruz, teve esse propósito – de perdoar nossos pecados e dar-nos vida completa. Eu e você nunca merecemos e nem vamos merecer tamanho sacrifício. Ele fez por amor. Amor esse, que deve ser a principal característica do cristão.

Tanto Sócrates como Platão, pensavam no conhecimento de forma mais contemplativa. Já para Aristóteles, discípulo de Platão, o conhecimento representa uma nova etapa. Em seu pensamento encontramos a sabedoria em sua forma aplicada, prática. E essa práxis, para nós cristãos, consiste na busca da verdade , do conhecimento e da sabedoria naquele que é a própria verdade, e onde está o início de todo e qualquer saber. Que todos possamos continuar a buscar a sabedoria que precisamos, indo sempre além daquilo que vemos ou percebemos.

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Provérbios 9:10

José B. Silva Junior

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Networking

Estive lendo sobre a importância da comunicação no ambiente empresarial, e de como a troca de informações em nosso mundo “internético”, podem fazer a diferença em termos de aumento de produtividade e melhores resultados entre os grupos de trabalho. A idéia do individualismo, onde se valorizava aquele que detinha um grande conhecimento em determinada área, que tinha as soluções para tudo e que centralizava as informações e os serviços, praticamente já não existe mais. As empresas hoje buscam aqueles que valorizam o trabalho em equipe, que sabem perceber suas carências e virtudes, e tem habilidade para aplicá-las dentro de um grupo, onde certamente encontrará alguém que o suprirá naquilo em que possui limitações e vice-versa. O termo “networking”, aplica-se a definir uma rede de contatos e relacionamentos, que geralmente aponta para a área profissional, onde cada um compartilha necessidades e oportunidades visando extrair desses relacionamentos, algum tipo de benefício.

Assim, a comunicação entre as pessoas torna-se cada vez mais indispensável, e a Internet é hoje, uma das ferramentas mais usadas nessa troca de informações. Existem atualmente vários cursos que ensinam como se aprimorar na arte de redigir e-mails de forma objetiva, coerente e eficaz. Tudo para que os resultados, sejam dentro da empresa ou em seus assuntos pessoais, atingidos de forma satisfatória.


Pensando no assunto em uma esfera mais abrangente, podemos perceber que realmente, nós, seres humanos, não fomos criados para vivermos sozinhos, com nossas idéias e conhecimentos servindo somente a nós mesmos. Mesmo porque, qualquer idéia ou conhecimento que possuímos, são formados a partir de idéias e pensamentos que outras pessoas já desenvolveram.

O desejo de não vivermos sozinhos já começou com o próprio Deus, quando ao criar o homem , e perceber que estava só disse: “não é bom que o homem esteja só, farei uma ajudadora para ele ...”(Gênesis 2:18), Aí estava instituída a família, o primeiro grupo comunitário. No novo testamento também, vemos no livro de Atos, o progresso dos cristãos e a criação de uma comunidade onde: “Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum.” (Atos 2:44). A união é uma das características marcantes da comunidade Cristã do Novo Testamento, comunidade que seguia o exemplo do próprio Cristo, que sempre procurou o relacionamento com todas as pessoas. Fossem os fariseus hipócritas, os publicanos cobradores de impostos, os enfermos discriminados, os ladrões e as prostitutas, fosse com os discípulos, as criancinhas, os sacerdotes do templo, os soldados romanos e até mesmo com os que o traíam...Jesus sempre buscou (e ainda busca) o relacionamento com todos. Ele quer estar perto do ser humano, ouví-lo, entendê-lo, ajudá-lo e acima de tudo, perdoá-lo e amá-lo. Jesus nos ensinou o princípio do Networking.

Tenho ouvido, não raro, pessoas dizendo que não precisam estar inseridos dentro de uma comunidade cristã, para desenvolverem sua fé e relacionamento com Deus. Afirmam que podem desenvolver sua busca por Deus individualmente e alguns tem justificado essa posição com o argumento de que “ existem muitos hipócritas dentro da igreja”. Concordo, não temos como evitar que a hipocrisia esteja presente entre membros de uma comunidade Cristã, aliás, não temos como evitar a hipocrisia de alguns não só na Igreja, mas em qualquer comunidade onde o ser humano esteja presente. Mas que bom saber, que Jesus ama e se relaciona também com o hipócrita, e o melhor lugar para que seja transformado pelo ensinamento de Cristo é ali mesmo, dentro da igreja. Em casa, dificilmente ele terá a oportunidade de estudar sobre os ensinos da Bíblia de forma mais aprofundada, em casa ele não terá oportunidade de coletivamente adorar o Deus criador de todos e de tudo, não conseguirá sentir o abraço, a preocupação de quem compartilha a mesma fé que ele, talvez não será alvo de intercessões e nem terá também o privilegio de conhecer a necessidade e orar pelo seu próximo. Não terá também, o prazer de cumprir a ordem de Deus apresentada na carta aos Hebreus: “Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros” (Hebreus 10:25 NTLH). A recomendação de não abandonar “as nossas reuniões”, eram dirigidas aos cristãos, que talvez estivessem achando que não devessem se misturar com hipócritas. Mas Deus ensina que o que se devia buscar era o contrário: “animem-se uns aos outros...”.

Como já vimos, o exemplo de Cristo é focado nos relacionamentos. Ele ajunta primeiro três amigos, com quem mantinha uma aproximação mais estreita, (Pedro, Tiago e João), forma também um grupo de trabalho de 12 homens, que deverão transmitir seus ensinamentos e dar testemunho do que viram e ouviram pessoalmente. A partir daí, serão setenta os que serão treinados e enviados a lugares mais distantes a fim de fazer com que a rede de relacionamentos seja cada vez maior. Mais de dois mil anos se passaram, e essa rede continua crescendo. O Networking de Deus, não precisou da Internet e nem de cursos para aprimorar a redação de e-mails. Ele cresce e se desenvolve dentro dos inúmeros grupos que não deixaram de lado o princípio de comunidade e relacionamento ensinados por Jesus e que certamente não aprenderam esses princípios dentro de suas casas, mas buscando sempre a comunhão e crescimento em comunidade.

A igreja é, e continuará sendo o meio pelo qual, Deus reúne o seu “grupo de trabalho”.


“E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles...” (Atos 14:27)

José B. Silva Junior

domingo, 29 de junho de 2008

Você Pode !



“Pai, durante a corrida, eu sinto como se minha deficiência desaparecesse”

“Que pai não faria todo o esforço para levar tamanha felicidade a um filho?”


A história de Rick Hoyt, é mesmo de comover. Uma pessoa que, desde o nascimento, apresenta necessidades especiais que limitam quase que todos os seus movimentos. Seu pai ouve de médicos: “Livre-se dele. É melhor interná-lo. Ele vai ser um vegetal o resto da vida”.

Mas seu pai não aceita os conselhos, acredita que Rick é uma pessoa como as outras, e durante sua vida, dedica-se à cuidar desse filho. Através de um sistema criado especialmente para comunicação de Rick, que possui somente os movimentos da face, um dia fica sabendo que o filho sente um prazer enorme em participar de provas de atletismo,em especial, as corridas: - “Pai, durante a corrida, eu sinto como se minha deficiência desaparecesse” - e a partir desse dia decide em fazer com que o filho participasse de todas as corridas que fossem possíveis. E qual o pai que não faria todo o esforço para levar tamanha felicidade a um filho ?

As imagens, para quem viu a reportagem, é algo que expressa muito bem o amor de um pai pelo filho. Muito emocionante.

Não tive como não pensar nas atitudes do pai de Rick, a partir de uma visão Teológica. Do que um pai é capaz, para trazer felicidade a um filho ?

Espiritualmente falando, á luz dos ensinos da bíblia, que cremos e temos provas históricas de ser a Palavra de Deus aos homens, somos todos como Rick Hoyt. Sim, eu e você, possuímos uma deficiência em comum, descrita na carta de Paulo aos Romanos: “Porque todos pecamos e separados estamos da glória de Deus.”(Rom. 3.23). É algo que nos impede de sermos felizes, de sentirmos aquele vento da corrida no rosto. Somos incapazes de superarmos nossas deficiências e dificuldades por nós mesmos.

Freddie Mercury, o líder da conhecida banda de rock “Queen”, que morreu no final de 1991, escreveu em uma de suas últimas músicas no álbum “The Miracle”: “Será que alguém sabe para que vivemos ?” Apesar de ter acumulado uma enorme fortuna e atraído milhares de fãs, ele admitiu numa entrevista, logo antes de sua morte que era uma pessoa desesperadamente triste: “A gente pode ter tudo no mundo e ainda assim ser a pessoa mais triste de todas, e esta é a forma mais amarga da tristeza.”, declarou. “ O sucesso fez de mim um ídolo mundial e me rendeu milhões de dólares, mas me impediu de ter a única coisa que todos necessitamos: um relacionamento amoroso duradouro.”

A deficiência que existe em todos nós, é a deficiência pela qual Jesus Cristo morreu na cruz. Nossa natureza humana, falha, pecadora, nos separa do verdadeiro amor e da real alegria que podemos experimentar e é somente através desse gesto de amor de Jesus, morrendo por nossos pecados, é que podemos alcançar esse verdadeiro relacionamento que traz alegria.

Freddie Mercury estava certo quando disse que necessitamos de um relacionamento amoroso e duradouro, e apesar de precisarmos sim de relacionamentos humanos que nos ajudem, não serão esses que nos trarão a alegria completa e sim o relacionamento com aquele que nos criou. O Deus que nos ama e nos chama a um relacionamento consistente.

Algumas pessoas parecem bem felizes com seus relacionamentos humanos, mas quando descobrem que o relacionamento com Deus preenche tudo aquilo que antes estava incompleto, o objetivo e o sentido da vida ganham clareza.

Deus nos deu a condição de experimentarmos a verdadeira felicidade através do sacrifício de Jesus na cruz. Embora tenhamos uma grave limitação em fazermos as coisas sozinhos, nos deu a chance de participarmos da corrida. Ele acredita em nós, mesmo quando alguém diz que nós não valemos nada, e nos carrega no colo e faz com que experimentemos a maravilhosa sensação de ter o vento batendo em nossas faces. Nos dá o privilégio de abrirmos um sorriso como um daqueles que Rick abre ao final de cada corrida com seu pai. Tudo o que precisamos fazer, assim como Rick fez com seu pai, é darmos um jeito de conversar com Deus e falar: “Senhor, faze com que minha deficiência desapareça, reconheço que sozinho, nunca conseguirei alcançar a verdadeira felicidade. Através do sacrifício de Jesus na cruz, que morreu por mim, e levou sobre si minhas deficiências, meus pecados, sei que podes me levar a caminhar todos os dias de minha vida contigo.”

E Que pai não faria todo o esforço para levar tamanha felicidade a um filho?

Usando as palavras de João 3.16 :

Por que Deus amou o mundo tal maneira, que deu seu único filho, para que todo aquele que nele crê não morra, mas tenha a vida eterna .

Á Deus todo o Louvor ,Por dar-nos alegria completa !

José B. Silva Junior

Para que servem os irmãos mais velhos ?















Ontem meu irmão mais velho, Sérgio, completou mais um ano de existência. Tivemos uma confraternização em família, e durante esses momentos agradáveis que passamos juntos e refletindo sobre tudo que falamos e ouvimos ali, me perguntei: Para que servem os irmãos mais velhos ?

Imagino, que as respostas e opiniões sobre a pergunta serão as mais variadas. Seria preciso muita pesquisa e muitas entrevistas com muitos irmãos, para podermos chegar perto de algum ponto em comum sobre a utilidade que um irmão mais velho tem. Vou começar aqui então, expondo meu ponto de vista sobre a questão...

Sou o terceiro filho do “Seu Silva”. Antes de mim, nasceram o Sérgio e o Silvio e depois vieram a Sandra, o Samuel e a Suélen. Então creio que dos seis que citei, cinco tem condições de, por experiência própria pelo menos, tentar responder a pergunta que fizemos no início. Porém um deles, não tem o privilégio de usar sua experiência de vida para responder à pergunta. Pelo menos, não à essa. E penso que talvez, Deus tenha mesmo privado o irmão mais velho de saber o que é isso, pelo fato de ter dado uma missão especial para ele. Missão de usar essa experiência de vida, da qual falamos, não para experimentar ou sentir o que seja ter um irmão mais velho. Mas para, naturalmente, através dessa experiência, poder ser alguém que transmita aos mais novos, a sabedoria de vida que eles ainda não têm.

Se tivesse que definir meu irmão mais velho com uma palavra, definiria-o como “2º Pai”. Pois sinto que ele se preocupou conosco assim como “Seu Silva” também sempre se preocupou.

Desde pequeno me lembro do Sérgio, como uma pessoa responsável. Enquanto a maioria dos adolescentes, se preocupavam em jogar bola, namorarem e se divertirem aos sábados à noite, o que via, era um jovem que procurava com muito esforço dedicar-se aos estudos. Quantos não foram os finais de semana que o via debruçado sobre os livros, fosse em nosso quarto, fosse no quintal dos fundos de nossa casa na Rua N.Sra. Auxiliadora, lá estava o Sérgio estudando...dando-nos o exemplo de que , quem quiser ser alguém na vida, deve estudar. Já nessa época, havíamos perdido a companhia de nossa mãe, que nos deixava devido á uma grave enfermidade; e sempre que recordo esse momento, lembro-me (já com lágrima nos olhos), de uma atitude do Sérgio que fica até hoje gravada em minha mente. Mamãe, já em seus últimos dias, havia dito à ele que não gostaria que chorássemos no dia de sua partida. Pois naquele dia, lá estava o Sérgio...fazendo toda força do mundo...para que o pedido de mamãe fosse atendido. Ele talvez não tenha percebido, mas ali, nos dava o exemplo de força e de obediência.

O esforço empenhado nos estudos durante a adolescência e juventude, e até mesmo depois de casado, rendem frutos. Hoje, ele tem uma linda família, esposa e três filhos. Conseguiu através de sua grande dedicação concluir duas faculdades, (Educação Física e Direito). É exemplo de caráter, honestidade e responsabilidade.

Poderia aqui, passar meses escrevendo sobre todas as experiências que vivi ao lado do meu irmão mais velho e de meus outros quatro irmãos. Creio que daria um livro com uma bela história. E por falar em bela história, a Bíblia, palavra de Deus na epístola de Hebreus, nos dá um conselho precioso referente ao amor entre os irmãos:


“Seja constante o amor fraternal”...Hebreus 13:1. É o conselho de Deus, para que cultivemos sempre o amor entre nós, nos ajudando, nos corrigindo, mostrando e ensinado o caminho pelo qual já passamos, para aqueles que ainda hão de passar por eles. O texto bíblico faz também com que eu me lembre de uma outra história que me parece ilustrar bem essa constância que devemos ter pelo amor entre irmãos:

É a história de três irmãos que resolveram aproveitar um dia de folga para uma pescaria. Já no barco, começaram a remar para o meio do lago. Foi então que um dos irmãos (o mais velho) se deu conta de que havia esquecido a vara de pescar. Calmamente desceu do barco e caminhou em direção à margem. Na seqüência, outro dos irmãos reparou que havia esquecido as minhocas. Ele também desceu do barco e caminhou em direção à margem. O terceiro irmão que era o mais novo permaneceu no barco, estupefato e admirado pelo fato dos irmãos mais velhos terem andado sobre as águas. Quando os dois irmãos voltaram, ele disse: - Se vocês foram capazes de caminharem sobre a água, eu também posso! E foi só pisar fora do barco para começar a afundar. Os dois irmãos se olharam e o mais velho disse: - Você não acha que deveríamos ter mostrado para ele onde é que as pedras estão?

Que como irmãos mais velhos possamos mostrar as pedras, e como mais novos ouvir atentamente e aprender com a experiência dos mais velhos a andar em caminhos seguros.

Sergião..Parabéns !! e obrigado por tudo..!!

Ah..ia me esquecendo...Irmão mais velho, também nos ensina a torcer para o melhor time !

Que Deus abençoe as famílias !!
José B. Silva Junior.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Hyperekperissou

Quando o pouco é muito !

Há alguns anos atrás, quando minha filha Julia ainda era quase um bebê perguntava a ela , se me amava muito ou pouco. Ela respondia sem saber direito o que estava dizendo: “muito e pouco” ! Mas entendia o que queria dizer, em sua mente se ela dissesse que amava só muito, iria faltar o amar pouco, então ela queria dizer que amava o máximo que podia...tanto que logo depois de responder me abraçava com toda força.

Isso me fez pensar que ás vezes, fazemos essa mesma confusão com as palavras “muito” e “pouco”. Afinal, o que é “muito” ? Quando tentamos definir, por exemplo, a grandeza de Deus que palavra usamos ? Poderíamos responder: Ele é Grande. Não...Ele é muito Grande. Não... Ele é Grandíssimo. Seja qual for o adjetivo que usarmos para tentar definir a grandeza de Deus, fará com que Ele diminua, porque não conseguimos dimensionar com palavras a majestade e grandiosidade do Criador. Nesse aspecto o muito sempre será pouco.

E o que é “pouco” ? Imaginemos um trabalhador brasileiro, tendo como salário mensal a quantia de R$ 415,00, que é o salário mínimo hoje no Brasil. Podemos dizer que, se pensarmos no que esse salário pode comprar, por quanto tempo ele poderá se sustentar, e até mesmo por chamarmos o salário de “mínimo”, afirmaríamos que ele ganha pouco. Mas na perspectiva de quem não tem um emprego há muito tempo e não possui nenhuma fonte de renda, o salário mínimo seria muito bem-vindo. Ou seja, neste aspecto, o pouco é muito.

O apóstolo Paulo falou sobre esse assunto aos seus amigos de Filipos. É uma passagem bem conhecida de todos: “Tudo posso, naquele que me fortalece.”(Filipenses 10:13). Numa análise mais rápida da frase, podemos pensar que Paulo quis dizer que podemos muito...naquele que nos fortalece, pois “tudo” dá mesmo a idéia de muito. Mas se olharmos bem para o que Paulo diz no parágrafo anterior da carta, veremos que ele diz que aprendeu a viver tanto passando necessidades, como tendo abundância. Paulo escrevia isso privado de sua liberdade, em uma prisão. Escreveu isso, depois de passar fome e ser açoitado. Paulo havia sofrido e estava sofrendo. Por isso ele diz, que podia TUDO, no sentido de passar necessidade e ter fartura, pois quem o fortalecia era Jesus. A idéia não é de poder tudo no sentido de ter o que quisermos, é passar por situações que não desejamos com a mesma força e alegria que temos quando recebemos o que queremos. Nesse caso, o pouco é muito e o muito... é muito. Aliás, tanto o pouco quanto o muito será mais do que muito. Uma das palavras usadas na língua grega, para indicar o muito da vida abundante que Jesus oferece é: Hyperekperissou, e significa: MUITO MAIS QUE ABUNDANTE.

Sim, em Jesus encontramos a vida muito mais que abundante, vida que nos completa, que faz com que o pouco seja sempre muito. Que faz com que nossa alegria não esteja no fato de ganharmos um ótimo salário, termos uma boa casa, ou um bom carro. E quantas pessoas temos conhecido que mesmo com todo conforto e recursos materiais, reclamam a falta de paz ? Também não fará que fiquemos angustiados ou desanimados pelo fato de ganharmos um salário mínimo, pagarmos aluguel e andarmos de ônibus. Temos sempre força e podemos passar por tudo através daquele que nos dá a força - Jesus Cristo. Vida completa, vida plena, vida alegre, vida abundante.

A Julinha diria que Jesus nos ama muito e pouco. E eu, que podemos medir seu amor, não com palavras, mas através do seu forte abraço e seu cuidado pela nossas vidas, quando nos entregamos à Ele.

Porque eu vim para que tenham vida, e vida em abundância. João 10:10.

Que a vida muito mais que abundante de Jesus, esteja com todos nós !
José B. Silva Junior
Seminarista

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Final do 1º Semestre...

Boas Férias !!



Quem sobrou na classe (rs), após o intervalo e apresentação do Trabalho de Exegese, em nossa última aula do 1º semestre...Marcelo,Mariene,Fred, Larissa, Heré..ops..Mauricio, Alexandre and me.









domingo, 22 de junho de 2008

Ventos

Estive descansando alguns dias em meu período de férias, e aproveitando a oportunidade, estava tentando organizar meus pensamentos e de alguma forma fazendo com que minha mente buscasse a tranqüilidade que o momento sugeria.

Sentado de frente para o mar, entre um vendedor ambulante e outro que passava, enquanto uma leve brisa batia em meu rosto, fixava meus olhos no horizonte e contemplava a imensidão do mar. Lembro de ter comentado com minha esposa : Que mistério é o mar...

E em meio à tranquilidade que o momento me proporcionava, lembrei-me de uma história sobre o mar...Um grupo de pessoas que viajava , não experimentavam aquela suave brisa que batia em meu rosto, mas sim um forte vento e uma tempestade que fazia com que o mar se agitasse a ponto de as ondas quase virarem o barco. Eram 13 os ocupantes do barco, que imagino, ao começarem a viagem, não esperavam que as águas tranqüilas se tornariam tão revoltas. O momento que em outro tempo já fora de tranqüilidade, agora era de total desespero, seus pensamentos estavam tão perturbados quanto o barco na imensidão do mar.

E de volta à realidade ,em meio aos instantes de prazer que podia sentir observando aquele mar calmo e sentindo aquela brisa suave, pensei nos momentos de tempestades que já experimentara em minha vida e me perguntei: Para que servem as tempestades ? Por que não posso estar sempre com uma brisa suave em meu rosto ? Por que ás vezes as coisas não acontecem como espero ...?

A resposta vem daquele barco. Eram 13 os ocupantes, porém, doze deles estavam ali para aprender algo. Em meio ao desespero de tentar controlar o barco no meio da tempestade, podemos imaginá-los tentando fazer tudo que estava ao alcance deles para reverter aquela situação , e assim, começam a dar sinais de esgotamento. Suas forças nada podem fazer para mudar aquele quadro. Então surge em cena , aquele que faltava, Ele dormia na popa do barco...Poderíamos imaginar alguém dormindo numa situação dessas ? Os doze seguidores de Jesus, aprenderam aquele dia que suas forças nem sempre serão suficientes para resolver os problemas que enfrentariam. E nos ensinam até hoje, que quando fortes ventos passam por nossas vidas, existe alguém que parece estar dormindo, mas está atento às nossas necessidades. Quantos de nossos barcos estão quase naufragando no mar de nossas vidas ? Aquela perda de emprego inesperada, a enfermidade tão cruel, os relacionamentos familiares desmoronando...enfim, quantas vezes as brisas suaves e o mar calmo deixam de existir pra nós...?

Deus, espera que quando você passe por essa tempestade, lembre-se de que Ele está ali. E deseja que você não deixe suas forças se esvaírem tentando resolver o problema. Nessa hora Ele espera ouvir de você: Senhor toma o controle dessa situação. E sua confiança vai levá-lo a ver o mar calmo e sentir a brisa suave novamente em seu rosto.

E caso passe por outra tempestade, já terá aprendido que:
As tempestades servem pra que eu reconheça que aquilo que me parece difícil de enfrentar, também serve para que eu cresça;
Que se a brisa suave e o mar calmo estiverem sempre presentes em minha vida corro o risco de achar que posso viver sem o cuidado de Deus;

E que as coisas nem sempre vão acontecer como espero, para que eu perceba que Deus espera algo de mim.
“...porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hebreus 13:5 b)

Que Deus nos abençoe !
José B. Silva Junior
Seminarista

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Shine


Shine
Salvador - Álbum Dismiss The Mistery
I woke up to another day , Another day to celebrate .Your beauty and Your mystery, it’s more than any eye can see . I’m not the man I was before With You, my life is so much more . Break the chains and open doors to a world I can't ignore .

Lord let me shine, shine like the moon , A reflection of You in all that I do Lord let me be a light for Your truth Light of the world, I wanna be used to shine for You .

As simple as a passing smile Or listening a little while To someone that's convinced that they are in this all alone. Here's my chance to share the news .To introduce the good that's You Here You go again, You never cease to blow my mind.

Lord let me shine, shine like the moon... A reflection of You in all that I do ...Lord let me be , a light for Your truth ,Light of the world, I wanna be used to shine for You.

You're the love that we all need ,You lift us up to our feet ,You hold the key to eternity ,The King of Kings alive in me.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Onde Começa a Vida ?

Onde começa a vida ?



As pesquisas com células-tronco pela comunidade científica e médica, e a discussão sobre seu uso e aplicação em benefício da humanidade, provoca uma discussão global em torno da questão: Onde e quando tem início a vida ? Seria correto o uso de tais células ? Estaríamos com isso beneficiando vidas em detrimento de outras ?


Se fossemos aqui partir de uma visão metabólica, poderíamos pensar que, o que sustenta a vida é um processo contínuo. Portanto, não faria sentido pensarmos na questão sobre o início da vida, já que o óvulo e o espermatozóide são apenas o meio da cadeia vital, ou seja, se a vida começa da vida, então ela nunca acaba, tão somente se reproduz, não é necessário se extinguir uma vida para que outra comece. Mas a discussão, é claro, está muito longe de se resumir a essa idéia.

Abordando o aspecto científico do assunto, convém tentarmos entender o conceito de “célula-tronco”: A célula-tronco (aquela que origina todas as outras células) é o óvulo fertilizado (zigoto). Essa única célula é capaz de gerar todos os tipos celulares existentes em um organismo adulto, até os gametas — óvulos e espermatozóides — que darão origem a novos zigotos, que por sua vez darão origem ao embrião, que dará origem ao feto.

Entender em detalhes como um organismo completo, com inúmeros tipos diferentes de células, forma-se a partir de apenas uma célula - o óvulo fertilizado (zigoto) - ainda é um desafio para a ciência. O desafio das pesquisas com as CT, consiste em dominar o processo pelo qual elas dão origem a cada tipo de tecido e a partir daí se utilizar essas descobertas para cura de doenças através de uma medicina preventiva e regenerativa. Na prática, os cientistas ainda não sabem que comandos determinam se uma CT vai , por exemplo, se transformar em osso, fígado ou sangue.

Enquanto a comunidade médica e científica, ocupa-se com as pesquisas, uma discussão ético-religiosa forma-se na sociedade. Estaria a humanidade entrando em um campo perigoso, onde a determinação da continuidade ou não da vida estaria em suas mãos? Observando pela ótica religiosa seria esse um ato imoral? Ou seja, se temos uma célula-tronco que se localiza dentro de um zigoto, que se transforma em um embrião, e se entendermos que tanto o zigoto como o embrião podem ser considerados um ser vivo; teríamos nós o direito de interromper essa vida ?


Vejamos a opinião de Antonio Carlos Campos de Carvalho pesquisador do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho e professor de fisiologia e biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro :
“Diante de questões tão polêmicas, é preciso que a sociedade como um todo se manifeste, através de seus legisladores, e defina o que é socialmente aceitável no uso de células-tronco embrionárias humanas para fins médicos. Inaceitável é impedir o progresso científico baseado na premissa de que o uso do conhecimento pode infringir conceitos religiosos ou morais. O Congresso dos Estados Unidos parece ter chegado a essa conclusão ao autorizar recentemente o uso de células tronco humanas nas pesquisas financiadas pelo National Institutes of Health).”



Dúvidas também aparecem na igreja. Segundo o pastor da Igreja Batista do Bacacheri, Nathaniel Brandão, pela Convenção Batista Brasileira ainda não existe uma decisão formada:
“Os batistas brasileiros sempre apoiaram os programas que visam ao progresso da ciência, pois Deus criou o homem e deu-lhe inteligência. Se for da vontade dele e as pesquisas trouxerem benefícios para a sociedade, não temos como nos opor”, opinou.

Diante das dúvidas, e dos debates sobre o assunto que está longe de ser uma questão pacífica. Podemos sim ter uma certeza em relação à vida e seu início.

Cristo disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10:10).Cristo para nós, recebido pela fé, é a origem da vida , da vida mais abundante. “Se alguém está em Cristo, nova criatura é”, e é aí mesmo que poderemos encontrar a verdadeira vida. Vida que não depende de pesquisas com células tronco, vida aliás, que é eterna, não corre o risco de degeneração e nem deixa dúvidas quanto ao momento de seu início, pois é garantida pelo próprio autor da vida !

Ainda refletindo sob a ótica religiosa e cristã, o que podem significar as palavras do apóstolo quando, referindo-se a pessoas regeneradas, que já descobriram o início da vida abundante, disse: “Filhinhos, por quem de novo sofro dores de parto, até ser Cristo formado em vós” . (Gl 4:19) Essas dores de parto pelos que já receberam a vida plena – o que significa? Será uma metáfora ou será uma indicação de alguma obra mais profunda de renovação divina, por aqueles que, tendo começado a verdadeira vida, estão em perigo de procurar tornar-se perfeitos pela carne?

Que Deus nos dê discernimento...

José B. Silva Junior
Seminarista

Final de Semestre...

Pois é pessoal, mais um semestre se vai...fui obrigado a pedir dois dias de folga no trabalho e hoje e amanhã estou acabando de preparar os últimos trabalhos a serem entregues: Exegese NT e Missões. Fica o sentimento de missão cumprida por mais essa etapa e os agradecimentos a todos que tem me apoiado: Os amigos de classe: Alexandre, Mauricio, Frederico, Marcelo, Amilton, Tiago, André, Larissa, Mariene e Fábio e a todos os professores em especial à Nelma, Lazarini e Pita . Também à dois amigões que tem me dado uma grande força , O Tiago Nogueira do 1º ano, e a Liliane - amiga de trabalho lá de Manhuaçu pelas suas palavras de incentivo. À IBCP...pelas orações de todos, em especial da Beth, Ana Cláudia e Irmã Maria Martins..que sinto - me sustentam. E é claro...minha famiília, sem a qual, com certeza não chegaria até aqui...minha querida esposa Nilce (pelas incessantes orações), e meus filhotes Júlia e Joás. E bola pra frente...daqui a pouco começa o 2º...
Deus nos ajude !

terça-feira, 17 de junho de 2008

Cuidado, frágil !



Nos dias de hoje, falar sobre fragilidade, tornou-se quase que em um contra-senso. Em nosso mundo globalizado, onde a competição do mercado de trabalho é algo que cresce a cada dia, sentimo-nos obrigados a vivermos em um ritmo quase que alucinante, nos especializando em tudo: curso disso, curso daquilo, palestras sobre os mais variados temas, livros de auto-ajuda (como ser um bom líder, como ser um bom pai, como ser um bom patrão, como ser uma boa mãe, como ser um bom filho...), enfim, hoje em dia o mundo precisa de super-homens e super-mulheres, e se você não for um deles, prepare-se para perder...

Aliás, até algumas igrejas pregam : “Você nasceu pra vencer”, “Chega de sofrer”, promovem terapias, correntes, campanhas, reuniões e “fogueiras”, que prometem uma vida sem desconfortos, sejam financeiros ou físicos, confirmando assim a tendência globalizada da competição de mercado, nesse caso, o mercado religioso.

Então, alguém que se levante pra falar sobre a fragilidade do ser humano hoje em dia, talvez seja considerada como uma “persona non-grata”.

Mas afinal, que mal há em buscarmos a excelência em tudo que fazemos ? Qual o problema em sermos pessoas preocupadas com o sucesso e bem estar, tão buscados em nossos dias ? Diria que nenhum, desde que reconheçamos nossa fragilidade.

Conversando ultimamente com algumas pessoas a respeito de doenças de nossos dias, lembramos do “stress” (que carrega uma série de doenças relacionadas a ele) e principalmente da depressão. Impressionante como o número de casos de depressão tem crescido nos últimos tempos. E pensamos em depressão aqui como um sintoma de fragilidade do ser humano frente aos problemas da vida. A depressão é definida por alguns como uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o pensamento. A depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.A depressão é, portanto, uma doença afetiva ou do humor, não é simplesmente estar na "fossa" ou com "baixo astral" passageiro. Também não é sinal de fraqueza, de falta de pensamentos positivos ou uma condição que possa ser superada apenas pela força de vontade ou com esforço.

Já conversei com pessoas que se encontram na situação acima. São pessoas que passam por tratamento médico, tem uma vida de comunhão com Deus e com suas igrejas, fazem parte de uma estrutura familiar que consideramos dentro dos padrões normais. Então por que continuam sofrendo ?

Paulo, apóstolo de Jesus, talvez o maior responsável pelo crescimento da igreja primitiva, passou por uma série de sofrimentos. Ao ser questionado sobre sua fé e por não negá-la, esteve várias vezes em prisões, sofreu sob os açoites, carregava uma doença em seu corpo chamada por ele mesmo de “espinho na carne” ( quem sabe, não seria nossa depressão ?), diz a história que também passou por fugas, naufrágios e acusações.

Em meio á todo esse sofrimento deixou escrito algo, sobre nossa fragilidade: Ele disse que a graça de Deus está em nossos corações. E a essa graça ele chamou “Tesouro”! Percebem: Nossa riqueza está na Graça de Deus ! E sobre este tesouro ele escreve o seguinte:

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte. Em tudo somos atribulados, mas não angustiado, perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos”. (II Cor. 4:7-9)

Para Paulo então (diferentemente daquilo que nossos cursos de auto-ajuda e do que os defensores da teologia da prosperidade ensinam) ficamos sim: Atribulados, Perplexos, Perseguidos e Abatidos. Nossas vidas, nossos corpos, são vasos de barro: simples, frágeis, carentes de cuidado e de proteção, isso para que reconheçamos que o poder dessa graça maravilhosa é de Deus e não de nossa parte. Ás vezes, vamos precisar, assim como o apóstolo Paulo, saber viver com esses sofrimentos, sentirmos e confiarmos que apesar de tudo, apesar dos sofrimentos pelos quais passamos, Deus não nos deixará angustiados, desesperados, desamparados e nem destruídos.

Se você já é um super-homem ou uma super-mulher, talvez esse texto não tenha muito sentido para você. Mas se você se considera alguém carente do cuidado e da proteção de Deus diante dos problemas da vida, saiba que Ele está pronto a cuidar de você e tratar da sua fragilidade.


“Ainda que eu caminhe por um vale escurocomo a própria morte, não temerei.Pois Deus, está comigo,Tu me proteges e me diriges”.( Salmo 23:4)



Que Deus nos ajude !
José B. Silva Junior

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Posso Ajudar ?




Há alguns dias atrás, saí de casa num sábado de manhã para comprar umas coisinhas no mercado. Entre a fila do pãozinho e o corredor dos chocolates, deparei-me com um funcionário que trazia em seu uniforme uma inscrição em letras bem legíveis, que chamaram minha atenção: “POSSO AJUDAR” ?

Fiquei pensando naquela pergunta. Não no contexto em que ela estava inserida, pois ali, essa ajuda envolvia um interesse comercial, ficava limitada ao treinamento do funcionário e da orientação que ele recebia sobre a ajuda que poderia oferecer. Pensei que num sentido mais amplo e no contexto de relacionamentos interpessoais, aquela pergunta é uma das mais importantes que uma pessoa pode fazer a alguém.

Ainda essa semana estive em uma delegacia. Era 01:00 Hs , início da madrugada, eu e minha esposa acompanhávamos uma mãe que não encontrava seu filho de 12 anos desde ás 17:00 quando chegara em casa. A falta de notícias e a noite fria que fazia, levavam aquela mãe a uma situação que nenhuma mãe consegue enfrentar sozinha e o desespero começava a querer dominá-la, ela precisava de ajuda. Buscamos essa ajuda na polícia, e nos aproximados 40 minutos em que permanecemos ali, o que pudemos constatar, é que não era só aquela mãe que precisava de ajuda. No mesmo momento em que a policial atendia a ocorrência do desaparecimento daquele filho, ficamos sabendo que duas pessoas perderam a vida ao serem atingidas por tiros, e minutos depois uma jovem, com hematomas na boca, dava queixa de seu namorado que havia acabado de agredi-la. Muitas outras pessoas precisavam de ajuda aquele dia. Talvez outras duas mães receberiam a notícia da morte de seus filhos, ou ainda filhos receberiam a notícia da morte de seus pais, esposas de seus maridos...Um jovem seria intimado pela polícia por agressão, e além de sofrer, faria com que seus pais e os pais daquela a quem covardemente agredira, também sofressem. Todos precisariam de ajuda. Eu preciso de ajuda, para saber entender e lidar com todas essas situações. Pensei que todos nós poderíamos usar a camiseta do funcionário do mercado, com uma pequena mudança: na frente a frase; “POSSO AJUDAR ?”, e nas costas: “PRECISO DE AJUDA”.

Penso que às vezes deixamos de ajudar, por não entendermos bem o conceito dessa ação. Pensamos que para ajudar alguém, temos que possuir uma boa situação financeira ou estarmos livre de problemas, imaginamos que se necessitados de ajuda não temos condições de ajudar. Já parou para pensar, no que as pessoas esperam de nós em relação á ajuda? Talvez elas esperem que simplesmente percebamos que elas existem, que perguntemos como foi o seu dia, o simples fato de ouvi-las fará com que elas se sintam melhor em relação á todos os problemas que talvez não possamos resolver. Podemos ajudar, quando deixamos de ser egoístas, quando damos um aperto de mão sincero olhando nos olhos da pessoa e perguntamos o famoso “tudo bem” com real interesse. Ajudamos quando abraçamos alguém, com um abraço sincero, apertado, cheio de afeto que talvez seja toda a ajuda que alguém espera há anos, mas que nunca teve a graça de receber. A ajuda pode ser prestada, quando damos um telefonema, exclusivamente pra falar um “oi” e perguntar “como você está”? Podemos ajudar na esfera familiar, simplesmente desligando a televisão, conversando com nossos filhos, fazendo um afago em suas cabeças. Ajudaríamos nossas esposas, se déssemos a mesma importância que damos ao noticiário esportivo a sua companhia e a seus assuntos. Ajudamos nossos colegas de trabalho, escola e faculdade quando entendemos e mostramos a eles que o importante não é o dinheiro que ganhamos ou o saber que adquirimos, e sim suas companhias, que fazem a diferença em nosso dia-a-dia.

Que bom seria, se adotássemos tais atitudes. Mas para que isso aconteça, necessário se faz que primeiro reconheçamos que não há capacidade em nós mesmos para colocarmos isso em prática.Dependemos de uma ajuda superior, que nos encha desse desejo e nos impulsione a ajudar outros. O Senhor Jesus foi muito claro nesse sentido quando disse as palavras que estão em João 15:5 : “Sem mim nada podeis fazer”.

Funciona mais ou menos como aquele homem da história que possuía um carro cuja buzina não funcionava, levou então o carro a uma oficina para o devido reparo, estava chovendo e ao chegar à entrada da oficina, que estava com os portões fechados leu um cartaz com os seguintes dizeres: “Para ser atendido buzine”.

Existem situações em nossas vidas que não adianta ficarmos procurando saídas, andando de um lado para o outro, nos esgotando à procura de soluções humanas. Precisaremos de uma ajuda externa, superior, que nos conduza a entender que essa ajuda, que vem de Deus, será uma experiência maravilhosa, que nos levará a sentir a necessidade de ajudar o próximo e nos alegrar com isso.

Quanto à mãe que procurava desesperadamente seu filho, o encontramos ainda aquela madrugada, menos de uma hora depois de chegarmos à delegacia. Estava não muito distante de sua casa, sentado em uma calçada, desagasalhado, descalço, sem alimentar-se desde a hora do almoço, na companhia de adolescentes, aparentemente drogado. Mãe e filho precisam de ajuda.

Que Deus nos ajude !

José B. Silva Junior
Seminarista
06/06/2008

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